<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163</id><updated>2011-07-28T17:35:31.648-03:00</updated><category term='WALRAS'/><category term='MENGER'/><category term='ECONOMISTAS CLASSICOS'/><category term='ECONOMISTAS NEOCLASSICOS'/><category term='PADRAO OURO'/><category term='KARL MARX'/><category term='ADM SMITH'/><category term='CONFERENCIA DE BRETTON WOODS'/><category term='REVOLUÇAO INDUSTRIAL'/><category term='ONDAS DE GLOBALIZAÇÃO'/><category term='JEVONS'/><title type='text'>ECONOMIA E FINANÇAS</title><subtitle type='html'>Espaço criado pelos alunos do Curso de MBA em Controladoria e Finanças da Universidade Federal Flumininse(UFF), com o objetivo de compartilhar conhecimentos relacionados a enconomia, em uma perspectiva sócio-interacionista.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-1554108666507317768</id><published>2009-07-07T23:59:00.002-03:00</published><updated>2009-07-10T21:12:11.102-03:00</updated><title type='text'>NEW DEAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;New Deal&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O New Deal (cuja tradução literal em português seria&lt;br /&gt;"novo acordo" ou "novo trato") foi o nome dado à&lt;br /&gt;série de programas implementados nos Estados Unidos&lt;br /&gt;entre 1933 e 1937, sob o governo do Presidente&lt;br /&gt;Franklin Delano Roosevelt, com o objetivo de recuperar&lt;br /&gt;e reformar a economia norte-americana, e assistir aos&lt;br /&gt;prejudicados pela Grande Depressão. O nome dessa&lt;br /&gt;série de programas foi inspirado no Square Deal, nome&lt;br /&gt;dado pelo anterior Presidente Theodore Roosevelt à sua&lt;br /&gt;política econômica.&lt;br /&gt;Como resultado do New Deal foram criadas nos Estados&lt;br /&gt;Unidos dezenas de agências federais (equivalentes às&lt;br /&gt;autarquias, no direito administrativo brasileiro), as&lt;br /&gt;quais receberam o apelido irônico de alphabet agencies&lt;br /&gt;(agências alfabéticas), devido à profusão das siglas com&lt;br /&gt;que eram designadas: CCC (Civilian Conservation&lt;br /&gt;Corps), TVA (Tennessee Valley Authority), AAA&lt;br /&gt;(Agricultural Adjustment Administration), PWA (Public&lt;br /&gt;Works Administration), FDIC (Federal Deposit&lt;br /&gt;Insurance Corporation), SEC (Securities and Exchange&lt;br /&gt;Commission), CWA (Civil Works Administration), SSB&lt;br /&gt;(Social Security Board), WPA (Works Progress&lt;br /&gt;Administration), NLRB (National Labor Relations&lt;br /&gt;Board).&lt;br /&gt;O New Deal teve grande influência na política&lt;br /&gt;econômica e social adotada no Brasil pelo Presidente&lt;br /&gt;Getúlio Vargas, que admirava Franklin D. Roosevelt&lt;br /&gt;[carece de fontes?].&lt;br /&gt;Os opositores do New Deal, os quais protestavam&lt;br /&gt;contra o crescimento dos gastos públicos e o&lt;br /&gt;deslocamento de atribuições dos Estados para a União&lt;br /&gt;norte-americana, conseguiram interromper a expansão&lt;br /&gt;em 1937 e abolir alguns dos programas a partir de 1943. Todavia, programas e agências&lt;br /&gt;importantes então criados subsistem até hoje, como a Social Security (Seguridade Social), a&lt;br /&gt;SEC - Securities and Exchange Comission (Comissão de Valores Mobiliários), a FDIC -&lt;br /&gt;New Deal 2&lt;br /&gt;Federal Deposit Insurance Corporation (que garante os depósitos bancários) e a TVA -&lt;br /&gt;Tennessee Valley Authority (Autoridade do Vale do Tennessee - espécie de SUDENE para o&lt;br /&gt;sul dos Estados Unidos).&lt;br /&gt;Existe muita discussão se o New Deal realmente ajudou os EUA a sair da Grande&lt;br /&gt;Depressão. Deve ser notado que embora Roosevelt tenha criado o nome New Deal várias&lt;br /&gt;das medidas já haviam sido tomadas por Herbert Hoover e, segundo o anarco-capitalista&lt;br /&gt;Murray Rothbard, essas medidas foram uma das causas da Grande Depressão.&lt;br /&gt;O New Deal&lt;br /&gt;A política de intervenção estatal começou a ser adotada primeiro nos Estados Unidos, com&lt;br /&gt;o anúncio pelo presidente Franklin Roosevelt de uma série de medidas, que ficaram&lt;br /&gt;conhecidas como New Deal(novo acordo) e que passaram a ser concretizadas em 1933.&lt;br /&gt;Dentre elas:&lt;br /&gt;• controle sobre bancos e instituições financeiras;&lt;br /&gt;• construção de obras de infra-estrutura para a geração de empregos e aumento do&lt;br /&gt;mercado consumidor;&lt;br /&gt;• concessão de subsídios e crédito agrícola a pequenos produtores familiares;&lt;br /&gt;• criação de Previdência Social, que estipulou um salário mínimo, além de garantias a&lt;br /&gt;idosos, desempregados e inválidos;&lt;br /&gt;• controle da corrupção no governo;&lt;br /&gt;• incentivo á criação de sindicatos para aumentar o poder de negociação dos trabalhadores&lt;br /&gt;e facilitar a defesa dos novos direitos instituídos.&lt;br /&gt;No setor industrial, a principal medida foi a redução da jornada do trabalho. Percebendo&lt;br /&gt;que o fator básico que gerou a crise econômica havia sido a superprodução, Henry Ford&lt;br /&gt;estabeleceu a jornada de oito horas. Além disso, foi responsável por uma importantíssima&lt;br /&gt;inovação técnica -- a linha de montagem. Essa inovação permitiu a redução dos custos e,&lt;br /&gt;sobretudo, aumento da produtividade. Isto é, o rendimento do trabalho e dos demais&lt;br /&gt;agentes da produção. A aplicação das técnicas fordistas em várias indústrias de bens de&lt;br /&gt;consumo gerou uma queda de preços em todo o país, fator que é tido, juntamente com New&lt;br /&gt;Deal, como primordial para a recuperação da economia norte-americana [carece de fontes?].&lt;br /&gt;Ver também&lt;br /&gt;• Grande Depressão&lt;br /&gt;• Franklin Delano Roosevelt&lt;br /&gt;Ligações externas&lt;br /&gt;• 1933: Roosevelt presidente [6]&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;[1] http:/ / www. google. com/ search?&amp;amp; as_eq=wikipedia&amp;amp; as_epq=New+ Deal&lt;br /&gt;[2] http:/ / news. google. com/ archivesearch?&amp;amp; as_src=-newswire+ -wire+ -presswire+ -PR+ -press+ -release&amp;amp;&lt;br /&gt;as_epq=New+ Deal&lt;br /&gt;[3] http:/ / books. google. com/ books?&amp;amp; as_brr=0&amp;amp; as_epq=New+ Deal&lt;br /&gt;[4] http:/ / scholar. google. com/ scholar?as_epq=New+ Deal&lt;br /&gt;[5] http:/ / www. scirus. com/ srsapp/ search?q=New+ Deal&amp;amp; t=all&amp;amp; sort=0&amp;amp; g=s&lt;br /&gt;[6] http:/ / www. dw-world. de/ dw/ article/ 0,,302973,00. html?maca=bra-abril-all-1642-rdf&lt;br /&gt;Fontes e editores do artigo 3&lt;br /&gt;Fontes e editores do artigo&lt;br /&gt;New Deal Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?oldid=15863054 Contributors: Adailton, Agil, Alexg, Anne Valladares, Carlos Luis M C da Cruz,&lt;br /&gt;Contagemwiki, Darwinius, Davemustaine, Der kenner, Diotti, Erico Koerich, Gaf.arq, Gbiten, Gemini1980, Get It, GilliamJF, Guidragon, Jack Bauer00,&lt;br /&gt;Jcmo, Leslie, Lgrave, Manuel Anastácio, Mschlindwein, PatríciaR, Pietro Roveri, Porantim, RafaelG, Reynaldo, Tilgon, Yone Fernandes, 80 edições&lt;br /&gt;anónimas&lt;br /&gt;Fontes, licenças e editores da imagem 4&lt;br /&gt;Fontes, licenças e editores da imagem&lt;br /&gt;Imagem:Ambox scales.svg Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Ambox_scales.svg License: Public Domain Contributors:&lt;br /&gt;User:Penubag, User:Tkgd2007&lt;br /&gt;Image:Tango-nosources.svg Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Tango-nosources.svg License: Creative Commons&lt;br /&gt;Attribution-Sharealike 2.5 Contributors: User:RaminusFalcon&lt;br /&gt;Imagem:Debt1929-50.jpg Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Debt1929-50.jpg License: unknown Contributors: Rjensen&lt;br /&gt;Imagem:Gdp20-40.jpg Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Gdp20-40.jpg License: Copyrighted free use Contributors:&lt;br /&gt;Badseed, Gary King, Hellisp, Martynas Patasius, Skeezix1000, Stannered, Timeshifter, WikipediaMaster, 6 edições anónimas&lt;br /&gt;Imagem:US-jobs2040.jpg Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:US-jobs2040.jpg License: Copyrighted free use Contributors:&lt;br /&gt;Crotalus horridus, Hellisp&lt;br /&gt;Licença 5&lt;br /&gt;Licença&lt;br /&gt;Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported&lt;br /&gt;http:/ / creativecommons. org/ licenses/ by-sa/ 3. 0/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-1554108666507317768?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/1554108666507317768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/07/new-deal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/1554108666507317768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/1554108666507317768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/07/new-deal.html' title='NEW DEAL'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-8498089882848834201</id><published>2009-07-07T23:56:00.002-03:00</published><updated>2009-07-10T21:12:33.336-03:00</updated><title type='text'>ESCOLA KEYNESIANA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escola keynesiana&lt;br /&gt;A escola de pensamento econômico keynesiana tem suas origens no livro escrito por&lt;br /&gt;John M. Keynes chamado "Teoria Geral do Emprego, Juros e Moeda" [1] . Rápidamente&lt;br /&gt;muitos ecomonistas aderiram a esta escola, o que foi chamado de revolução keynesiana.&lt;br /&gt;A escola keynesiana se fundamenta no princípio de que o ciclo econômico não é&lt;br /&gt;auto-regulador como pensavam os neoclássicos, uma vez que é determinado pelo "espírito&lt;br /&gt;animal" dos empresários. É por esse motivo, e pela ineficiência do sistema capitalista em&lt;br /&gt;empregar todos que querem trabalhar que Keynes defende a intervenção do Estado na&lt;br /&gt;economia.&lt;br /&gt;Teoria Keynesiana&lt;br /&gt;A teoria de Keynes é baseada no principio de que os consumidores aplicam as proporções&lt;br /&gt;de seus gastos em bens e poupança, em função da renda. Quanto maior a renda, maior a&lt;br /&gt;percentagem da renda poupada. Assim se a renda agregada aumenta, em função do&lt;br /&gt;aumento do emprego, a taxa de poupança aumenta simultaneamente. E como a taxa de&lt;br /&gt;acumulação de capital aumenta, a produtividade marginal do capital se reduz, e o&lt;br /&gt;investimento é reduzido já que a lucratividade é proporcional a produtividade marginal do&lt;br /&gt;capital. Então ocorre um excesso de poupança, em relação ao investimento, o que faz com&lt;br /&gt;que a demanda efectiva fique abaixo da oferta e assim o emprego se reduza para um ponto&lt;br /&gt;de equilíbrio onde a poupança e o investimento fiquem iguaís. Como esse equilíbrio pode&lt;br /&gt;significar a ocorrência de desemprego involuntário em economias avançadas (onde a&lt;br /&gt;quantidade de capital acumulado seja grande e sua produtividade seja pequena), Keynes&lt;br /&gt;defendeu a tese de que o Estado deveria intervir na fase recessiva dos ciclos econômicos&lt;br /&gt;com sua capacidade de imprimir moeda para aumentar a demanda efectiva através de&lt;br /&gt;déficits do orçamento do Estado e assim manter o pleno emprego. É importante lembrar&lt;br /&gt;que Keynes nunca defendeu o carregamento de déficits de um ciclo econômico para outro,&lt;br /&gt;nem muito menos operar orçamentos deficitários na fase expansiva dos ciclos.&lt;br /&gt;Deve se notar que, para o estado aumentar a demanda efectiva, ele deve gastar mais do&lt;br /&gt;que arrecada, porque a arrecadação de impostos reduz a demanda efectiva, enquanto que&lt;br /&gt;os gastos aumentam a demanda efectiva.&lt;br /&gt;O ciclo de negócios segundo Keynes ocorre porque os empresários têm "impulsos animais"&lt;br /&gt;psicológicos que os impedem de investir a poupança dos consumidores, o que gera&lt;br /&gt;desemprego e reduz a demanda efectiva novamente, e por sua vez causa uma crise&lt;br /&gt;econômica. A crise, para terminar, deve ter uma intervenção estatal que aumente a&lt;br /&gt;demanda efectiva através do aumento dos gastos públicos.&lt;br /&gt;Escola keynesiana 2&lt;br /&gt;O papel do Estado na economia, segundo Keynes&lt;br /&gt;A mais importante Agenda do Estado não está relacionada às atividades que os&lt;br /&gt;indivíduos particularmente já realizam, mas às funções que estão fora do âmbito&lt;br /&gt;individual, àquelas decisões que ninguém adota se o Estado não o faz.&lt;br /&gt;Para o governo, o mais importante não é fazer coisas que os indivíduos já estão&lt;br /&gt;fazendo, e fazê-las um pouco melhor ou um pouco pior, mas fazer aquelas coisas&lt;br /&gt;que atualmente deixam de ser feitas. (John Maynard Keynes, The end of&lt;br /&gt;laissez-faire) [2]&lt;br /&gt;A escolha não deve ser se o estado deve ou não estar envolvido (na economia),&lt;br /&gt;mas como ele se envolve. Assim, a questão central não deve ser o tamanho do&lt;br /&gt;estado mas as atividades e métodos do governo. Países com economias&lt;br /&gt;bem-sucedidas têm governos que estão envolvidos em um amplo espectro de&lt;br /&gt;atividades. (Joseph Stiglitz, More instruments and broader goals...) [3]&lt;br /&gt;Estas duas citações,Stiglitz, que é considerado por muitos um neo-keneysiano, servem para&lt;br /&gt;desmistificar muitas das críticas feitas por políticos neoliberais aos ensinamentos de&lt;br /&gt;Keynes.&lt;br /&gt;Keynes nunca defendeu a estatitização da economia, nos moldes em que foi feita na União&lt;br /&gt;Soviética. O que Keynes defendia, na década de 1930, e que hoje Stiglitz e os&lt;br /&gt;novos-desenvolvimentistas defendem é uma participação ativa de um Estado enérgico nos&lt;br /&gt;segmentos da economia que, embora necessários para o bom desenvolvimento de um país,&lt;br /&gt;não interessam ou não podem ser atendidos pela inciativa privada.&lt;br /&gt;Não se trata promover uma competição entre o Estado e o mercado, mas sim de obter uma&lt;br /&gt;adequada complementação ao mercado, que agindo sozinho não é capaz de resolver todos&lt;br /&gt;os problemas, conforme demonstraram Grenwald e Stiglitz [4] (1986), em busca de uma&lt;br /&gt;maior eficiência geral da Economia.&lt;br /&gt;Não constitui uma dedução correta dos princípios da Economia que o&lt;br /&gt;auto-interesse esclarecido sempre atua a favor do interesse público.&lt;br /&gt;A aguda intuição de Keynes, que o levou a recomendar a intervenção do estado na&lt;br /&gt;economia, vêm encontrando cada vez mais respaldo nas recentes descobertas da economia&lt;br /&gt;da informação, como demonstra o teorema de Greenwald-Stiglitz:&lt;br /&gt;O efeito da influência de Stiglitz é tornar a Economia mais presumivelmente&lt;br /&gt;intervencionista do que Samuelson propunha. Samuelson considerava as falhas de&lt;br /&gt;mercado como "exceções" à regra geral dos mercados eficientes. Mas os&lt;br /&gt;teoremas de Greenwald-Stiglitz postulam ser as falhas de mercado a "norma", e&lt;br /&gt;estabelecem que "os governos quase sempre podem potencialmente melhorar a&lt;br /&gt;eficiência da alocação de recursos em relação ao livre mercado." E o teorema de&lt;br /&gt;Sappington-Stiglitz "estabelece que um governo 'ideal' poderia atingir um maior&lt;br /&gt;nível de eficiência administrando diretamente uma empresa estatal do que&lt;br /&gt;privatizando-a." [5] (Stiglitz 1994, 179) [6] .&lt;br /&gt;Escola keynesiana 3&lt;br /&gt;Desenvolvimento das teorias keynesianas&lt;br /&gt;Inspirados na obra de Keynes inúmeros economistas desenvolveram, aperfeiçoaram e&lt;br /&gt;modernizaram a teoria keynesiana. Dentre eles vários foram galerdeados com Prêmios de&lt;br /&gt;Ciências Econômicas.&lt;br /&gt;Destacam-se:&lt;br /&gt;• Amartya Sen&lt;br /&gt;• Franco Modigliani&lt;br /&gt;• James Tobin&lt;br /&gt;• Joseph E. Stiglitz&lt;br /&gt;• Paul Samuelson&lt;br /&gt;• Robert Solow&lt;br /&gt;• Wassily Leontief&lt;br /&gt;Origens do novo desenvolvimentismo&lt;br /&gt;O novo-desenvolvimentismo surge da visão de Keynes, adaptada aos tempos atuais por&lt;br /&gt;economistas keynesianos contemporâneos como Paul Davidson e Joseph Stiglitz, que vêem&lt;br /&gt;o Estado como sendo um complemento do mercado, e da visão cepalina neo-estruturalista&lt;br /&gt;que considera que a tardia industrialização latino-americana não foi capaz de resolver os&lt;br /&gt;problemas de desigualdades sociais na América Latina, e propõe uma estratégia de&lt;br /&gt;transformação produtiva com eqüidade social, que leve a um crescimento econômico&lt;br /&gt;sustentável, com uma melhor distribuição de renda. [7]&lt;br /&gt;Citações sobre Keynes&lt;br /&gt;"É incrível o que Keynes pensou. Ele foi muito mais do que um economista. O que&lt;br /&gt;ele escreveu é muito mais relevante para a Economia do que tudo que fizeram&lt;br /&gt;depois (Antônio Delfim Netto) [8]&lt;br /&gt;"Keynes por si só era um gênio multi-facetado que tornou-se proeminente no&lt;br /&gt;mundo da matemática, filosofia e literatura. Além disso, ele encontrava tempo&lt;br /&gt;para administrar um grande companhia de seguros, para ser Conselheiro do&lt;br /&gt;Tesouro Britânico, para ajudar a dirigir o Banco da Inglaterra, para editar um&lt;br /&gt;mundialmente famoso jornal de Economia e para patrocinar espetáculos teatrais e&lt;br /&gt;de ballet. Ele também era um Economista que sabia ganhar dinheiro tanto para si&lt;br /&gt;como para sua faculdade, o King's College de Cambridge." [9] (Paul A. Samuelson)&lt;br /&gt;Keynes é ainda mais importante agora do que o foi há 50 anos. Não sei se os&lt;br /&gt;economistas, em geral, se tornarão keynesianos de novo, mas passei a levar muito&lt;br /&gt;a sério as questões de tipo keynesiano, se assim se pode dizer. É claro que Lord&lt;br /&gt;Keynes não era uma profeta sagrado. Ele pode ter colocado as perguntas certas,&lt;br /&gt;mas cabe a você, sempre, ter de encontrar as suas próprias respostas. (Paul&lt;br /&gt;Krugman) [10]&lt;br /&gt;Escola keynesiana 4&lt;br /&gt;Ver também&lt;br /&gt;• Amartya Sen&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;Online&lt;br /&gt;Em português&lt;br /&gt;• ALDRIGHI, Dante Mendes. Uma avaliação das contribuições de Stiglitz à teoria dos&lt;br /&gt;mercados financeiros. Rev. Econ. Polit. vol.26 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2006 ISSN&lt;br /&gt;0101-3157 [11]&lt;br /&gt;• CARQUEJA, Hernâni O. O Conceito de Riqueza na Análise Económica - Apontamentos. II&lt;br /&gt;Seminário GRUDIS. Faculdade de Economia da Universidade do Porto, 25/10/2003 [12]&lt;br /&gt;• LASTRES, Helena Maria Martins e FERRAZ, João Carlos. Economia da Informação, do&lt;br /&gt;Conhecimento e do Aprendizado, Capítulo I, in: Informação e globalização na era do&lt;br /&gt;conhecimento, Helena M. M. Lastres, Sarita Albagli (organizadoras). — Rio de Janeiro:&lt;br /&gt;Campus, 1999. [13]&lt;br /&gt;Em inglês&lt;br /&gt;• CROTTY, James. The Effects of Increased Product Market Competition and Changes in&lt;br /&gt;Financial Markets on the Performance of Nonfinancial Corporations in the Neoliberal&lt;br /&gt;Era. Amherst: University of Massachusetts, Department of Economics, October 11, 2002&lt;br /&gt;[14]&lt;br /&gt;• ENGLISH,Simon. IMF admits its policies seldom work New York: Telegraph.co.uk,&lt;br /&gt;11:40pm GMT 19/03/20 [15]&lt;br /&gt;• KEYNES, John Maynard. The end of laissez-faire. Amherst, New York: Prometheus Books,&lt;br /&gt;2004. ISBN 1591022681 [16]&lt;br /&gt;• KEYNES, John Maynard. General Theory of Employment, Interest and Money, The.