quarta-feira, 3 de junho de 2009

ADAM SMITH



ADAM SMITH

É o pai da economia moderna e é considerado o mais importante teórico do Liberalismo Econômico. Autor de “Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das Nações”, a sua obra mais conhecida e que continua a ser uma obra de referencia para. gerações de economistas, procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos apenas pelo seu próprio interesse egoísta, promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica. Adam Smith acreditava que a iniciativa privada deveria deixar-se agir livremente, com pouca ou nenhuma intervenção governamental. A livre competição entre os diversos fornecedores levaria forçosamente não só à queda do preço das mercadorias, mas também a constantes inovações tecnológicas. Adam Smith analisou a divisão do trabalho como um fator evolucionário poderoso a propulsionar a economia. A idéia central de Adam Smith em A Riqueza das Nações é de que o mercado, aparentemente caótico, na verdade é organizado e produz as espécies e quantidades de bens que são mais desejados pela população. Um mercado livre produzirá bens na quantidade e no preço que a sociedade espera. Isto acontece porque a sociedade, na procura de lucros, irá responder às exigências do mercado. Adam Smith ainda escreve: “cada individuo procura apenas seu próprio ganho”. Porém, é como se fosse levado por uma mão invisível para produzir um resultado que não fazia parte da sua intenção… Perseguindo seus próprios interesses, frequentemente promove os interesses da própria sociedade, com mais eficiência do que se realmente tivesse a intenção de fazê-lo”. Adam Smith explica que a “mão invisível” não funcionaria adequadamente se existissem impedimentos ao livre comércio. Ele era, portanto, um forte oponente aos altos impostos e às intervenções do governo, que afirmava resultar numa economia menos eficiente, e assim fazendo gerar menos riqueza. Contudo, Adam Smith reconhecia que algumas restrições do governo sobre a economia são necessárias. Este conceito de “mão invisível” foi baseado numa expressão francesa, “laissez faire”, que significa que o governo deveria deixar o mercado e os indivíduos livres para lidar com os seus próprios assuntos.
Adam Smith, o famoso economista e filósofo escocês, nascido numa pequena cidade portuária na margem norte da enseada de Firth of Forth no mar do Norte, próxima a Edimburgo. Embora desconhecida a data do seu nascimento foi batizado a 5 de Junho de 1723 em Kirkcaldy. Filho de outro Adam Smith e da sua segunda mulher Margarete Douglas. Seu pai era fiscal da alfândega e sua mãe era filha de um bem aquinhoado proprietário de terras. Em sua época o Reino Unido (Inglaterra unida à Escócia desde 1707) vivia o período de grande atividade marítima que antecedeu a Revolução Industrial. Com a idade de 15 anos, Smith iniciou os estudos na Universidade de Glasgow, estudando filosofia moral com o "inesquecível" (como lhe chamou) Francis Hutcheson. Em 1740 entrou para o Balliol College da Universidade de Oxford, mas como disse William Robert Scott, "o Oxford deste tempo deu-lhe pouca ajuda (se é que a deu) para o que viria a ser a sua obra" e acabou por abdicar da sua bolsa em 1746. Em 1748 começou a dar aulas em Edimburgo sob o patronato de Lord Kames. Algumas destas aulas eram de retórica e de literatura, mas mais tarde dedicou-se à cadeira de "progresso da opulência", e foi então, em finais dos anos 40, que ele expôs pela primeira vez a filosofia econômica do "sistema simples e óbvio da liberdade natural" que ele viria a proclamar no seu Inquérito sobre a natureza e as causas da riqueza das Nações. Por volta de 1750 conheceu o fantástico David Hume, que se tornou num dos seus mais próximos amigos.
Em 1751, Smith foi nomeado professor de lógica na Universidade de Glasgow, passando em 1752 a dar a cadeira de filosofia moral. Nas suas aulas, cobria os campos da ética, retórica, jurisprudência e política econômica ou ainda "polícia e rendimento". Em 1759 publicou a sua "Teoria dos sentimentos morais", uma das suas mais conhecidas obras, incorporando algumas das suas aulas de Glasgow. Este trabalho, que
estabeleceu a reputação de Smith durante a sua própria vida, refere-se à explicação da aprovação ou desaprovação moral. A sua capacidade de argumentação, fluência e persuasão, mesmo que através de uso da retórica estão ali bem patenteados. Ele baseia a sua explicação, não como o terceiro Lord Shaftesbury e Hutcheson tinham feito, num "sentido moral", nem (como David Hume) com base num decisivo sentido de utilidade, mas sim na simpatia. Tem havido uma controvérsia considerável quanto a saber se há ou não uma contradição ou contraste entre a ênfase de Smith na simpatia como motivação humana fundamental
em "sentimentos morais", e o papel essencial do auto-interesse na "Riqueza das Nações". Este parece colocar mais ênfase na harmonia geral dos motivos e atividades humanas sob uma providência benigna no primeiro livro, enquanto que no segundo livro, apesar do tema geral da "mão invisível" promovendo a harmonia de interesses, Smith encontra mais ocasiões para apontar causas de conflitos e o egoísmo estreito da motivação humana.
Smith começava agora a dar mais atenção à jurisprudência e à economia nas suas aulas, e menos às suas teorias de moral. Esta idéia é reforçada pelas notas tomadas por um dos seus alunos em cerca de 1763, mais tarde editadas por Edwin Cannan aulas de justiça, polícia, rendimento e armas, 1896 e pelo que Scott, que o descobriu e publicou, descreve em "Um esboço inicial de parte da Riqueza das Nações" ("An early draft of part of the Wealth of Nations"), datado de 1763.
No final de 1763, Smith obteve um posto bem remunerado como tutor do jovem duque de Buccleuch e deixou o cargo de professor.
De 1764 a 1766 viajou com o seu aluno, sobretudo em França, onde veio a conhecer líderes intelectuais como Turgot, d’Alembert, André Morellet, Helvétius e, em particular, François Quesnay, o principal nome na escola fisiocrática da economia, cuja obra, ele respeitava muito. Depois de regressar a casa para Kirkcaldy, dedicou muito do seu tempo nos 10 anos seguintes à sua magnum opus, que surgiu em 1776.
Em 1778 recebeu um posto confortável como comissário da alfândega da Escócia e foi viver com a sua mãe em Edimburgo. Faleceu aí, a 17 de Julho de 1790, depois de uma doença dolorosa. Tinha aparentemente dedicado uma parte considerável dos seus rendimentos a Numerosos atos secretos de caridade.

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