&lt;br /&gt;London: Macmillan Press; New York: St. Martin's Press; 1936 [17]&lt;br /&gt;• ROTHSCHILD, Michael. Information, The invisible Hand and Google Princeton University&lt;br /&gt;[18]&lt;br /&gt;• STIGLITZ, Joseph E. Prize Lecture: Information and the Change in the Paradigm in&lt;br /&gt;Economics. Joseph E. Stiglitz proferiu sua aula de aceitação do Prêmio Nobel em 8 de dezembro de 2001,&lt;br /&gt;na Aula Magna, Universidade de Estocolmo. Foi apresentado por Lars E.O. Svensson Chairman of the Prize&lt;br /&gt;Committee. [19]&lt;br /&gt;• STIGLITZ, Joseph E. The pact with the devil. Beppe Grillo's Friends interview [20]&lt;br /&gt;• WANG, Shaoguang. The State, Market Economy, and Transition. Department of Political&lt;br /&gt;Science, Yale University [21]&lt;br /&gt;Escola keynesiana 5&lt;br /&gt;Publicações&lt;br /&gt;Em Português&lt;br /&gt;• KEYNES, John Maynard. Teoria geral do emprego, do juro e da moeda (General theory of&lt;br /&gt;employment, interest and money). Tradutor: CRUZ, Mário Ribeiro da. São Paulo: Editora&lt;br /&gt;Atlas, 1992. ISBN 9788522414574&lt;br /&gt;• SICSÚ, João; PAULA, Luiz Fernando; e RENAUT, Michel; organizadores.&lt;br /&gt;Novo-desenvolvimentismo: um projeto nacional de crescimento com eqüidade social.&lt;br /&gt;Barueri:Manole; Rio de Janeiro:Fundação Konrad Adenauer, 2005. ISBN 85-98416-04-5&lt;br /&gt;(Manole)&lt;br /&gt;• STIGLITZ, Joseph E. e GREENWAL,Bruce. Rumo a um Novo Paradigma em Economia&lt;br /&gt;Monetária. Francis, 2004&lt;br /&gt;Em inglês&lt;br /&gt;• GREENWALD, Bruce and STIGLITZ, Joseph E. Externalities in Economies with Imperfect&lt;br /&gt;Information and Incomplete Markets, Quarterly Journal of Economics, no. 90, 1986.&lt;br /&gt;Este artigo é um esboço sobre economia ou sobre um economista. Você pode ajudar a Wikipédia&lt;br /&gt;[http://en.wikipedia.org/wiki/:Escola keynesiana expandindo-o].&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;[1] KEYNES, John Maynard. Teoria geral do emprego, do juro e da moeda (General theory of employment, interest&lt;br /&gt;and money). Tradutor: CRUZ, Mário Ribeiro da. São Paulo: Editora Atlas, 1992. ISBN 9788522414574&lt;br /&gt;[2] KEYNES, John Maynard. The end of laissez-faire. Amherst, New York: Prometheus Books, 2004. ISBN&lt;br /&gt;1591022681 (http:/ / www. panarchy. org/ keynes/ laissezfaire. 1926. html)&lt;br /&gt;[3] (em inglês) STIGLITZ, Joseph. More Instruments and Broader Goals: Moving Toward the Post-Washington&lt;br /&gt;Consensus. The 1998 WIDER Annual Lecture. Helsinki, Finlândia, 07/1/1998. (http:/ / www. globalpolicy. org/&lt;br /&gt;socecon/ bwi-wto/ stig. htm)&lt;br /&gt;[4] GREENWALD, Bruce and STIGLITZ, Joseph E. 1986 Externalities in Economies with Imperfect Information&lt;br /&gt;and Incomplete Markets, Quarterly Journal of Economics, no. 90.&lt;br /&gt;[5] SAPPINGTON, David E. M. e STIGLITZ, Joseph E. Privatization, Information and Incentives. Columbia&lt;br /&gt;University; National Bureau of Economic Research (NBER) June 1988; NBER Working Paper No. W2196 (http:/&lt;br /&gt;/ elsa. berkeley. edu/ ~yqian/ econ260b/ Sappington Privatization. pdf)&lt;br /&gt;[6] BOETTKE, Peter J. What Went Wrong with Economics?, Critical Review Vol. 11, No. 1, P. 35. p. 58 (http:/ /&lt;br /&gt;www. the-dissident. com/ Boettke_CR. pdf)&lt;br /&gt;[7] SICSÚ, João; PAULA, Luiz Fernando; e RENAUT, Michel. Por que um novo desenvolvimentismo ?. 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O resultado&lt;br /&gt;desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991.&lt;br /&gt;A Revolução compreendeu duas fases distintas:&lt;br /&gt;• A Revolução de Fevereiro de 1917(março de 1917, pelo calendário ocidental), que&lt;br /&gt;derrubou a autocracia do Czar Nicolau II da Rússia, o último Czar a governar, e procurou&lt;br /&gt;estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.&lt;br /&gt;• A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o&lt;br /&gt;Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, derrubou o governo provisório e impôs&lt;br /&gt;o governo socialista soviético.&lt;br /&gt;Antecedentes&lt;br /&gt;"Não queremos lutar, mas&lt;br /&gt;defenderemos os sovietes!"&lt;br /&gt;Até 1917, o Império Russo foi uma monarquia&lt;br /&gt;absolutista.[1] A monarquia era sustentada principalmente&lt;br /&gt;pela nobreza rural, dona da maioria das terras cultiváveis.&lt;br /&gt;Das famílias dessa nobreza saíam os oficiais do exército e&lt;br /&gt;os principais dirigentes da Igreja Ortodoxa Russa.&lt;br /&gt;Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, a Rússia tinha a&lt;br /&gt;maior população da Europa, com cerca de 171 milhões de&lt;br /&gt;habitantes em 1914. Defrontava-se também com o maior&lt;br /&gt;problema social do continente: a extrema pobreza da&lt;br /&gt;população em geral[2] . Enquanto isso, as ideologias&lt;br /&gt;liberais e socialistas penetravam no país, desenvolvendo&lt;br /&gt;uma consciência de revolta contra os nobres. Entre 1860 e&lt;br /&gt;1914, o número anual de estudantes universitários cresceu&lt;br /&gt;de 5000 para 69000, e o número de jornais diários cresceu&lt;br /&gt;de 13 para 856.&lt;br /&gt;A população do Império Russo era formada por povos de&lt;br /&gt;diversas etnias, línguas e tradições culturais. Cerca de 80% desta população era rural[3] e&lt;br /&gt;90% não sabia ler e escrever, sendo duramente explorada pelos senhores feudais[4] . Com a&lt;br /&gt;industrialização foi-se estabelecendo progressivamente uma classe operária, igualmente&lt;br /&gt;explorada, mas com maior capacidade reivindicativa e aspirações de ascensão social. A&lt;br /&gt;situação de extrema pobreza e exploração em que vivia a população tornou-se assim um&lt;br /&gt;campo fértil para o florescimento de idéias socialistas[3] .&lt;br /&gt;Revolução Russa de 1917 2&lt;br /&gt;A decadência da monarquia czarista&lt;br /&gt;Para compreender as causas da Revolução Russa, é fundamental conhecer o&lt;br /&gt;desenvolvimento básico das estruturas socioeconômicas na Rússia, durante o governo dos&lt;br /&gt;três últimos czares.&lt;br /&gt;Alexandre II (1858 - 1881)&lt;br /&gt;Alexandre II&lt;br /&gt;Alexandre II tinha consciência da necessidade de&lt;br /&gt;se promover reformas modernizadoras no país, para&lt;br /&gt;aliviar as tensões sociais internas e transformar a&lt;br /&gt;Rússia num Estado mais respeitado&lt;br /&gt;internacionalmente. Com sua política reformista,&lt;br /&gt;Alexandre II promoveu, por exemplo:&lt;br /&gt;• a abolição da servidão agrária[5] , beneficiando&lt;br /&gt;cerca de 40 milhões de camponeses que ainda&lt;br /&gt;permaneciam submetidos ao mais cruel sistema&lt;br /&gt;de exploração de seu trabalho;&lt;br /&gt;• a suspensão da censura aos livros e à imprensa;&lt;br /&gt;• o incentivo ao ensino elementar e a concessão de&lt;br /&gt;autonomia acadêmica às universidades;&lt;br /&gt;• a concessão de maior autonomia administrativa&lt;br /&gt;aos diferentes governos das províncias.&lt;br /&gt;Mesmo sem provocar alterações significativas na&lt;br /&gt;estrutura social existente na Rússia, a política&lt;br /&gt;reformista do czar encontrou forte oposição das&lt;br /&gt;classes conservadoras da aristocracia,&lt;br /&gt;extremamente sensíveis a quaisquer perdas de privilégios sociais em favor de concessões&lt;br /&gt;ao povo.&lt;br /&gt;Apesar das medidas reformistas, o clima de tensão social continuava aumentando entre os&lt;br /&gt;setores populares. A terra distribuída aos camponeses era insuficiente, estando fortemente&lt;br /&gt;concentrada nas mãos de uma aristocracia latifundiária[3] . A esta faltavam no entanto&lt;br /&gt;recursos técnicos e financeiros para uma modernização da agricultura. Esses problemas se&lt;br /&gt;traduziam na baixa produtividade agrícola, que provocava freqüentes crises de&lt;br /&gt;abastecimentos alimentares, afetando tanto os camponeses como a população urbana.&lt;br /&gt;Em 1881, o czar Alexandre II foi assassinado[3] por um dos grupos de oposição política (os&lt;br /&gt;Pervomartovtsky) que lutavam pelo fim da monarquia vigente, responsabilizada pela&lt;br /&gt;situação de injustiça social existente.&lt;br /&gt;Alexandre III (1881 - 1894)&lt;br /&gt;Após o assassinato de Alexandre II, as forças conservadoras russas uniram-se em torno do&lt;br /&gt;novo czar, Alexandre III, que retomou o antigo vigor do regime monárquico absolutista.&lt;br /&gt;Alexandre III concedeu grandes poderes à polícia política do governo (Okhrana)[6] , que&lt;br /&gt;exercia severo controle sobre os setores educacionais, imprensa e tribunais, além dos dois&lt;br /&gt;importantes partidos políticos (Narodnik e o Partido Operário Social-Democrata Russo), que&lt;br /&gt;queriam acabar com a autocracia passaram a actuar na clandestinidade.&lt;br /&gt;Revolução Russa de 1917 3&lt;br /&gt;Impedidos de protestar contra a exploração de que eram vítimas, camponeses e&lt;br /&gt;trabalhadores urbanos continuaram sob a opressão da aristocracia agrária e dos&lt;br /&gt;empresários industriais. Estes, associando-se a capitais franceses[6] , impulsionavam o&lt;br /&gt;processo de industrialização do país. Apesar da repressão política comandada pela&lt;br /&gt;Okhrana, as idéias socialistas eram introduzidas no país por intelectuais preocupados em&lt;br /&gt;organizar a classe trabalhadora[6] .&lt;br /&gt;Alexandre III faleceu em 1894.&lt;br /&gt;Nicolau II (1894 - 1918)&lt;br /&gt;Nicolau II, o sucessor de Alexandre III, procurou facilitar a entrada de capitais&lt;br /&gt;estrangeiros para promover a industrialização do país, principalmente da França, da&lt;br /&gt;Alemanha, da Inglaterra e da Bélgica, esse processo de industrialização ocorreu&lt;br /&gt;posteriormente à da maioria dos países da Europa Ocidental[5] . O desenvolvimento&lt;br /&gt;capitalista russo foi ativado por medidas como o início da exportação do petróleo, a&lt;br /&gt;implantação de estradas de ferro e da indústria siderúrgica.&lt;br /&gt;Os investimentos industriais foram concentrados em centros urbanos populosos, como&lt;br /&gt;Moscovo, São Petersburgo, Odessa e Kiev. Nessas cidades, formou-se um operariado de&lt;br /&gt;aproximadamente 3 milhões de pessoas, que recebiam salários miseráveis e eram&lt;br /&gt;submetidas a jornadas de 12 a 16 horas diárias de trabalho, não recebiam alimentação e&lt;br /&gt;trabalhavam em locais imundos, sujeitos a doenças. Nessa dramática situação de&lt;br /&gt;exploração do operariado, as idéias socialistas encontraram um campo fértil para o seu&lt;br /&gt;florescimento[2] .&lt;br /&gt;O Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR)&lt;br /&gt;Stalin, Lenin e Kalinin em 1919.&lt;br /&gt;Com o desenvolvimento da industrialização&lt;br /&gt;e o maior relacionamento com a Europa&lt;br /&gt;Ocidental, a Rússia recebeu do exterior&lt;br /&gt;novas correntes políticas que chocavam&lt;br /&gt;com o antiquado absolutismo do governo&lt;br /&gt;russo. Entre elas destacou-se a corrente&lt;br /&gt;inspirada no marxismo, que deu origem ao&lt;br /&gt;Partido Operário Social-Democrata&lt;br /&gt;Russo.&lt;br /&gt;O POSDR foi violentamente combatido pela&lt;br /&gt;Ochrana. Embora tenha sido desarticulado dentro da Rússia em 1898, voltou a organizar-se&lt;br /&gt;no exterior, tendo como líderes principais Gueorgui Plekhanov, Vladimir Ilyich Ulyanov&lt;br /&gt;(conhecido como Lênin)[5] e Lev Bronstein (conhecido como Trotski).&lt;br /&gt;Revolução Russa de 1917 4&lt;br /&gt;A divisão do Partido: mencheviques e bolcheviques&lt;br /&gt;Em 1903, divergências quanto à forma de ação levaram os membros do partido POSDR a se&lt;br /&gt;dividir em dois grupos básicos[7] :&lt;br /&gt;• os mencheviques: liderados por Martov[3] , defendiam que os trabalhadores podiam&lt;br /&gt;conquistar o poder participando normalmente das atividades políticas. Acreditavam,&lt;br /&gt;ainda, que era preciso esperar o pleno desenvolvimento capitalista da Rússia e o&lt;br /&gt;desabrochar das suas contradições, para se dar início efetivo à ação revolucionária.&lt;br /&gt;Como esses membros tiveram menos votos em relação ao outro grupo, ficaram&lt;br /&gt;conhecidos como mencheviques, que significa minoria.&lt;br /&gt;• os bolcheviques: liderados por Lenin, defendiam que os trabalhadores somente&lt;br /&gt;chegariam ao poder pela luta revolucionária. Pregavam a formação de uma ditadura do&lt;br /&gt;proletariado[5] , na qual também estivesse representada a classe camponesa. Como esse&lt;br /&gt;grupo obteve mais adeptos, ficou conhecido como bolchevique, que significa maioria.&lt;br /&gt;Trotsky, que inicialmente não se filiou a nenhuma das facções, aderiu aos bolcheviques&lt;br /&gt;mais tarde.&lt;br /&gt;A Revolta de 1905: o ensaio para a revolução&lt;br /&gt;Em 1904, a Rússia, que desejava expandir-se para o oriente, entrou em guerra contra o&lt;br /&gt;Japão devido à posse da Manchúria, mas foi derrotada[8] . A situação socioeconômica do&lt;br /&gt;país agravou-se[2] e o regime político do czar Nicolau II foi abalado por uma série de&lt;br /&gt;revoltas, em 1905, envolvendo operários, camponeses, marinheiros (como a revolta no&lt;br /&gt;navio couraçado Potemkin[9] ) e soldados do exército. Greves e protestos contra o regime&lt;br /&gt;absolutista do czar explodiram em diversas regiões da Rússia. Em São Petersburgo, foi&lt;br /&gt;criado um soviete (conselho operário) para auxiliar na coordenação das várias greves e&lt;br /&gt;servir de palco de debate político.&lt;br /&gt;Diante do crescente clima de revolta, o czar Nicolau II prometeu realizar, pelo Manifesto de&lt;br /&gt;Outubro, grandes reformas no país[8] : estabeleceria um governo constitucional, dando fim&lt;br /&gt;ao absolutismo, e convocaria eleições gerais para o parlamento (a Duma), que elaboraria&lt;br /&gt;uma constituição para a Rússia[8] . Os partidos de orientação liberal burguesa (como o&lt;br /&gt;Partido Constitucional Democrata ou Partido dos Cadetes) deram-se por satisfeitos com as&lt;br /&gt;promessas do czar, deixando os operários isolados.&lt;br /&gt;Terminada a guerra contra o Japão, o governo russo mobilizou as suas tropas especiais&lt;br /&gt;(cossacos) para reprimir os principais focos de revolta dos trabalhadores. Diversos líderes&lt;br /&gt;revolucionários foram presos, desmantelando-se o Soviete de São Petersburgo. Assumindo&lt;br /&gt;o comando da situação, Nicolau II deixou de lado as promessas liberais que tinha feito no&lt;br /&gt;Manifesto de Outubro. Apenas a Duma continuou funcionando, mas com poderes limitados&lt;br /&gt;e sob intimidação policial das forças do governo.&lt;br /&gt;A Revolução Russa de 1905, mais conhecida como "Domingo Sangrento"[1] , tinha sido&lt;br /&gt;derrotada por Nicolau II, mas serviu de lição para que os líderes revolucionários avaliassem&lt;br /&gt;seus erros e suas fraquezas e aprendessem a superá-los. Foi, segundo Lenin, um ensaio&lt;br /&gt;geral para a Revolução Russa de 1917[7] .&lt;br /&gt;Revolução Russa de 1917 5&lt;br /&gt;Revolução de 1917&lt;br /&gt;A queda do Czar e o processo revolucionário&lt;br /&gt;Mesmo abatida pelos reflexos da derrota militar frente ao Japão, a Rússia envolveu-se&lt;br /&gt;noutro grande conflito, a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), em que também sofreu&lt;br /&gt;pesadas derrotas nos combates contra os alemães[7] . A longa duração da guerra provocou&lt;br /&gt;crise de abastecimento alimentar nas cidades, desencadeando uma série de greves e&lt;br /&gt;revoltas populares[5] . Incapaz de conter a onda de insatisfações, o regime czarista&lt;br /&gt;mostrava-se intensamente debilitado.&lt;br /&gt;Palácio Tauride, sede da Duma e posteriormente do Governo&lt;br /&gt;Provisório e do Soviete de Petrogrado&lt;br /&gt;Numa das greves em&lt;br /&gt;Petrogrado (actualmente São&lt;br /&gt;Petersburgo, então capital do&lt;br /&gt;país), Nicolau II toma a última&lt;br /&gt;das suas muitas decisões&lt;br /&gt;desastrosas: ordena aos&lt;br /&gt;militares que disparem sobre a&lt;br /&gt;multidão e contenham a&lt;br /&gt;revolta. Partes do exército,&lt;br /&gt;sobretudo os soldados, apóiam&lt;br /&gt;a revolta. A violência e a&lt;br /&gt;confusão nas ruas tornam-se&lt;br /&gt;incontroláveis.[10] Segundo o&lt;br /&gt;jornalista francês Claude Anet, morreram em São Petersburgo cerca de 1500 pessoas e&lt;br /&gt;cerca de 6000 ficaram feridas.&lt;br /&gt;Em 15 de março de 1917, o conjunto de forças políticas de oposição (liberais burguesas e&lt;br /&gt;socialistas) depuseram o czar Nicolau II, dando início à Revolução Russa. O czar foi&lt;br /&gt;posteriormente assassinado junto com sua família.&lt;br /&gt;Revolução de Fevereiro ou Revolução Branca&lt;br /&gt;A primeira fase, conhecida como Revolução de Fevereiro, ocorreu de março a novembro de&lt;br /&gt;1917.&lt;br /&gt;Em 23 de Fevereiro (C.J.) (8 de Março, C.G.), uma série de reuniões e passeatas&lt;br /&gt;aconteceram em Petrogrado, por ocasião do Dia Internacional das Mulheres. Nos dias que&lt;br /&gt;se seguiram, a agitação continuou a aumentar, recebendo a adesão das tropas&lt;br /&gt;encarregadas de manter a ordem pública, que se recusavam a atacar os manifestantes[10] .&lt;br /&gt;No dia 27 de Fevereiro (C.J.), um mar de soldados e trabalhadores com trapos vermelhos&lt;br /&gt;em suas roupas invadiu o Palácio Tauride, onde a Duma se reunia. Durante a tarde,&lt;br /&gt;formaram-se dois comités provisórios em salões diferentes do palácio. Um, formado por&lt;br /&gt;deputados moderados da Duma, se tornaria o Governo Provisório. O outro era o Soviete&lt;br /&gt;de Petrogrado, formado por trabalhadores, soldados e militantes socialistas de várias&lt;br /&gt;correntes.[5]&lt;br /&gt;Temendo uma repetição do Domingo Sangrento, o Grão-Duque Mikhail ordenou que as&lt;br /&gt;tropas leais baseadas no Palácio de Inverno não se opusessem à insurreição e se&lt;br /&gt;retirassem. Em 2 de Março, cercado por amotinados, Nicolau II assinou sua abdicação.&lt;br /&gt;Revolução Russa de 1917 6&lt;br /&gt;Após a derrubada do czar, instalou-se o Governo Provisório, comandado pelo príncipe&lt;br /&gt;Georgy Lvov[7] , um latifundiário, e tendo Aleksandr Kerenski como ministro da guerra. Era&lt;br /&gt;um governo de caráter liberal burguês, intensamente interessado em manter a participação&lt;br /&gt;russa na Primeira Guerra Mundial. Enquanto isso, o Soviete de Petrogrado reivindicava&lt;br /&gt;para si a legitimidade para governar. Já em 1 de Março, o Soviete ordenava ao exército que&lt;br /&gt;lhe obedecesse, em vez de obedecer ao Governo Provisório. O Soviete queria dar terra aos&lt;br /&gt;camponeses, um exército com disciplina voluntária e oficiais eleitos democraticamente, e o&lt;br /&gt;fim da guerra, objectivos muito mais populares do que os almejados pelo Governo&lt;br /&gt;Provisório.&lt;br /&gt;Com ajuda alemã, Lenin regressa à Rússia em Abril[10] (C.J.), pregando a formação de uma&lt;br /&gt;república dos sovietes, bem como a nacionalização dos bancos e da propriedade privada. O&lt;br /&gt;seu principal lema era: Todo o poder aos sovietes[11] .&lt;br /&gt;Entretanto, o processo de desintegração do Estado russo continuava. A comida era escassa,&lt;br /&gt;a inflação bateu a casa dos 1.000 %, as tropas desertavam da fronte matando seus oficiais,&lt;br /&gt;propriedades da nobreza latifundiária eram saqueadas e queimadas. Nas cidades, conselhos&lt;br /&gt;operários foram criados na maioria das empresas e fábricas.A Rússia ainda continuava na&lt;br /&gt;guerra.&lt;br /&gt;Revolução de Outubro ou Revolução Vermelha&lt;br /&gt;O cruzador Aurora, navio que ajudou&lt;br /&gt;os bolcheviques a conquistar São&lt;br /&gt;Petersburgo, na época...&lt;br /&gt;...e atualmente, como museu em São&lt;br /&gt;Petersburgo.&lt;br /&gt;A segunda fase, conhecida como revolução de Outubro,&lt;br /&gt;teve início em novembro de 1917.&lt;br /&gt;Na madrugada do dia 25 de outubro[12] os&lt;br /&gt;bolcheviques, liderados por Lênin, Zinoviev e Radek,&lt;br /&gt;com a ajuda de elementos anarquistas e Socialistas&lt;br /&gt;Revolucionários, cercaram a capital, onde estavam&lt;br /&gt;sediados o Governo Provisório e o Soviete de&lt;br /&gt;Petrogrado. Muitos foram presos, mas Kerenski&lt;br /&gt;conseguiu fugir[7] . À tarde, numa sessão&lt;br /&gt;extraordinária, o Soviete de Petrogrado delegou o&lt;br /&gt;poder governamental ao Conselho dos Comissários do&lt;br /&gt;Povo[7] , dominado pelos bolcheviques. O Comitê&lt;br /&gt;Executivo do mesmo Soviete de Petrogrado rejeitou a&lt;br /&gt;decisão dessa assembléia e convocou os sovietes e o&lt;br /&gt;exército a defender a Revolução contra o golpe&lt;br /&gt;bolchevique. Entretanto, os bolcheviques&lt;br /&gt;predominaram na maior parte das províncias de etnia&lt;br /&gt;russa. O mesmo não se deu em outras regiões, tais&lt;br /&gt;como a Finlândia[12] , a Polônia e a Ucrânia[12] .&lt;br /&gt;Em 3 de Novembro, um esboço do Decreto sobre o&lt;br /&gt;Controle Operário foi publicado. Esse documento&lt;br /&gt;instituía a autogestão em todas as empresas com 5 ou&lt;br /&gt;mais empregados. Isto acelerou a tomada do controle de todas as esferas da economia por&lt;br /&gt;parte dos conselhos operários, e provocou um caos generalizado, ao mesmo tempo que&lt;br /&gt;acelerou ainda mais a fuga dos proprietários para o exterior. Mesmo Emma Goldman viria a&lt;br /&gt;Revolução Russa de 1917 7&lt;br /&gt;reconhecer que as empresas que se encontravam em melhor situação eram justamente&lt;br /&gt;aquelas em que os antigos proprietários continuavam a exercer funções gerenciais.&lt;br /&gt;Entretanto, este decreto levou a classe trabalhadora a apoiar o recém-criado e ainda fraco&lt;br /&gt;regime bolchevique, o que possivelmente teria sido o seu principal objetivo. Durante os&lt;br /&gt;meses que se seguiram, o governo bolchevique procurou então submeter os vários&lt;br /&gt;conselhos operários ao controle estatal, por meio da criação de um Conselho Pan-Russo de&lt;br /&gt;Gestão Operária. Os anarquistas se opuseram a isto, mas foram voto vencido.&lt;br /&gt;Era consenso entre todos os partidos políticos russos de que seria necessária a criação de&lt;br /&gt;uma assembléia constituinte, e que apenas esta teria autoridade para decidir sobre a forma&lt;br /&gt;de governo que surgiria após o fim do absolutismo. As eleições para essa assembléia&lt;br /&gt;ocorreram em 12 de Novembro de 1917, como planejado pelo Governo Provisório, e à&lt;br /&gt;exceção do Partido Constitucional Democrata, que foi perseguido pelos bolcheviques, todos&lt;br /&gt;os outros puderam participar livremente. Os Socialistas Revolucionários receberam duas&lt;br /&gt;vezes mais votos do que os bolcheviques, e os partidos restantes receberam muito poucos&lt;br /&gt;votos. Em 26 de Dezembro, Lênin publicou suas Teses sobre a assembléia constituinte,&lt;br /&gt;onde ele defendia os sovietes como uma forma de democracia superior à assembléia&lt;br /&gt;constituinte. Até mesmo os membros do partido bolchevique compreenderam que&lt;br /&gt;preparava-se o fechamento da assembléia constituinte, e a maioria deles foram contra isto,&lt;br /&gt;mas o Comitê Central do partido ordenou-lhes que acatassem a decisão de Lênin.&lt;br /&gt;Na manhã de 5 de Janeiro de 1918, uma imensa manifestação pacífica a favor da&lt;br /&gt;assembléia constituinte foi dissolvida à bala por tropas leais ao governo bolchevique. A&lt;br /&gt;assembléia constituinte, que se reuniu pela primeira vez naquela tarde, foi dissolvida na&lt;br /&gt;madrugada do dia seguinte. Pouco a pouco, se tornou claro que os bolcheviques pretendiam&lt;br /&gt;criar uma ditadura para si, inclusive contra os partidos socialistas revolucionários. Isto&lt;br /&gt;levou os outros partidos a atuarem na ilegalidade, sendo que alguns deles passariam à&lt;br /&gt;resistência armada ao governo.&lt;br /&gt;Durante este período, o governo bolchevique tomou uma série de medidas de impacto,&lt;br /&gt;como:&lt;br /&gt;• Pedido de paz imediata: em março de 1918, foi assinado, com a Alemanha, o Tratado de&lt;br /&gt;Brest-Litovski,[5] onde a Rússia abriu mão do controle sobre a Finlândia, Países bálticos&lt;br /&gt;(Estônia, Letônia e Lituânia), Polônia, Bielorússia e Ucrânia, bem como de alguns&lt;br /&gt;distritos turcos e georgianos antes sob seu domínio.&lt;br /&gt;• Confisco de propriedades privadas: grandes propriedades foram tomadas dos&lt;br /&gt;aristocratas e da Igreja Ortodoxa, para serem distribuídas entre o povo.&lt;br /&gt;• Declaração do direito nacional dos povos: o novo governo comprometeu-se a acabar com&lt;br /&gt;a dominação exercida pelo governo russo sobre regiões tais como a Finlândia, a Geórgia&lt;br /&gt;ou a Armênia.&lt;br /&gt;• Estatização da economia: o novo governo passou a intervir diretamente na vida&lt;br /&gt;econômica, nacionalizando diversas empresas.[5]&lt;br /&gt;Guerra civil&lt;br /&gt;Durante o curto período em que os territórios cedidos no Tratado de Brest-Litovski&lt;br /&gt;estiveram em poder do exército alemão, as várias forças antibolcheviques puderam&lt;br /&gt;organizar-se e armar-se. Estas forças dividiam-se em três grupos que também lutavam&lt;br /&gt;entre si: 1) czaristas , 2) liberais, eseritas e metade dos socialistas e 3) anarquistas. Com a&lt;br /&gt;derrota da Alemanha em 1919, esses territórios tornaram-se novamente alvo de disputa,&lt;br /&gt;Revolução Russa de 1917 8&lt;br /&gt;bem como bases das quais partiriam forças que pretendiam derrubar o governo&lt;br /&gt;bolchevique.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, Trotsky se ocupou em organizar o novo Exército Vermelho[13] . Com a&lt;br /&gt;ajuda deste, os bolcheviques mostraram-se preparados para resistir aos ataques do também&lt;br /&gt;recém formado Exército polonês, dos Exércitos Brancos de Denikin, Kolchak, Yudenich e&lt;br /&gt;Wrangel(que se dividiam entre as duas primeiras facções citadas no parágrafo anterior), e&lt;br /&gt;também para suprimir o Exército Insurgente de Makhno e a Revolta de Kronstadt, ambos&lt;br /&gt;de forte inspiração anarquista. No início de 1921, encerrava-se a guerra civil, com a vitória&lt;br /&gt;do Exército Vermelho. O Partido Bolchevique, que desde 1918 havia alterado sua&lt;br /&gt;denominação para Partido Comunista, consolidava a sua posição no governo.&lt;br /&gt;Criação da União Soviética&lt;br /&gt;Brasão de armas da URSS&lt;br /&gt;Terminada a guerra civil, a Rússia estava completamente&lt;br /&gt;arrasada, com graves problemas para recuperar sua&lt;br /&gt;produção agrícola e industrial. Visando promover a&lt;br /&gt;reconstrução do país, Lenin criou, em fevereiro de 1921, a&lt;br /&gt;Comissão Estatal de Planificação Econômica ou GOSPLAN,&lt;br /&gt;encarregada da coordenação geral da economia do país.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, em março de 1921, adaptou-se um&lt;br /&gt;conjunto de medidas conhecidas como Nova Política&lt;br /&gt;Econômica ou NEP[5] . Entre as medidas tomadas pela&lt;br /&gt;NEP destacam-se: liberdade de comércio interno, liberdade&lt;br /&gt;de salário aos trabalhadores, autorização para o&lt;br /&gt;funcionamento de empresas particulares e permissão de&lt;br /&gt;entrada de capital estrangeiro para a reconstrução do país.&lt;br /&gt;O Estado russo continuou, no entanto, exercendo controle sobre setores considerados vitais&lt;br /&gt;para a economia: o comércio exterior, o sistema bancário e as grandes indústrias de base.&lt;br /&gt;O Governo Operário na União Soviética&lt;br /&gt;Desde 1918, após uma tentativa de assassinato de Lenin no mês de agosto com a&lt;br /&gt;participação de membros do partido Socialista Revolucionário, os comunistas tinham&lt;br /&gt;proibido os outros partidos políticos. Em abril de 1922, Stalin foi nomeado secretário-geral&lt;br /&gt;do Partido[13] , encarregando-se de combater as facções de oposição no interior do Partido&lt;br /&gt;e de garantir os postos importantes da administração estatal para pessoas da inteira&lt;br /&gt;confiança do regime o que foi por ele utilizado para impor à administração interna a&lt;br /&gt;hegemonia do seu grupo pessoal.&lt;br /&gt;Em dezembro de 1922, foi organizado um congresso geral de todos os sovietes, ocorrendo a&lt;br /&gt;fundação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). O governo da União,&lt;br /&gt;cujo órgão máximo era o Soviete Supremo (Legislativo), passou a ser integrado por&lt;br /&gt;representantes das diversas repúblicas.&lt;br /&gt;Competia ao Soviete Supremo eleger um comitê executivo (Presidium), dirigido por um&lt;br /&gt;presidente a quem se reservava a função de chefe de estado. Competiam ao governo da&lt;br /&gt;União as grandes tarefas relativas ao comércio exterior, política internacional, planificação&lt;br /&gt;da economia, defesa nacional, entre outros.&lt;br /&gt;Revolução Russa de 1917 9&lt;br /&gt;Paralelamente a essa estrutura formal, estava o Partido Comunista, que controlava,&lt;br /&gt;efetivamente, o poder da URSS. Sua função era controlar os órgãos estatais, estimulando&lt;br /&gt;sua atividade e verificando sua lealdade e manter os dirigentes em contato permanente com&lt;br /&gt;as massas. Também assegurava à população a difusão das ideologias vindas da alta cúpula.&lt;br /&gt;A ascensão de Stalin&lt;br /&gt;Lênin, o fundador do primeiro Estado socialista, morreu em janeiro de 1924[5] . Teve início,&lt;br /&gt;então, uma grande luta interna pela disputa do poder soviético[14] . Num primeiro&lt;br /&gt;momento, entre os principais envolvidos nesta disputa pelo poder figuravam Trotski e&lt;br /&gt;Stalin[7] .&lt;br /&gt;Trotski defendia a tese da revolução permanente, segundo a qual o socialismo somente&lt;br /&gt;seria possível se fosse construído à escala internacional[14] . Ou seja, a revolução socialista&lt;br /&gt;deveria ser levada à Europa e ao mundo.&lt;br /&gt;Opondo-se a tese trotskista, Stalin defendia a construção do socialismo num só país[14] .&lt;br /&gt;Pregava que os esforços por uma revolução permanente comprometeriam a consolidação&lt;br /&gt;interna do socialismo na União Soviética.&lt;br /&gt;A tese de Stalin tornou-se vitoriosa[14] . Foi aceita e aclamada no XIV Congresso do Partido&lt;br /&gt;Comunista.&lt;br /&gt;Trotski foi destituído das suas funções como comissário de guerra, expulso do Partido e, em&lt;br /&gt;1929, deportado da União Soviética[5] . Tempos depois, em 1940, foi assassinado no&lt;br /&gt;México, a mando de Stalin[5] , por um agente de segurança soviético, que desferiu no antigo&lt;br /&gt;líder do Exército Vermelho golpes de picareta na cabeça.&lt;br /&gt;O governo de Stalin&lt;br /&gt;A partir de dezembro de 1929, Stalin converteu-se no ditador absoluto da União&lt;br /&gt;Soviética[15] . O método que utilizou para a total conquista do poder político teve como base&lt;br /&gt;a sua habilidade no controle da máquina burocrática do Partido e do Estado, bem como a&lt;br /&gt;montagem de um implacável sistema de repressão política de todos os opositores[14] . Desse&lt;br /&gt;modo, Stalin conseguiu eliminar do Partido, do Exército e dos principais órgãos do Estado&lt;br /&gt;todos os antigos dirigentes revolucionários, muitos dos quais tinham sido grandes&lt;br /&gt;companheiros de Lénin, como Zinoviev, Bukharin, Kamenev, Rikov, Muralov entre outros.&lt;br /&gt;Depois de presos e torturados, os opositores de Stalin eram forçados a confessar crimes de&lt;br /&gt;espionagem que não haviam praticado. E, assim, conhecidos patriotas eram executados&lt;br /&gt;como traidores da pátria. Era a farsa jurídica que caracterizou as chamadas Josef&lt;br /&gt;Stalin#depurações.&lt;br /&gt;Durante o período stalinista (1924 - 1953) calcula-se que o terror político soviético foi&lt;br /&gt;responsável pela prisão de mais de cinco milhões de cidadãos e pela morte de mais de 500&lt;br /&gt;mil pessoas.&lt;br /&gt;Houve êxito na reconstrução do país e na elevação do nível econômico e cultural da&lt;br /&gt;população soviética tornando a URSS, juntamente com os Estados Unidos da América, após&lt;br /&gt;a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) uma das superpotências mundiais.[16]&lt;br /&gt;Com a vitória dos aliados sobre o eixo nazi-fascista formado por Alemanha, Japão e Itália, a&lt;br /&gt;União Soviética, o principal oponente da Alemanha na Europa passou a dispor de enorme&lt;br /&gt;prestígio internacional, mas teve enormes perdas humanas e materiais. O governo de Stalin&lt;br /&gt;terminou com sua morte no ano de 1953.[16]&lt;br /&gt;Revolução Russa de 1917 10&lt;br /&gt;Relações diplomáticas com Portugal&lt;br /&gt;A Revoluçăo de Fevereiro de 1917 teve uma enorme repercussăo nas relaçőes diplomáticas&lt;br /&gt;russo-portuguesas, que foram cortadas até 1974. Todavia, ao longo desses 57 anos,&lt;br /&gt;relações comerciais entre Portugal e a Rússia (e, posteriormente, a União Soviética) nunca&lt;br /&gt;deixaram de existir.[17]&lt;br /&gt;[1] Revolução Russa (http:/ / www. suapesquisa. com/ russa/ ). Sua Pesquisa.com. Página visitada em 28 de janeiro&lt;br /&gt;de 2009.&lt;br /&gt;[2] História Geral – Revolução Russa (http:/ / www. portalbrasil. eti. br/ historiageral_revolucaorussa. htm). Portal&lt;br /&gt;Brasil. Página visitada em 28 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[3] Antecedentes da Revolução Russa (http:/ / www. brasilescola. com/ historiag/ antecedentes-revolucao-russa.&lt;br /&gt;htm). Brasil Escola. Página visitada em 29 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[4] Revolução Russa (http:/ / www. brasilescola. com/ historiag/ revolucao-russa. htm). Brasil Escola. Página&lt;br /&gt;visitada em 29 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[5] BRANCO, Eustáquio Lagoeiro Castelo. A Revolução Russa de 1917 (http:/ / eduquenet. net/ revolucaorussa.&lt;br /&gt;htm). Eduque Net. Página visitada em 28 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[6] Gigante no ataque (http:/ / veja. abril. com. br/ historia/ republica/ russia-czar-alexandre-iii. shtml). Veja Edição&lt;br /&gt;Especial República. Página visitada em 29 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[7] Revolução Russa (http:/ / www1. curso-objetivo. br/ vestibular/ roteiro_estudos/ revolucao_russa. aspx). Curso&lt;br /&gt;Objetivo. Página visitada em 28 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[8] O ensaio revolucionário de 1905 (http:/ / www. brasilescola. com/ historiag/ o-ensaio-revolucionario-1905.&lt;br /&gt;htm). Brasil Escola. Página visitada em 29 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[9] Revolução Russa (http:/ / www1. curso-objetivo. br/ vestibular/ roteiro_estudos/ revolucao_russa. aspx). Curso&lt;br /&gt;Objetivo. Página visitada em 28 de janeiro de 2009. Este navio foi palco de uma grande revolta de marinheiros&lt;br /&gt;da Revolução Russa, causada pela carne podre que lhes era servida nas refeições. Esta revolta foi retratada no&lt;br /&gt;filme Bronenosets Potyomkin (1925) de Sergei Eisenstein.&lt;br /&gt;[10] Revolução de Fevereiro (http:/ / www. brasilescola. com/ historiag/ revolucao-fevereiro. htm). Brasil Escola.&lt;br /&gt;Página visitada em 29 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[11] A Revolução Soviética (http:/ / www. historianet. com. br/ conteudo/ default. aspx?codigo=49). Histórianet.&lt;br /&gt;Página visitada em 28 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[12] Revolução de Outubro (http:/ / www. brasilescola. com/ historiag/ revolucao-outubro. htm). Brasil Escola.&lt;br /&gt;Página visitada em 29 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[13] Apontamentos sobre Trotsky – O mito e a realidade (http:/ / www. alentejopopular. pt/ pagina. asp?id=685).&lt;br /&gt;Alentejo Popular On-line (11 de dezembro de 2008). Página visitada em 29 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[14] Governo Stálin (http:/ / www. brasilescola. com/ historiag/ governo-stalin. htm). Brasil Escola. Página visitada&lt;br /&gt;em 29 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[15] Mundo - Cronologia - 1920 (http:/ / almanaque. folha. uol. com. br/ mundo20. htm). Almanaque Folha. Página&lt;br /&gt;visitada em 29 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[16] Josef Stalin (http:/ / educacao. uol. com. br/ biografias/ ult1789u354. jhtm). UOL Educação. Página visitada&lt;br /&gt;em 30 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;[17] Portugal-Rússia: mais de dois séculos de relações oficiais (http:/ / www2. ilch. uminho. pt/ cursos/ relacoes.&lt;br /&gt;htm)&lt;br /&gt;Referências bibliográficas&lt;br /&gt;• ARRUDA, José Jobson e PILETTI, Nelson. Toda a História, Editora Ática, São Paulo.&lt;br /&gt;• MEDVEDEV, Roy. Era Inevitável a Revolução Russa. Rio de Janeiro. Civilização&lt;br /&gt;Brasileira.&lt;br /&gt;• CROUZET, Maurice. História Geral das Civilizações, São Paulo, Difusão Européia do&lt;br /&gt;Livro. 1969.&lt;br /&gt;• TROTSKI, Leon. Como Fizemos a Revolução.São Paulo, Global&lt;br /&gt;Revolução Russa de 1917 11&lt;br /&gt;Ver também&lt;br /&gt;• Revolução Bolchevique&lt;br /&gt;• George Gapon&lt;br /&gt;• Gulag&lt;br /&gt;• Nikolai Gavrilovitch Tchernichevski&lt;br /&gt;• Tchorni Peredel&lt;br /&gt;• Leon Trotsky&lt;br /&gt;• Guerra civil inglesa&lt;br /&gt;• Nazismo&lt;br /&gt;Ligações externas&lt;br /&gt;• A classe trabalhadora no Brasil sob o impacto da Revolução Russa de 1917. (http:/ / www.&lt;br /&gt;pstu. org. br/ teoria_materia. asp?id=2648&amp;amp; ida=0) (em português) Artigo de Carlos&lt;br /&gt;Zacarias, professor de história do Brasil na UNEB e doutorando em história do norte e&lt;br /&gt;nordeste do Brasil na UFPE&lt;br /&gt;• Revolução Russa (http:/ / www. infoescola. com/ historia/ revolucao-russa/ ) (em&lt;br /&gt;português) Causas, características e consequências da Revolução Russa para o povo&lt;br /&gt;russo e o mundo.&lt;br /&gt;Fontes e editores do artigo 12&lt;br /&gt;Fontes e editores do artigo&lt;br /&gt;Revolução Russa de 1917 Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?oldid=15830565 Contributors: 333, 555, Adailton, Agil, Arges, Armagedon,&lt;br /&gt;Arthur Cavalcanti, Arthur.otaviano, Basque grand, Beria, Bisbis, Bismara, Borga, Carlos28, Clara C., CommonsDelinker, Cícero, Daimore, Der kenner,&lt;br /&gt;Editor br, Epinheiro, EuTuga, Frajolex, Fredxavier, FvZ, GOE, Gabbhh, Gabrielt4e, Geosapiens, Get It, Giro720, Guizalan, Gunnex, Heitor C. Jorge,&lt;br /&gt;HotWikiBR, Ingowilges, JLCA, Jcmo, Jm783, Jo Lorib, Joaotg, Jorgeguedessilva, João Carvalho, JucaZero, Juntas, Kim richard, Lampiao, Leandro Drudo,&lt;br /&gt;Leandrod, Lechatjaune, LeonardoG, Leslie, Lijealso, Loge, Luckas Blade, Luiza Teles, Lusitana, Manuel Anastácio, Marc Sena, Marcos Viana "Pinguim",&lt;br /&gt;Maurício I, Mosca, Mr.Rocks, Mschlindwein, NH, Nuno Tavares, OS2Warp, One People, PH, Pikolas, Porantim, Quark, Raachel, Raphael Toledo, Raquel&lt;br /&gt;z2, Rei-artur, Reynaldo, Rjclaudio, Ruy Pugliesi, Slade, Sonali, Storch, Tilgon, Tumnus, Vigia, Whooligan, Yanguas, Yone Fernandes, 379 edições&lt;br /&gt;anónimas&lt;br /&gt;Fontes, licenças e editores da imagem 13&lt;br /&gt;Fontes, licenças e editores da imagem&lt;br /&gt;Imagem:Bolshevikki juliste-Itä-Karjala.jpg Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Bolshevikki_juliste-Itä-Karjala.jpg License:&lt;br /&gt;Public Domain Contributors: Alex Bakharev, Infrogmation, Kenmayer, Mikko Paananen, Shtanga, Sus scrofa, Wolfmann&lt;br /&gt;Imagem:Alex2.jpg Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Alex2.jpg License: Public Domain Contributors: ALEXVALLE, Butko,&lt;br /&gt;Mathiasrex, Newmanbe, Paweł ze Szczecina, Polarlys, Str4nd, 1 edições anónimas&lt;br /&gt;Imagem:Stalin-Lenin-Kalinin-1919.jpg Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Stalin-Lenin-Kalinin-1919.jpg License: Public&lt;br /&gt;Domain Contributors: ?&lt;br /&gt;Imagem:Tauridepalace.gif Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Tauridepalace.gif License: Public Domain Contributors:&lt;br /&gt;Ghirlandajo, Sergey kudryavtsev&lt;br /&gt;Imagem:Aurora 1903.jpg Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Aurora_1903.jpg License: Public Domain Contributors: Sailor of&lt;br /&gt;Imperial Russian Navy&lt;br /&gt;Imagem:Pantserkruiser Aurora.jpg Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Pantserkruiser_Aurora.jpg License: GNU Free&lt;br /&gt;Documentation License Contributors: Photo taken in august 2002 by and released under GFDL&lt;br /&gt;Imagem:State Coat of Arms of the USSR (1958-1991 version) transparent background.png Source:&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:State_Coat_of_Arms_of_the_USSR_(1958-1991_version)_transparent_background.png License: Public&lt;br /&gt;Domain Contributors: Augiasstallputzer, Bricktop, Cmapm, F l a n k e r, Juiced lemon, Pfctdayelise, Ssolbergj, Touncis, 4 edições anónimas&lt;br /&gt;Licença 14&lt;br /&gt;Licença&lt;br /&gt;Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported&lt;br /&gt;http:/ / creativecommons. org/ licenses/ by-sa/ 3. 0/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-5770327612032392690?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/5770327612032392690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/07/revolucao-russa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5770327612032392690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5770327612032392690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/07/revolucao-russa.html' title='REVOLUÇÃO RUSSA'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-5897365974173027037</id><published>2009-07-07T23:43:00.001-03:00</published><updated>2009-07-07T23:45:42.094-03:00</updated><title type='text'>PADRÃO - OURO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Padrão - ouro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O padrão-ouro foi o sistema monetário cuja primeira fase vigorou desde o século XIX até a&lt;br /&gt;Primeira Guerra Mundial. A teoria pioneira do padrão-ouro, chamada de teoria quantitativa&lt;br /&gt;da moeda, foi elaborada por David Hume em 1752, sob o nome de “modelo de fluxo de&lt;br /&gt;moedas metálicas” e destacava as relações entre moeda e níveis de preço (base de&lt;br /&gt;fenômenos da inflação e deflação).&lt;br /&gt;Cada banco era obrigado a converter as notas bancárias por ele emitida em ouro (ou prata),&lt;br /&gt;sempre que solicitado pelo cliente. A introdução de notas bancárias sem esse lastro, causou&lt;br /&gt;escândalos na França. Com o padrão-ouro, utilizado principalmente pela Inglaterra, o&lt;br /&gt;sistema conseguiu estabilidade e permaneceu até o término da I Guerra Mundial. Em&lt;br /&gt;alguns paises periféricos, o sistema não foi adotado por se achar que a presença desses&lt;br /&gt;países e seus problemas de financiamento, desestabilizariam o sistema. Dessa forma, a&lt;br /&gt;circulação de papéis-moeda foi feita pelo chamado sistema de "curso forçado". No Brasil, o&lt;br /&gt;sistema foi adotado imperfeitamente, durante o Segundo Reinado e no início da República&lt;br /&gt;Velha ( Governo Campos Salles )&lt;br /&gt;Durante a Primeira Guerra Mundial, a maioria dos países abandonou o padrão-ouro,&lt;br /&gt;principalmente devido às expansões monetárias e fiscais realizadas por eles durante a&lt;br /&gt;guerra, as quais desequilibraram enormemente o comércio internacional.&lt;br /&gt;Em uma segunda fase, o sistema consistia, basicamente, na adoção, por parte das&lt;br /&gt;instituições financeiras de cada país que aderisse ao arranjo, de um preço fixo de sua&lt;br /&gt;moeda em relação ao ouro, e da conversabilidade ouro ao dólar. Desse modo, as&lt;br /&gt;autoridades deveriam exigir dos bancos e demais instituições monetárias que negociassem&lt;br /&gt;seus passivos respeitando esse preço fixo em relação ao ouro, como forma de estabilizar a&lt;br /&gt;economia.&lt;br /&gt;Em termos internacionais, o padrão-ouro significou a adoção de um regime cambial fixo por&lt;br /&gt;parte de praticamente todos os grandes países comerciais de sua época. Cada país se&lt;br /&gt;comprometeu em fixar o valor de sua moeda em relação a uma quantidade específica de&lt;br /&gt;ouro, e a realizar políticas monetárias, de compra e venda de ouro, de modo a preservar tal&lt;br /&gt;paridade definida.&lt;br /&gt;Operando no regime de padrão-ouro, o banco central de cada país mantém grande parte de&lt;br /&gt;seus ativos de reserva internacional sob a forma de ouro. As diferenças entre as reservas de&lt;br /&gt;ouro sob a propriedade de cada país refletia, portanto, as suas necessidades comerciais.&lt;br /&gt;Pois, nesse padrão, os fluxos de ouro financiavam os desequilíbrios nas balanças de&lt;br /&gt;pagamentos de cada país. Se um país fosse deficitário em sua balança de pagamentos, isto&lt;br /&gt;é, se a soma de bens e serviços importados do exterior fosse superior à soma de bens e&lt;br /&gt;serviços exportados ao mesmo, o país deveria corrigir o déficit exportando ouro. Os países&lt;br /&gt;superavitários, por sua vez, tornavam-se importadores de ouro.&lt;br /&gt;As “regras do jogo” prevalecentes no sistema de padrão-ouro eram simples: a quantidade&lt;br /&gt;de reservas de ouro do país determinava, portanto, a sua oferta monetária. Se um país fosse&lt;br /&gt;superavitário em sua balança de pagamentos, deveria importar ouro dos países deficitários.&lt;br /&gt;Padrão- ouro 2&lt;br /&gt;Isso elevaria sua oferta interna de moeda, levando a uma expansão da base monetária, o&lt;br /&gt;que provocaria um aumento de preços que, no final das contas, tiraria competitividade de&lt;br /&gt;seus produtos nos mercados internacionais, freando assim, novos superávits. Já se o país&lt;br /&gt;fosse deficitário na balança comercial, exportaria ouro, sofreria contração monetária, seus&lt;br /&gt;preços internos baixariam e, no final das contas, aumentaria a competitividade de seus&lt;br /&gt;produtos no exterior.&lt;br /&gt;Em resumo, o padrão-ouro visava uma situação de equilíbrio na economia internacional de&lt;br /&gt;modo que cada país mantivesse uma base monetária consistente com a paridade cambial,&lt;br /&gt;mantendo assim uma balança comercial equilibrada.&lt;br /&gt;A segunda fase do padrão-ouro, o padrão ouro-dólar, que se baseava no acordo de Bretton&lt;br /&gt;Woods, terminou quando os EUA abandonaram o acordado no início dos anos 70, por causa&lt;br /&gt;das necessidades de financiamento crescentes causadas pela Guerra do Vietnã. Nesse&lt;br /&gt;período o padrão-ouro-dólar também não pode ser seguido pelo Brasil e outros países&lt;br /&gt;similares, que adotaram formas de cunho forçado e alternativas como crawling peg, etc.&lt;br /&gt;Terminologia do padrão ouro&lt;br /&gt;• gold-stand(br.: padrão-espécie): modalidade de conversão de papel-moeda em ouro&lt;br /&gt;amoedado;&lt;br /&gt;• bullion-standard(br.: padrão-barra): a conversão é para ouro em barra.&lt;br /&gt;• gold-exchange standard (br.:padrão-de-câmbio-ouro ou padrão-divisas):conversão em&lt;br /&gt;divisas para o comércio internacional.&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;[1] http:/ / www. google. com/ search?&amp;amp; as_eq=wikipedia&amp;amp; as_epq=Padr%C3%A3o-ouro&lt;br /&gt;[2] http:/ / news. google. com/ archivesearch?&amp;amp; as_src=-newswire+ -wire+ -presswire+ -PR+ -press+ -release&amp;amp;&lt;br /&gt;as_epq=Padr%C3%A3o-ouro&lt;br /&gt;[3] http:/ / books. google. com/ books?&amp;amp; as_brr=0&amp;amp; as_epq=Padr%C3%A3o-ouro&lt;br /&gt;[4] http:/ / scholar. google. com/ scholar?as_epq=Padr%C3%A3o-ouro&lt;br /&gt;[5] http:/ / www. scirus. com/ srsapp/ search?q=Padr%C3%A3o-ouro&amp;amp; t=all&amp;amp; sort=0&amp;amp; g=s&lt;br /&gt;Fontes e editores do artigo 3&lt;br /&gt;Fontes e editores do artigo&lt;br /&gt;Padrão- ouro Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?oldid=15851769 Contributors: Al Lemos, Arthemius x, Astratone, Brizolão, LeonardoRob0t,&lt;br /&gt;Leslie, MarceloB, Mário Henrique, Ricardo Martini, SallesNeto BR, 4 edições anónimas&lt;br /&gt;Fontes, licenças e editores da imagem 4&lt;br /&gt;Fontes, licenças e editores da imagem&lt;br /&gt;Image:Tango-nosources.svg Source: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Tango-nosources.svg License: Creative Commons&lt;br /&gt;Attribution-Sharealike 2.5 Contributors: User:RaminusFalcon&lt;br /&gt;Licença 5&lt;br /&gt;Licença&lt;br /&gt;Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported&lt;br /&gt;http:/ / creativecommons. org/ licenses/ by-sa/ 3. 0/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-5897365974173027037?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/5897365974173027037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/07/padrao-ouro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5897365974173027037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5897365974173027037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/07/padrao-ouro.html' title='PADRÃO - OURO'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-5457976089703387682</id><published>2009-07-01T00:41:00.001-03:00</published><updated>2009-07-10T21:13:16.243-03:00</updated><title type='text'>A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Primeira Guerra Mundial (também conhecida como Grande Guerra antes de &lt;a title="1939" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1939"&gt;1939&lt;/a&gt;, Guerra das Guerras ou ainda como a Última Guerra Feudal) foi um conflito mundial ocorrido entre &lt;a title="28 de Julho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/28_de_Julho"&gt;28 de Julho&lt;/a&gt; de &lt;a title="1914" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1914"&gt;1914&lt;/a&gt; e &lt;a title="11 de Novembro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/11_de_Novembro"&gt;11 de Novembro&lt;/a&gt; de &lt;a title="1918" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1918"&gt;1918&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A guerra ocorreu entre a &lt;a title="Tríplice Entente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADplice_Entente"&gt;Tríplice Entente&lt;/a&gt; (liderada pelo &lt;a title="Império Britânico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Brit%C3%A2nico"&gt;Império Britânico&lt;/a&gt;, &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt;, &lt;a title="Rússia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%BAssia"&gt;Império Russo&lt;/a&gt; (até &lt;a title="1917" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1917"&gt;1917&lt;/a&gt;) e &lt;a title="Estados Unidos da América" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos_da_Am%C3%A9rica"&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt; (a partir de &lt;a title="1917" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1917"&gt;1917&lt;/a&gt;) que derrotou a &lt;a title="Tríplice Aliança (Primeira Guerra Mundial)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADplice_Alian%C3%A7a_(Primeira_Guerra_Mundial)"&gt;Tríplice Aliança&lt;/a&gt; (liderada pelo &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Império Alemão&lt;/a&gt;, &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; e &lt;a title="Império Turco-Otomano" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Turco-Otomano"&gt;Império Turco-Otomano&lt;/a&gt;), e causou o colapso de quatro impérios e mudou de forma radical o mapa geo-político da &lt;a title="Europa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa"&gt;Europa&lt;/a&gt; e do &lt;a title="Médio Oriente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9dio_Oriente"&gt;Médio Oriente&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;No início da guerra (&lt;a title="1914" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1914"&gt;1914&lt;/a&gt;), a Itália era aliada dos Impérios Centrais na Tríplice Aliança, mas, considerando que a aliança tinha carácter defensivo (e a guerra havia sido declarada pela Áustria) e a Itália não havia sido preventivamente consultada sobre a declaração de guerra, o governo italiano afirmou não sentir vinculado à aliança e que, portanto, permaneceria neutro. Mais tarde, as pressões diplomáticas da &lt;a title="Grã-Bretanha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A3-Bretanha"&gt;Grã-Bretanha&lt;/a&gt; e da &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt; a fizeram firmar em &lt;a title="26 de abril" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/26_de_abril"&gt;26 de abril&lt;/a&gt; de &lt;a title="1915" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1915"&gt;1915&lt;/a&gt; um pacto secreto contra o aliado austríaco, chamado Pacto de Londres, no qual a Itália se empenharia a entrar em guerra em um mês em troca de algumas conquistas territoriais que obtivesse ao fim da guerra: o &lt;a title="Trentino" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trentino"&gt;Trentino&lt;/a&gt;, o &lt;a title="Tirol Meridional" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tirol_Meridional"&gt;Tirol Meridional&lt;/a&gt;, &lt;a title="Trieste" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trieste"&gt;Trieste&lt;/a&gt;, &lt;a title="Gorizia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gorizia"&gt;Gorizia&lt;/a&gt;, &lt;a title="Ístria" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dstria"&gt;Ístria&lt;/a&gt; (com exceção da cidade de &lt;a title="Fiume" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fiume"&gt;Fiume&lt;/a&gt;), parte da &lt;a title="Dalmácia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dalm%C3%A1cia"&gt;Dalmácia&lt;/a&gt;, um protetorado sobre a &lt;a title="Albânia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alb%C3%A2nia"&gt;Albânia&lt;/a&gt;, sobre algumas ilhas do &lt;a title="Dodecaneso" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dodecaneso"&gt;Dodecaneso&lt;/a&gt; e alguns territórios do Império Turco, além de uma expansão das colônias africanas, às custas da &lt;a title="Alemanha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; (a Itália já possuía na África: a &lt;a title="Líbia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADbia"&gt;Líbia&lt;/a&gt;, a &lt;a title="Somália" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Som%C3%A1lia"&gt;Somália&lt;/a&gt; e a &lt;a title="Eritréia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eritr%C3%A9ia"&gt;Eritréia&lt;/a&gt;). O não-cumprimento das promessas feitas à Itália foi um dos fatores que a levaram a aliar-se ao &lt;a title="Eixo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eixo"&gt;Eixo&lt;/a&gt; na &lt;a title="Segunda Guerra Mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial"&gt;Segunda Guerra Mundial&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Em &lt;a title="1917" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1917"&gt;1917&lt;/a&gt;, a &lt;a title="Rússia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%BAssia"&gt;Rússia&lt;/a&gt; abandonou a guerra em razão do início da &lt;a title="Revolução Russa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Russa"&gt;Revolução&lt;/a&gt;. No mesmo ano, os &lt;a title="EUA" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/EUA"&gt;EUA&lt;/a&gt;, que até então só participavam da guerra como fornecedores, ao ver os seus investimentos em perigo, entram militarmente no conflito, mudando totalmente o destino da guerra e garantindo a vitória da &lt;a title="Tríplice Entente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADplice_Entente"&gt;Tríplice Entente&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a name="Causas"&gt;&lt;/a&gt;Causas&lt;br /&gt;Em &lt;a title="28 de Junho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/28_de_Junho"&gt;28 de Junho&lt;/a&gt; de &lt;a title="1914" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1914"&gt;1914&lt;/a&gt;, o &lt;a title="Francisco Ferdinando" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Ferdinando"&gt;arquiduque Francisco Ferdinando&lt;/a&gt;, herdeiro do trono &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Austro-Húngaro&lt;/a&gt;, e sua esposa &lt;a title="Sofia, Duquesa de Hohenberg" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sofia,_Duquesa_de_Hohenberg"&gt;Sofia, Duquesa de Hohenberg&lt;/a&gt;, foram assassinados pelo sérvio &lt;a title="Gavrilo Princip" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gavrilo_Princip"&gt;Gavrilo Princip&lt;/a&gt;, que pertencia ao grupo nacionalista-terrorista armado &lt;a title="Mão Negra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A3o_Negra"&gt;Mão Negra&lt;/a&gt; (oficialmente chamado "Unificação ou Morte"), que lutava pela unificação dos territórios que continham &lt;a title="Sérvios" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvios"&gt;sérvios&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;O assassinato desencadeou os eventos que rapidamente deram origem à &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt;, mas suas verdadeiras causas são muito mais complexas. Historiadores e políticos têm discutido essa questão por quase um &lt;a title="Século" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo"&gt;século&lt;/a&gt; sem chegar a um consenso. Algumas das melhores explicações estão listadas abaixo:&lt;br /&gt;&lt;a name="A_Cl.C3.A1usula_de_Culpa"&gt;&lt;/a&gt;A Cláusula de Culpa&lt;br /&gt;As primeiras explicações para os motivos da I Guerra Mundial, muito usadas na &lt;a title="Década de 20" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_20"&gt;década de 20&lt;/a&gt;, tinham como versão a ênfase oficial tida na Cláusula de Culpa de Guerra, ou Artigo 231 do &lt;a title="Tratado de Versalhes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Versalhes"&gt;Tratado de Versalhes&lt;/a&gt; e &lt;a title="Tratado de St.Germain" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_St.Germain"&gt;Tratado de St.Germain&lt;/a&gt;, que acusava tanto a &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; quanto o &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; pela responsabilidade da &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt;. A explicação para tal não era completamente infundada; era um fato que o &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt;, apoiado por &lt;a title="Berlim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Berlim"&gt;Berlim&lt;/a&gt;, tinha atacado a &lt;a title="Sérvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvia"&gt;Sérvia&lt;/a&gt; em &lt;a title="29 de julho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/29_de_julho"&gt;29 de julho&lt;/a&gt; e que a &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; tinha invadido a &lt;a title="Bélgica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9lgica"&gt;Bélgica&lt;/a&gt; em &lt;a title="3 de agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/3_de_agosto"&gt;3 de agosto&lt;/a&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial#cite_note-0"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Sendo assim, a &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; e o &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; tinham sido os primeiros a atacar, o que teria levado à &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt;. A &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; foi considerada culpada e teve que pagar as reparações pela guerra e todos os custos futuros, além de pensões para todos os veteranos da &lt;a title="Tríplice Entente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADplice_Entente"&gt;Tríplice Entente&lt;/a&gt;, num valor total estimado em trinta bilhões de &lt;a title="Dólares" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%B3lares"&gt;dólares&lt;/a&gt;. O valor foi sendo renegociado por toda a &lt;a title="Década de 20" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_20"&gt;década de 20&lt;/a&gt;, até ser extinto em &lt;a title="1931" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1931"&gt;1931&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Muitos importantes pensadores britânicos, como o economista &lt;a title="Keynes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Keynes"&gt;John Maynard Keynes&lt;/a&gt;, não aceitam a Cláusula de Culpa que a &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt; tanto apoiou. Desde &lt;a title="1960" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1960"&gt;1960&lt;/a&gt; a idéia de que a &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; foi a responsável pela &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt; foi revivida por acadêmicos como Fritz Fischer, Imanuel Geiss, Hans-Ulrich Wehler, Wolfgang Mommsen, e V.R. Berghahn.&lt;br /&gt;&lt;a name="Corrida_Armamentista"&gt;&lt;/a&gt;Corrida Armamentista&lt;br /&gt;&lt;a title="'" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:HMS_Dreadnought_1906_H61017.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="HMS Dreadnought" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/HMS_Dreadnought"&gt;HMS Dreadnought&lt;/a&gt;, símbolo da corrida armamentista.&lt;br /&gt;A corrida naval entre &lt;a title="Império Britânico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Brit%C3%A2nico"&gt;Inglaterra&lt;/a&gt; e &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; foi intensificada em &lt;a title="1906" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1906"&gt;1906&lt;/a&gt; pelo surgimento do &lt;a title="HMS Dreadnought" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/HMS_Dreadnought"&gt;HMS Dreadnought&lt;/a&gt;, revolucionário navio de guerra. Uma evidente corrida armamentista na construção de navios desdobrava-se entre as duas nações. O historiador &lt;a title="Paul Kennedy" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Kennedy"&gt;Paul Kennedy&lt;/a&gt; argumenta que ambas as nações acreditavam nas teorias de &lt;a title="Alfred Thayer Mahan" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Thayer_Mahan"&gt;Alfred Thayer Mahan&lt;/a&gt;, de que o controle do &lt;a title="Mar" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar"&gt;mar&lt;/a&gt; era vital a uma nação.&lt;br /&gt;O também historiador &lt;a title="David Stevenson (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=David_Stevenson&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;David Stevenson&lt;/a&gt; descreve a corrida como um "auto reforço de um ciclo de elevada prontidão militar", enquanto &lt;a title="David Herrman (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=David_Herrman&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;David Herrman&lt;/a&gt; via a rivalidade naval como parte de um grande movimento para a &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt;. Contudo, &lt;a title="Niall Ferguson (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Niall_Ferguson&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;Niall Ferguson&lt;/a&gt; argumenta que a superioridade britânica na produção naval acabou por transformar tal corrida armamentista em um fator que não contribuiu para a movimentação em direção a &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Este período, entre &lt;a title="1885" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1885"&gt;1885&lt;/a&gt; e &lt;a title="1914" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1914"&gt;1914&lt;/a&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial#cite_note-1"&gt;[2]&lt;/a&gt;, ficou conhecido como a &lt;a title="Paz Armada" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paz_Armada"&gt;Paz Armada&lt;/a&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial#cite_note-2"&gt;[3]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Militarismo e Autocracia&lt;br /&gt;&lt;a title="'" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Guerre_14-18-Humour-L"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Kaiser, propaganda militar humorística francesa.&lt;br /&gt;O presidente dos &lt;a title="EUA" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/EUA"&gt;EUA&lt;/a&gt; &lt;a title="Woodrow Wilson" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Woodrow_Wilson"&gt;Woodrow Wilson&lt;/a&gt; e outros observadores americanos culpam o militarismo pela &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt;. A tese é que a &lt;a title="Aristocracia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aristocracia"&gt;aristocracia&lt;/a&gt; e a elite militar tinham um controle grande demais sobre a &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt;, &lt;a title="Itália" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia"&gt;Itália&lt;/a&gt; e o &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt;, e que a &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt; seria a consequência de seus desejos pelo poder militar e o desprezo pela &lt;a title="Democracia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia"&gt;democracia&lt;/a&gt;. Consequentemente, os partidários dessa teoria pediram pela abdicação de tais soberanos, o fim do sistema aristocrático e o fim do militarismo - tudo isso justificou a entrada &lt;a title="Americana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Americana"&gt;americana&lt;/a&gt; na &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt; depois que a &lt;a title="Rússia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%BAssia"&gt;Rússia&lt;/a&gt; &lt;a title="Czar" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Czar"&gt;czarista&lt;/a&gt; abandonou a &lt;a title="Tríplice Entente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADplice_Entente"&gt;Tríplice Entente&lt;/a&gt;. &lt;a title="Woodrow Wilson" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Woodrow_Wilson"&gt;Wilson&lt;/a&gt; esperava que a &lt;a title="Liga das Nações" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Liga_das_Na%C3%A7%C3%B5es"&gt;Liga das Nações&lt;/a&gt; e um desarmamento universal poderia resultar numa paz, admitindo-se algumas variantes do militarismo como nos sistemas políticos da &lt;a title="Inglaterra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inglaterra"&gt;Inglaterra&lt;/a&gt; e &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial#cite_note-3"&gt;[4]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a name="Imperialismo_Econ.C3.B4mico"&gt;&lt;/a&gt;Imperialismo Econômico&lt;br /&gt;&lt;a title="Vladimir Lenin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Lenin"&gt;Lênin&lt;/a&gt; era um famoso defensor de que o sistema imperialista vigente no mundo era o responsável pela &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt;. Para corroborar as suas idéias ele usou as teorias econômicas de &lt;a title="Karl Marx" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx"&gt;Karl Marx&lt;/a&gt; e do economista &lt;a title="Inglaterra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inglaterra"&gt;inglês&lt;/a&gt; John A. Hobson, que antes já tinha previsto as consequências do imperialismo econômico na luta interminável por novos mercados, que levaria a um conflito global, em seu livro de &lt;a title="1902" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1902"&gt;1902&lt;/a&gt; chamado "Imperialismo"&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial#cite_note-4"&gt;[5]&lt;/a&gt;. Tal argumento provou-se convincente no início imediato da &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt; e ajudou no crescimento do &lt;a title="Marxismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marxismo"&gt;Marxismo&lt;/a&gt; e &lt;a title="Comunismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo"&gt;Comunismo&lt;/a&gt; no desenrolar do conflito. Os panfletos de &lt;a title="Vladimir Lenin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Lenin"&gt;Lênin&lt;/a&gt; de &lt;a title="1917" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1917"&gt;1917&lt;/a&gt;, "Imperialismo: O Último Estágio do Capitalismo", tinham como argumento que os interesses dos bancos em várias das nações capitalistas/imperialistas tinham levado à guerra&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial#cite_note-5"&gt;[6]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a name="Nacionalismo.2C_Romantismo_e_a_.22Nova_E"&gt;&lt;/a&gt;Nacionalismo, Romantismo e a "Nova Era"&lt;br /&gt;&lt;a title="'" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Kitchener-leete.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Recrutamento de britânicos para a guerra, a exemplo da onda nacionalista que varria o continente.&lt;br /&gt;Os líderes civis das nações européias estavam na época enfrentando uma onda de fervor nacionalista que estava se espalhando pela &lt;a title="Europa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa"&gt;Europa&lt;/a&gt; há anos, como memórias de &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerras&lt;/a&gt; enfraquecidas e rivalidades entre povos, apoiados por uma mídia sensacionalista e nacionalista. Os frenéticos esforços diplomáticos para mediar a rixa entre o &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; e a &lt;a title="Sérvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvia"&gt;Sérvia&lt;/a&gt; foram irrelevantes, já que a opinião pública naquelas nações pediam pela &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt; para defender a chamada honra nacional. Já a &lt;a title="Aristocracia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aristocracia"&gt;aristocracia&lt;/a&gt; exercia também forte influência pela &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt;, acreditando que ela poderia consolidar novamente seu poder doméstico. A maioria dos beligerantes pressentiam uma rápida vitória com conseqüências gloriosas. O entusiasmo patriótico e a euforia presentes no chamado Espírito de 1914 revelavam um grande otimismo para o período pós-&lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a name="A_Culmina.C3.A7.C3.A3o_da_Hist.C3.B3ria_"&gt;&lt;/a&gt;A Culminação da História Européia&lt;br /&gt;A guerra localizada entre o &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; e a &lt;a title="Sérvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvia"&gt;Sérvia&lt;/a&gt; teve como principal (e quase único) motivo o &lt;a title="Pan-eslavismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pan-eslavismo"&gt;Pan-eslavismo&lt;/a&gt;, o movimento separatista dos &lt;a title="Bálcãs" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A1lc%C3%A3s"&gt;Bálcãs&lt;/a&gt;. O &lt;a title="Pan-eslavismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pan-eslavismo"&gt;Pan-eslavismo&lt;/a&gt; influenciava a política externa russa, principalmente pelos cidadãos &lt;a title="Eslavos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eslavos"&gt;eslavos&lt;/a&gt; no país e os desejos econômicos de um porto em águas quentes&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial#cite_note-6"&gt;[7]&lt;/a&gt;. O desenrolar da &lt;a title="Guerra dos Balcãs" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Balc%C3%A3s"&gt;Guerra dos Balcãs&lt;/a&gt; refletia essas novas tendências de poder das nações européias. Para os germânicos, tanto as &lt;a title="Guerras Napoleónicas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_Napole%C3%B3nicas"&gt;Guerras Napoleónicas&lt;/a&gt; quanto a &lt;a title="Guerra dos Trinta Anos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Trinta_Anos"&gt;Guerra dos Trinta Anos&lt;/a&gt; foram caracterizados por invasões que tiveram um grande efeito psicológico; era a posição precária da &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; no centro da &lt;a title="Europa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa"&gt;Europa&lt;/a&gt; que tinha levado a um plano ativo de defesa como o &lt;a title="Plano Schlieffen" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Schlieffen"&gt;Plano Schlieffen&lt;/a&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial#cite_note-7"&gt;[8]&lt;/a&gt;. Ao mesmo tempo a transferência da disputada &lt;a title="Alsácia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Als%C3%A1cia"&gt;Alsácia&lt;/a&gt; e &lt;a title="Lorena (França)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lorena_(Fran%C3%A7a)"&gt;Lorena&lt;/a&gt; e a derrota na &lt;a title="Guerra franco-prussiana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_franco-prussiana"&gt;Guerra franco-prussiana&lt;/a&gt; influenciaram a política francesa, dando origem ao chamado revanchismo. Após a Liga dos Três Impérios ter se desmanchado, a &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt; formou uma aliança com a &lt;a title="Rússia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%BAssia"&gt;Rússia&lt;/a&gt;, e a &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt; por duas frentes começou a se tornar uma preocupação para o exército &lt;a title="Alemanha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha"&gt;alemão&lt;/a&gt;.&lt;a name="Na.C3.A7.C3.B5es_participantes"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="Portugal_na_Grande_Guerra"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="A_crise_de_Julho_e_as_declara.C3.A7.C3.B"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A crise de Julho e as declarações de guerra&lt;br /&gt;&lt;a title="'" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Kriegserkl%C3%A4rung_Erster_Weltkrieg.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Declaração de guerra do &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Império Alemão&lt;/a&gt; em &lt;a title="1914" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1914"&gt;1914&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Após o assassinato do arquiduque &lt;a title="Francisco Ferdinando" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Ferdinando"&gt;Francisco Ferdinando&lt;/a&gt; em &lt;a title="28 de Junho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/28_de_Junho"&gt;28 de Junho&lt;/a&gt;, o &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; esperou três semanas antes de decidir tomar um curso de ação. Essa espera foi devida ao fato de que grande parte do efetivo militar estava na ajuda a colheita, o que impossibilitava a ação militar naquele período. Em &lt;a title="23 de Julho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/23_de_Julho"&gt;23 de Julho&lt;/a&gt;, graças ao apoio incondicional &lt;a title="Alemanha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha"&gt;alemão&lt;/a&gt; (carta branca) ao &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; se a &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt; eclodisse, foi-se mandando um &lt;a title="Ultimato de julho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ultimato_de_julho"&gt;ultimato&lt;/a&gt; a &lt;a title="Sérvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvia"&gt;Sérvia&lt;/a&gt; que continha várias requisições, entre elas a que agentes austríacos fariam parte das investigações, e que a &lt;a title="Sérvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvia"&gt;Sérvia&lt;/a&gt; seria a culpada pelo atentado. O governo sérvio aceitou todos os termos do ultimato, com exceção da participação de agentes austríacos, o que na opinião sérvia constituía uma violação de sua soberania.&lt;br /&gt;Por causa desse termo, rejeitado em resposta sérvia em &lt;a title="26 de Julho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/26_de_Julho"&gt;26 de Julho&lt;/a&gt;, o &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; cortou todas as relações diplomáticas com o país e declarou guerra ao mesmo em &lt;a title="28 de Julho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/28_de_Julho"&gt;28 de Julho&lt;/a&gt;, começando o bombardeio à &lt;a title="Belgrado" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Belgrado"&gt;Belgrado&lt;/a&gt; (capital sérvia) em &lt;a title="29 de Julho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/29_de_Julho"&gt;29 de Julho&lt;/a&gt;. No dia seguinte, a &lt;a title="Rússia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%BAssia"&gt;Rússia&lt;/a&gt;, que sempre tinha sido uma aliada da &lt;a title="Sérvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvia"&gt;Sérvia&lt;/a&gt;, deu a ordem de locomoção a suas tropas. Os alemães, que tinham garantido o apoio ao &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; no caso de uma eventual &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt; mandaram um ultimato ao governo russo para parar a mobilização de tropas dentro de 12 horas, no dia &lt;a title="31 de Julho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/31_de_Julho"&gt;31&lt;/a&gt;. &lt;a title="1 de Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1_de_Agosto"&gt;No primeira dia&lt;/a&gt; de &lt;a title="Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agosto"&gt;Agosto&lt;/a&gt; o ultimato tinha expirado sem qualquer reação russa. A &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; então declarou guerra a ela. Em &lt;a title="2 de Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2_de_Agosto"&gt;2 de Agosto&lt;/a&gt; a &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; ocupou &lt;a title="Luxemburgo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luxemburgo"&gt;Luxemburgo&lt;/a&gt;, como o passo inicial da invasão à &lt;a title="Bélgica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9lgica"&gt;Bélgica&lt;/a&gt; e do Plano Schlieffen (que previa a invasão da &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt; e da &lt;a title="Rússia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%BAssia"&gt;Rússia&lt;/a&gt;). A &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; tinha enviado outro ultimato, dessa vez à &lt;a title="Bélgica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9lgica"&gt;Bélgica&lt;/a&gt;, requisitando a livre passagem do exército alemão rumo à &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt;. Como tal pedido foi recusado, foi-se declarado guerra à &lt;a title="Bélgica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9lgica"&gt;Bélgica&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Em &lt;a title="3 de Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/3_de_Agosto"&gt;3 de Agosto&lt;/a&gt; a &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; declarou &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt; a &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt;, e no &lt;a title="4 de Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/4_de_Agosto"&gt;dia seguinte&lt;/a&gt; invadiu a &lt;a title="Bélgica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9lgica"&gt;Bélgica&lt;/a&gt;. Tal ato, violando a soberania &lt;a title="Bélgica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9lgica"&gt;belga&lt;/a&gt; - que &lt;a title="Império Britânico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Brit%C3%A2nico"&gt;Grã-Bretanha&lt;/a&gt;, &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt; e a própria &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; estavam comprometidos a garantir fez com que o &lt;a title="Império Britânico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Brit%C3%A2nico"&gt;Império Britânico&lt;/a&gt; saísse de sua posição neutra e declarasse &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt; à &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; em &lt;a title="4 de Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/4_de_Agosto"&gt;4 de Agosto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a name="O_in.C3.ADcio_dos_confrontos"&gt;&lt;/a&gt;O início dos confrontos&lt;br /&gt;Algumas das primeiras hostilidades de &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt; ocorreram no &lt;a title="África" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica"&gt;continente africano&lt;/a&gt; e no &lt;a title="Oceano Pacífico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oceano_Pac%C3%ADfico"&gt;Oceano Pacífico&lt;/a&gt;, nas colônias e territórios das nações européias. Em &lt;a title="Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agosto"&gt;Agosto&lt;/a&gt; de &lt;a title="1914" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1914"&gt;1914&lt;/a&gt; um combinado da &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt; e do &lt;a title="Império Britânico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Brit%C3%A2nico"&gt;Império Britânico&lt;/a&gt; invadiu o protetorado alemão da Togoland, no &lt;a title="Togo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Togo"&gt;Togo&lt;/a&gt;. Pouco depois, em &lt;a title="10 de Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/10_de_Agosto"&gt;10 de Agosto&lt;/a&gt;, as forças alemães baseadas na &lt;a title="Namíbia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nam%C3%ADbia"&gt;Namíbia&lt;/a&gt; atacaram a &lt;a title="África do Sul" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_do_Sul"&gt;África do Sul&lt;/a&gt;, que pertencia ao &lt;a title="Império Britânico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Brit%C3%A2nico"&gt;Império Britânico&lt;/a&gt;. Em &lt;a title="30 de Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/30_de_Agosto"&gt;30 de Agosto&lt;/a&gt; a &lt;a title="Nova Zelândia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Zel%C3%A2ndia"&gt;Nova Zelândia&lt;/a&gt; invadiu a &lt;a title="Samoa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Samoa"&gt;Samoa&lt;/a&gt;, da &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt;; em &lt;a title="11 de Setembro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/11_de_Setembro"&gt;11 de Setembro&lt;/a&gt; a Força Naval e Expedicionária Australiana desembarcou na ilha de Neu Pommern (mais tarde renomeada Nova Britânia), que fazia parte da chamada Nova Guinéa Alemã. O &lt;a title="Japão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jap%C3%A3o"&gt;Japão&lt;/a&gt; invadiu as colônias micronésias e o porto alemão de abastecimento de carvão de &lt;a title="Qingdao" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Qingdao"&gt;Qingdao&lt;/a&gt; na península &lt;a title="China" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/China"&gt;chinesa&lt;/a&gt; de &lt;a title="Shandong" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shandong"&gt;Shandong&lt;/a&gt;. Com isso, em poucos meses, a &lt;a title="Tríplice Entente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADplice_Entente"&gt;Tríplice Entente&lt;/a&gt; tinha dominado todos os territórios alemães no &lt;a title="Oceano Pacífico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oceano_Pac%C3%ADfico"&gt;Pacífico&lt;/a&gt;. Batalhas esporádicas, porém, ainda ocorriam na &lt;a title="África" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica"&gt;África&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a title="'" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Europe_1914.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alianças militares européias em &lt;a title="1915" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1915"&gt;1915&lt;/a&gt;. A &lt;a title="Tríplice Aliança" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADplice_Alian%C3%A7a"&gt;Tríplice Aliança&lt;/a&gt; está representada em castanho, a &lt;a title="Tríplice Entente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADplice_Entente"&gt;Tríplice Entente&lt;/a&gt; em cinza e as nações neutras em amarelo&lt;br /&gt;Na &lt;a title="Europa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa"&gt;Europa&lt;/a&gt;, a &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; e o &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; sofriam de uma mútua falta de comunicação e desconhecimento dos planos de cada exército. A &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; tinha garantido o apoio à invasão &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Austro-Húngara&lt;/a&gt; a &lt;a title="Sérvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvia"&gt;Sérvia&lt;/a&gt;, mas a interpretação prática para cada um dos lados tinha sido diferente. Os líderes do &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Austro-Húngaros&lt;/a&gt; acreditavam que a &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; daria cobertura ao flanco setentrional contra a &lt;a title="Império Russo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Russo"&gt;Rússia&lt;/a&gt;. A &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt;, porém, tinha planejado que o &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; focasse a maioria de suas tropas na luta contra a &lt;a title="Rússia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%BAssia"&gt;Rússia&lt;/a&gt; enquanto combatia a &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt; na Frente Ocidental. Tal confusão forçou o exército Austro-Húngaro a dividir suas tropas. Mais da metade das tropas foram combater os russos na fronteira, enquanto um pequeno grupo foi deslocado para invadir e conquistar a &lt;a title="Sérvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rvia"&gt;Sérvia&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a name="A_Batalha_S.C3.A9rvia"&gt;&lt;/a&gt;A Batalha Sérvia&lt;br /&gt;O exército sérvio lutou em uma batalha defensiva para conter os invasores austro-húngaros. Os sérvios ocuparam posições defensivas no lado sul do rio Drina. Nas duas primeiras semanas os ataques austro-húngaros foram repelidos causando grandes perdas ao exército da &lt;a title="Tríplice Aliança" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADplice_Alian%C3%A7a"&gt;Tríplice Aliança&lt;/a&gt;. Essa foi a primeira grande vitória da &lt;a title="Tríplice Entente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADplice_Entente"&gt;Tríplice Entente&lt;/a&gt; na &lt;a title="Guerra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra"&gt;guerra&lt;/a&gt;. As expectativas austro-húngaras de uma vitória fácil e rápida não foram realizadas e como resultado o &lt;a title="Império Austro-Húngaro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Austro-H%C3%BAngaro"&gt;Império Austro-Húngaro&lt;/a&gt; foi obrigado a manter uma grande força na fronteira sérvia, enfraquecendo as tropas que batalhavam contra a &lt;a title="Império Russo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Russo"&gt;Rússia&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a name="Alemanha_na_B.C3.A9lgica_e_Fran.C3.A7a"&gt;&lt;/a&gt;Alemanha na Bélgica e França&lt;br /&gt;Após invadir o território belga, o exército alemão logo encontrou resistência na fortificada cidade de &lt;a title="Liège" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Li%C3%A8ge"&gt;Liège&lt;/a&gt;. Apesar do exército ter continuado a rápida marcha rumo à &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt;, a invasão gêrmanica tinha provocado a decisião britânica de intervir em ajuda a &lt;a title="Tríplice Entente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%ADplice_Entente"&gt;Tríplice Entente&lt;/a&gt;. Como signatário do &lt;a title="Tratado de Londres" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Londres"&gt;Tratado de Londres&lt;/a&gt;, o &lt;a title="Império Britânico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Brit%C3%A2nico"&gt;Império Britânico&lt;/a&gt; estava comprometido a preservar a soberania &lt;a title="Bélgica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9lgica"&gt;belga&lt;/a&gt;. Para a &lt;a title="Grã-Bretanha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A3-Bretanha"&gt;Grã-Bretanha&lt;/a&gt; os &lt;a title="Portos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Portos"&gt;portos&lt;/a&gt; de Antwerp e Ostend eram importantes demais para cair nas mãos de uma potência continental hostil ao país&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial#cite_note-8"&gt;[9]&lt;/a&gt;. Para tanto, enviou um exército para a &lt;a title="Bélgica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9lgica"&gt;Bélgica&lt;/a&gt;, atrasando o avanço alemão.&lt;br /&gt;Inicialmente os mesmos tiveram uma grande vitória na &lt;a title="Batalha das Fronteiras" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_das_Fronteiras"&gt;Batalha das Fronteiras&lt;/a&gt; (&lt;a title="14 de Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/14_de_Agosto"&gt;14 de Agosto&lt;/a&gt; a &lt;a title="24 de Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/24_de_Agosto"&gt;24 de Agosto&lt;/a&gt;, &lt;a title="1914" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1914"&gt;1914&lt;/a&gt;). A &lt;a title="Império Russo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Russo"&gt;Rússia&lt;/a&gt;, porém, atacou a Prússia Oriental, o que obrigou o deslocamento das tropas alemãs que estavam planejadas para ir a Frente Ocidental. A &lt;a title="Império Alemão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o"&gt;Alemanha&lt;/a&gt; derrotou a &lt;a title="Império Russo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Russo"&gt;Rússia&lt;/a&gt; em uma série de confrontos chamados da Segunda Batalha de Tannenberg (&lt;a title="17 de Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/17_de_Agosto"&gt;17 de Agosto&lt;/a&gt; a &lt;a title="2 de Setembro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2_de_Setembro"&gt;2 de Setembro&lt;/a&gt;, &lt;a title="1914" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1914"&gt;1914&lt;/a&gt;). O deslocamento imprevisto para combater os russos, porém, acabou permitindo uma contra-ofensiva em conjunto das forças francesas e inglesas, que conseguiram parar os alemães em seu caminho para &lt;a title="Paris" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paris"&gt;Paris&lt;/a&gt;, na &lt;a title="Primeira Batalha do Marne" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Batalha_do_Marne"&gt;Primeira Batalha do Marne&lt;/a&gt; (&lt;a title="Setembro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Setembro"&gt;Setembro&lt;/a&gt; de &lt;a title="1914" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1914"&gt;1914&lt;/a&gt;), forçando o exército alemão a lutar em duas frentes. O mesmo se postou numa posição defensiva dentro da &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt; e conseguiu incapacitar permanentemente 230.000 franceses e britânicos.&lt;br /&gt;&lt;a name="Fim_da_Guerra"&gt;&lt;/a&gt;Fim da Guerra&lt;br /&gt;A partir de &lt;a title="1917" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1917"&gt;1917&lt;/a&gt; a situação começou a alterar-se, quer com a entrada em cena de novos meios, como o &lt;a title="Carro de combate" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carro_de_combate"&gt;carro de combate&lt;/a&gt; e a &lt;a title="Aviação militar" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o_militar"&gt;aviação militar&lt;/a&gt;, quer com a chegada ao teatro de operações europeu das forças norte-americanas ou a substituição de comandantes por outros com nova visão da guerra e das tácticas e estratégias mais adequadas; lançam-se, de um lado e de outro, grandes ofensivas, que causam profundas alterações no desenho da frente, acabando por colocar as tropas alemãs na defensiva e levando por fim à sua derrota. É verdade que a Alemanha adquire ainda algum fôlego quando a revolução estala no &lt;a title="Império Russo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Russo"&gt;Império Russo&lt;/a&gt; e o governo bolchevista, chefiado por &lt;a title="Vladimir Lênin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_L%C3%AAnin"&gt;Lênin&lt;/a&gt;, prontamente assina a paz sem condições, assim anulando a frente leste, mas essa circunstância não será suficiente para evitar a derrocada. O &lt;a title="Armistício de Compiègne" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Armist%C3%ADcio_de_Compi%C3%A8gne"&gt;armistício&lt;/a&gt; que põe fim à guerra é assinado a &lt;a title="11 de Novembro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/11_de_Novembro"&gt;11 de Novembro&lt;/a&gt; de &lt;a title="1918" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1918"&gt;1918&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-5457976089703387682?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/5457976089703387682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/07/primeira-guerra-mundial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5457976089703387682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5457976089703387682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/07/primeira-guerra-mundial.html' title='A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-8720817663098587509</id><published>2009-06-30T23:50:00.001-03:00</published><updated>2009-06-30T23:52:47.686-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='JEVONS'/><title type='text'>WILLIAM STANLEY JEVONS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkrPIFHQNGI/AAAAAAAAACY/ZsqdkNlQF0I/s1600-h/Jevons.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353318844801758306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 273px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkrPIFHQNGI/AAAAAAAAACY/ZsqdkNlQF0I/s320/Jevons.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;William Stanley Jevons&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(&lt;a title="Liverpool" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Liverpool"&gt;Liverpool&lt;/a&gt;, &lt;a title="1 de setembro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1_de_setembro"&gt;1 de setembro&lt;/a&gt; de &lt;a title="1835" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1835"&gt;1835&lt;/a&gt; — &lt;a class="new" title="Bexhill (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Bexhill&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;Bexhill&lt;/a&gt;, &lt;a title="13 de agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/13_de_agosto"&gt;13 de agosto&lt;/a&gt; de &lt;a title="1882" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1882"&gt;1882&lt;/a&gt;) foi um &lt;a title="Economista" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economista"&gt;economista&lt;/a&gt; &lt;a title="Reino Unido" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido"&gt;britânico&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Foi um dos fundadores da &lt;a class="new" title="Economia Neoclássica (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Economia_Neocl%C3%A1ssica&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;Economia Neoclássica&lt;/a&gt; e formulador da &lt;a title="Revolução marginalista" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_marginalista"&gt;teoria da utilidade marginal&lt;/a&gt;, que imprimiu novo rumo ao pensamento econômico mundial, especialmente no que se refere à questão da determinação do valor, solucionando o paradoxo utilidade na determinação dos valores das coisas (por que o pão, tão útil, é barato, e o brilhante, quase inútil, é caro?) que até então confundia os economistas.&lt;br /&gt;Inicialmente estudou &lt;a title="Química" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Qu%C3%ADmica"&gt;química&lt;/a&gt; e &lt;a title="Botânica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bot%C3%A2nica"&gt;botânica&lt;/a&gt;, e depois lógica e economia no &lt;a class="new" title="University College (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=University_College&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;University College&lt;/a&gt; de &lt;a title="Londres" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Londres"&gt;Londres&lt;/a&gt; onde assumiria a cadeira de economia política na University College, até se aposentar (&lt;a title="1880" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1880"&gt;1880&lt;/a&gt;) e tornou-se conhecido pela originalidade de suas teorias.&lt;br /&gt;Brilhante escritor, e que teve ampla influência, sua obra capital foi Theory of Political Economy (&lt;a title="1871" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1871"&gt;1871&lt;/a&gt;), livro de importância relevante na história do pensamento econômico, em que expôs de forma definitiva a teoria da &lt;a title="Revolução marginalista" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_marginalista"&gt;utilidade marginal&lt;/a&gt;, desenvolvida paralelamente por &lt;a title="Carl Menger" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Menger"&gt;Karl Menger&lt;/a&gt; em &lt;a title="Viena" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Viena"&gt;Viena&lt;/a&gt; e &lt;a title="Léon Walras" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9on_Walras"&gt;Léon Walras&lt;/a&gt; na &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a"&gt;França&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Outros livros importantes seus foram A Serious Fall in the Value of Gold (1863), Jevons lançou The Coal Question (1865). Outros escritos foram reunidos no livro póstumo Investigations on Currency and Finance (1884), em que examina o problema das flutuações econômicas. Defendia o uso da economia matemática, pois a economia lidava com quantidades e formulou a equação de trocas, que estabelecia a igualdade entre a utilidade marginal do item consumido e seu preço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estudou as relações entre as necessidades materiais e o estímulo ao trabalho, tendo chegado a conclusões que - embora hoje pareçam curiosas - estavam alinhadas com o mainstream do pensamento econômico liberal e dos marginalistas de sua época:&lt;br /&gt;É evidente que problemas desse tipo dependem muito da índole ou da raça. Pessoas de temperamento enérgico acham o trabalho menos penoso que seus camaradas e, se elas são dotadas de sensibilidade variada e profunda, nunca cessa seu desejo por novas aquisições. Um homem de raça inferior, um negro, por exemplo, aprecia menos as posses e detesta mais o trabalho; seus esforços portanto, param logo. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Stanley_Jevons#cite_note-NEGRO-0"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Morreu em &lt;a class="new" title="Bexhill (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Bexhill&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;Bexhill&lt;/a&gt;, Inglaterra, com apenas 47 anos, vítima de um afogamento acidental. Tinha, também, conhecimentos práticos de &lt;a title="Física" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%ADsica"&gt;Física&lt;/a&gt;, &lt;a title="Metalurgia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Metalurgia"&gt;Metalurgia&lt;/a&gt; e &lt;a title="Meteorologia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meteorologia"&gt;Meteorologia&lt;/a&gt; e deixou inacabados um ensaio sobre religião e ciência, um estudo sobre a filosofia de &lt;a title="John Stuart Mill" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Stuart_Mill"&gt;John Stuart Mill&lt;/a&gt; e a obra Principles of Economy.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-8720817663098587509?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/8720817663098587509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/william-stanley-jevons.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/8720817663098587509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/8720817663098587509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/william-stanley-jevons.html' title='WILLIAM STANLEY JEVONS'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkrPIFHQNGI/AAAAAAAAACY/ZsqdkNlQF0I/s72-c/Jevons.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-5556157500242897791</id><published>2009-06-30T23:47:00.002-03:00</published><updated>2009-07-01T00:02:25.947-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ONDAS DE GLOBALIZAÇÃO'/><title type='text'>AS ONDAS DE GLOBALIZAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;ONDAS DE GLOBALIZAÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No início da primeira onda de globalização, que durou de 1870 a 1914, o mundo era muito mais homogêneo que agora, isto é, era muito mais pobre e agrário. Apesar disso, essa onda industrializou o Norte e desindustrializou o Sul, produzindo uma enorme divergência de renda entre umas e outras nações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A segunda onda de globalização, que teve início em 1960 e continua ainda hoje, está desindustrializando os países da OCDE e industrializando os chamados países emergentes ou novos países industrializados, produzindo uma convergência de renda entre os dois lados, enquanto o resto do mundo — especialmente a África e parte da Ásia e da América Ibérica — continua agrícola e está se marginalizando em grande velocidade e aumentando sua distância em termos de renda per capita. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1870, a nação mais rica do mundo tinha nove vezes mais de renda per capita do que a mais pobre. Em 1990, a mais rica tinha 45 vezes mais renda per capita do que a mais pobre. Em 1998 a renda per capita dos Estados Unidos medida em termos de poder aquisitivo era superior a US$ 30 mil, a da União Européia, acima de US$ 20 mil, e a da África Subsaariana, inferior a US$ 600. Quer dizer, a renda per capita nos Estados Unidos é 50 vezes superior à da África Subsaariana, e a da Europa, 35 vezes maior. Sendo 100 o índice de partida em 1960, o Sudeste Asiático tinha alcançado uma renda per capital de 450% em 1990. A Ásia Meridional, cerca de 170%; a Europa Central e a Oriental, cerca de 160%; a América Ibérica, cerca de 150%; o Oriente Médio e a África, cerca de 140%; e a África Subsaariana tinha mantido os 100% de partida. Isso permitiu que a renda per capita dos novos países industrializados da Ásia e alguns da América Ibérica se aproximasse da dos países da OCDE, enquanto o restante dos países convergiu para um nível muito inferior. É o que tem sido chamado de convergência 'twin peaks', ou seja, de uma distribuição da renda per capita na forma de montanha passou a outra de duas montanhas, com algumas nações ricas ou recém-industrializadas melhorando e convergindo a um elevado nível e outras pobres piorando e convergindo a um nível muito mais baixo.&lt;br /&gt;Ambos os processos de globalização produziram convergência entre as nações relativamente mais ricas, mas aumentaram a divergência entre estas e as relativamente mais pobres. Sendo assim, o processo foi diferente em cada globalização. A primeira onda de globalização começou com uma renda per capital inicial não muito diferente, e produziu uma forte divergência entre o Norte que se industrializava e o Sul que se desindustrializava. Nesta segunda onda, partindo já de diferenças de renda bem consideráveis, houve uma convergência entre os países emergentes que se têm industrializado e os mais ricos que se têm desindustrializado, mantendo uma forte divergência com o restante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao futuro, as recentes teorias econômicas de crescimento endógeno (Lucas e Romer) e da nova geografia econômica (Krugman) dão uma certa esperança. De acordo com essas teorias, o processo de globalização desta segunda onda é mais convergente, já que está baseado em maior medida no aumento do comércio de idéias e inovações do que no de produtos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No período de pré-globalização, os custos de transporte são muito elevados e não há quase comércio. Dados os elevados custos de transporte, a pouca indústria existente está dispersa. Quando os custos de transporte começam a cair rapidamente, desencadeiam-se forças centrípetas de aglomeração que fazem com que a indústria comece a se concentrar naqueles países (neste caso, a Inglaterra) que a desenvolvem primeiro. O Norte, que é o primeiro que se industrializa, entra em um círculo virtuoso, se desvincula do Sul e inicia um processo de divergência. Aumenta-se a renda no Norte, o que leva a uma maior capacidade de compra e a um maior mercado, o que, por sua vez, atrai mais investimentos e o ciclo volta a se iniciar, aumentando a divergência, porque o Sul se desindustrializa, a ponto de sua indústria não poder competir com a do Norte.&lt;br /&gt;Nesta segunda onda de globalização, o custo do intercâmbio de idéias e inovações cai muito mais rapidamente do que o do intercâmbio de bens mediante o desenvolvimento das telecomunicações, a situação de centro-periferia segue instável e começam a se desenvolver as forças centrífugas. Muitos países do Sul, os mais estáveis e empreendedores, sobre a base de mão-de-obra barata e o acesso à inovação e à tecnologia do Norte, começam a se industrializar e a convergir com ele. As empresas dos países do Norte investem maciçamente nesses países emergentes do Sul, o Norte começa a se desindustrializar e a se especializar em serviços com alto conteúdo de mão-de-obra qualificada e tecnologia. O caminho da convergência tenderá a ser maior, quanto mais rápido for o intercâmbio de tecnologia, capital e mão-de-obra entre o Norte e o Sul. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o que acontecerá com os países que ficam desarmados por não ter bases de educação, estabilidade, organização e ânimo empreendedor suficientes? Se queremos que esta nova onda de globalização se consolide, é preciso fazer um esforço solidário mundial para conseguir que esses países também convirjam, investindo bastante neles em capital humano e infra-estruturas e comprando deles suas produções, admitindo muitos dos seus emigrantes. Parte do problema do estancamento de sua renda per capita deve-se ao crescimento excessivo da população, e este aumento deve-se à falta de instrução. Este será o grande desafio da globalização no século 21.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-5556157500242897791?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/5556157500242897791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/ondas-de-globalizacao-no-inicio-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5556157500242897791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5556157500242897791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/ondas-de-globalizacao-no-inicio-da.html' title='AS ONDAS DE GLOBALIZAÇÃO'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-5950076037807758340</id><published>2009-06-30T23:33:00.001-03:00</published><updated>2009-06-30T23:53:50.871-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='REVOLUÇAO INDUSTRIAL'/><title type='text'>A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A Revolução Industrial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1776, com a invenção da máquina a vapor por James Watt (1736-1819) e a sua posterior aplicação à produção, uma nova concepção de trabalho veio modificar completamente a estrutura social e comercial da época, provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica, política e social que, num lapso de aproximadamente um século, foram maiores do que as mudanças havidas no milênio anterior. É o período chamado de Revolução Industrial, que se iniciou na Inglaterra e rapidamente se alastrou por todo o mundo civilizado.&lt;br /&gt;A Revolução Industrial pode ser dividida em duas épocas bem distintas: 1 - 1780 a 1860: 1ª Revolução Industrial ou revolução do carvão e do ferro. 2 - 1860 a 1914: 2ª Revolução Industrial ou revolução do aço e da eletricidade.Embora tenha se iniciado a partir de 1780, a Revolução Industrial não adquiriu todo o seu ímpeto antes do século XIX. Ela surgiu como uma bola de neve em aceleração crescente. A 1ª Revolução Industrial pode ser dividida em quatro fases: 1ª fase: a mecanização da indústria e da agricultura, nos fins do século XVIII, com o aparecimento da máquina de fiar (inventada pelo inglês Hargreaves em 1767), do tear hidráulico (inventado por Arkwright em 1769), do tear mecânico (por Cartwright em 1785), do descaroçador de algodão (por Whitney em 1792), que vieram substituir o trabalho braçal e a força motriz muscular humana, animal ou ainda da roda de água. Eram máquinas grandes e pesadas, mas com incrível superioridade sobre os processes manuais de produção da época. O descaroçador de algodão tinha capacidade para trabalhar mil libras de algodão enquanto, no mesmo tempo, um escravo conseguia trabalhar cinco. 2ª fase: a aplicação da força motriz à indústria. A força elástica do vapor descoberta por Dénis Papin, no século XVII, ficou sem aplicação até 1776, quando Watt inventou a máquina a vapor. Com a aplicação do vapor às máquinas, iniciam-se as grandes transformações nas oficinas, que se converteram em fábricas, nos transportes, nas comunicações e na agricultura.3ª Fase: o desenvolvimento do sistema fabril. O artesão e a sua pequena oficina patronal desapareceram para dar lugar ao operário e às fábricas e às usinas, baseadas na divisão do trabalho. Surgem novas indústrias em detrimento da atividade rural. A migração de massas humanas das áreas agrícolas para as proximidades das fábricas provoca o crescimento das populações urbanas, com o surgimento de favelas, redução das condições de saúde e, conseqüentemente, o aumento da mortalidade.4ª fase: um espetacular aceleramento dos transportes e das comunicações. A navegação a vapor surgiu com Robert Fulton (1807) nos Estados Unidos e logo depois as rodas propulsoras foram substituídas por hélices. A locomotiva a vapor foi aperfeiçoada por Stephenson, surgindo a primeira estrada de ferro na Inglaterra (1825) e logo depois nos Estados Unidos (1829). Esse novo meio de transporte propagou-se vertiginosamente. Outros meios de comunicações foram aparecendo com uma rapidez surpreendente: Morse inventa o telégrafo elétrico (1835), surge o selo postal na Inglaterra (1840), Graham Bell inventa o telefone (1876). Já se esboçam os primeiro sintomas do enorme desenvolvimento econômico, social, tecnológico e industrial e as profundas transformações e mudanças que ocorreriam com uma velocidade gradativamente maior.Com todos esses aspectos define-se cada vez mais um considerável controle capitalista sobre quase todos os ramos da atividade econômica.A partir de 1860, a Revolução Industrial entrou em uma nova fase profundamente diferente da I Revolução Industrial. É a chamada 2ª Revolução Industrial, provocada por três acontecimentos importantes:&lt;br /&gt;- desenvolvimento de novo processo de fabricação de aço (1856);- aperfeiçoamento do dínamo (1873);&lt;br /&gt;- invenção do motor de combustão interna (1873) por Daimler.As principais características da 2ª Revolução Industrial são as seguintes:1. A substituição do ferro pelo aço como material industrial básico.2. A substituição do vapor pela eletricidade e pelos derivados de petróleo como principais fontes de energia.3. O desenvolvimento da maquinaria automática e um alto grau de especialização do trabalho.4. O crescente domínio da indústria pela ciência.5. Transformações radicais nos transportes e nas comunicações. As vias férreas são melhoradas e ampliadas. A partir de 1880, Daimler e Benz constroem automóveis na Alemanha, Dunlop aperfeiçoa o pneumático em 1888 e Henry Ford inicia a produção do seu modelo "T" em 1908, nos Estados Unidos. Em 1906, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.passeiweb.com/saiba_mais/biografias/a/alberto_santos_dumont"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Santos Dumont&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; faz a primeira experiência com o avião.6. O desenvolvimento de novas formas de organização capitalista. As firmas de sócios solidários, formas típicas de organização comercial, cujo capital provinha dos lucros auferidos (capitalismo industrial), e que tomavam porte ativa na direção dos negócios, deram lugar ao chamado capitalismo financeiro, que tem quatro características principais:a) a dominação da indústria pelos investimentos bancários e pelas instituições financeiras e de crédito, como foi o caso da formação da United States Steel Corporation, em 1901, pela J. P. Morgan &amp;amp; Co.;b) a formação de imensas acumulações de capital, provenientes de trustes e fusões de empresas;c) a separação entre a propriedade particular e a direção das empresas;d) o desenvolvimento das “holding companies”.7. A expansão da industrialização até a Europa Central e Oriental, e até o Extremo Oriente.Da calma produção do artesanato, em que os operários eram, organizados em corporações de ofício regidas por estatutos, onde todos se conheciam, em que o aprendiz, para passar a mestre, tinha de produzir uma obra perfeita perante os irmãos de ofício, que eram as autoridades da corporação, passou o homem rapidamente para o regime da produção feita por meio de máquinas, dentro de grandes fábricas. Não houve uma gradativa adaptação entre as duas situações sociais. Houve, isto sim, uma súbita modificação de situação, provocada por dois aspectos:1. A transferência da habilidade do artesão para a máquina, que passou a produzir com maior rapidez, maior quantidade e melhor qualidade, possibilitando uma redução no custo da produção.2. A substituição da força do animal ou do ser humano pela maior potência da máquina a vapor (e posteriormente pelo motor), que permitia maior produção e economia.Os proprietários de oficinas, que não estavam em condições financeiras de adquirir máquinas e maquinizar a sua produção, foram obrigados, por força da concorrência, a trabalhar para outros proprietários de oficinas que possuíam a maquinaria necessária. Esse fenômeno da maquinização das oficinas - rápido e intenso - provocou uma série de fusões de pequenas oficinas que passaram a integrar outras maiores que, aos poucos, foram crescendo e se transformando em fábricas.Esse crescimento foi acelerado graças ao abaixamento dos custos de produção que propiciou preços competitivos e um alargamento do mercado consumidor da época. Isso aumentou a demanda de produtos e, ao contrário do que se previa na ocasião, as máquinas não substituíram totalmente o homem, mas deram-lhe melhores condições de produção. O homem foi substituído pela máquina naquelas tarefas em que se podia automatizar e acelerar pela repetição. Com o aumento dos mercados, decorrente da popularização dos preços, as fábricas passaram a exigir grandes contingentes humanos. Aumentou a necessidade de volume e de qualidade dos recursos humanos. A mecanização do trabalho levou à divisão do trabalho e à simplificação das operações, fazendo com que os ofícios tradicionais fossem substituídos por tarefas semi-automatizadas e repetitivas, que podiam ser executadas com facilidade por pessoas sem nenhuma qualificação e com enorme simplicidade de controle. A unidade doméstica de produção, ou seja, a oficina, o artesanato em família, desapareceu com a súbita e violenta competição, surgindo dai uma pluralidade de operários e de máquinas nas fábricas. Com a concentração de indústrias e fusão das pequenas oficinas alimentadas pelo fenômeno da competição, grandes contingentes de operários passaram a trabalhar juntos, durante as jornadas diárias de trabalho, que se estendiam por 12 ou 13 horas de labor, dentro de condições ambientais perigosas e insalubres, provocando acidentes e doenças em larga escala. O crescimento industrial era improvisado e totalmente baseado no empirismo, uma vez que a situação era totalmente nova e desconhecida. Ao mesmo tempo em que intensa migração de mão-de-obra se desenvolvia dos campos agrícolas para os centros industriais, surge um surto acelerado de urbanização, também sem nenhum planejamento ou orientação. Ao mesmo tempo em que o capitalismo se consolida, cresce o volume de uma nova classe social: o proletariado. As transações se multiplicam e a demanda de mão-de-obra nas minas, nas usinas siderúrgicas e nas fábricas aumenta substancialmente. Com isso, os proprietários passam a enfrentar os novos problemas de gerência, improvisando suas decisões e sofrendo os erros de administração ou de uma nascente tecnologia. Obviamente esses erros, em muitos casos, eram cobertos pela mínima paga aos trabalhadores, cujos salários eram baixíssimos. A par do baixo padrão de vida, da promiscuidade nas fábricas e dos tremendos riscos de graves acidentes, o longo período de trabalho em conjunto permitia uma interação mais estreita entre os trabalhadores e uma crescente conscientização da precariedade de suas condições de vida e de trabalho e da intensa exploração por uma classe social economicamente melhor favorecida. As primeiras tensões entre a classe operária e os proprietários de indústrias não tardaram a aparecer. Os próprios Estados passaram a intervir em alguns aspectos das relações entre operários e fábricas, baixando algumas leis trabalhistas. Em 1802, o governo inglês sanciona uma lei protegendo a saúde dos trabalhadores nas indústrias têxteis. A fiscalização do cumprimento dessa lei era feita voluntariamente pelos pastores protestantes e juizes locais. Outras leis esparsas são impostas aos poucos, na medida em que os problemas vão se agravando.Com a nova tecnologia dos processos de produção e da construção e funcionamento das máquinas, com a crescente legislação que procura defender e proteger a saúde e a integridade física do trabalhador e, conseqüentemente, da coletividade, a administração e a gerência das empresas industriais passaram a ser a preocupação permanente dos seus proprietários. A prática foi lentamente ajudando a selecionar idéias e métodos empíricos. Ao invés de pequenos grupos de aprendizes e artesãos dirigidos por mestres habilitados, o problema agora era o de dirigir batalhões de operários da nova classe proletária que se criou. Ao invés de instrumentos rudimentares de trabalho manual, o problema era o de operar máquinas, cuja complexidade aumentava. Os produtos passaram a ser elaborados em operações parciais que se sucediam, cada uma delas entregue a um grupo de operários especializados em tarefas específicas, estranhos quase sempre às demais outras operações, ignorando até a finalidade da peça ou da tarefa que estavam executando. Essa nova situação contribuiu para apagar da mente do operário o veículo social mais intenso, ou seja, o sentimento de estar produzindo e contribuindo para o bem da sociedade. O capitalista passou a distanciar-se dos seus operários e a considerá-los uma enorme massa anônima, ao mesmo tempo em que os agrupamentos sociais, mais condensados nas empresas, geravam problemas sociais e reivindicativos, ao lado de outros problemas de rendimento do trabalho e do equipamento que necessitavam de uma rápida e adequada solução. A principal preocupação dos empresários se fixava logicamente na melhoria dos aspectos mecânicos e tecnológicos da produção, com o objetivo de produzir quantidades maiores de produtos melhores e de menor custo. A gestão do pessoal e a coordenação do esforço produtivo eram aspectos de pouca ou nenhuma importância. Assim, a Revolução Industrial, embora tenha provocado uma profunda modificação na estrutura empresarial e econômica da época, não chegou a influenciar diretamente os princípios de administração das empresas então utilizados. Os dirigentes de empresas simplesmente trataram de cuidar como podiam ou como sabiam das demandas de uma economia em rápida expansão e carente de especialização. Alguns empresários baseavam as suas decisões em modelos as organizações militares ou eclesiásticas bem-sucedidas nos séculos anteriores.A utilização capitalista das máquinas no sistema fabril intensifica o caráter social do trabalho, implicando em:a) ritmos rígidos;b) normas de comportamento estritas;c) maior interdependência mútua.A máquina impõe como absolutamente necessário o caráter cooperativo do trabalho, a necessidade de uma regulação social. Porém, o uso capitalista das máquinas leva a uma direção autoritária, à regulamentação administrativa sobre o operário, tendo em vista a extorsão da mais-valia pelos membros do quadro administrativo, executivos, diretores, supervisores, capatazes. Os patrões conseguem fazer passar por simples regulamentação social o que na realidade é o seu código autoritário. Direção autoritária é objetivo capitalista que, pela chamada "racionalização do trabalho" e controle do comportamento do operário, define as garantias da cooperação. Para obter cooperação na indústria, as funções diretivas transformam-se de normas de controle em normas de repressão.A principal conseqüência disto tudo é que a organização e a empresa modernas nasceram com a Revolução Industrial, graças a um grande número de fatores, dentre os quais podemos destacar principalmente:a) a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média;b) o avanço tecnológico, graças às aplicações dos progressos científicos à produção, com a descoberta de novas formas de energia e a possibilidade de uma enorme ampliação de mercados;c) a substituição do trabalho artesanal pelo trabalho de tipo industrial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-5950076037807758340?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/5950076037807758340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/revolucao-industrial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5950076037807758340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5950076037807758340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/revolucao-industrial.html' title='A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-7493430404119615064</id><published>2009-06-30T23:27:00.002-03:00</published><updated>2009-06-30T23:54:38.502-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WALRAS'/><title type='text'>LEON WALRAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkrJvMX_uDI/AAAAAAAAACQ/uUHAHahPpTs/s1600-h/LeonWalras1.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353312919696160818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 191px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkrJvMX_uDI/AAAAAAAAACQ/uUHAHahPpTs/s320/LeonWalras1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;LEON WALRAS&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Economista francês, nascido em 1834 e falecido em 1910, é conhecido a nível da teoria económica pelos importantes contributos que deixou na análise do conceito de utilidade marginal e do equilíbrio geral de uma economia.Filho de um economista (Auguste Walras), o seu percurso profissional foi extremamente variado, incluindo nomeadamente profissão como jornalista, professor, empregado dos caminhos-de-ferro, director bancário e romancista. A etapa mais importante da sua carreira profissional foi, no entanto, como professor de Economia na Universidade de Lausanne, na Suíça, qualidade na qual desenvolveu a maioria dos seus estudos.A forte utilização da matemática nos seus estudos foi um traço marcante de Walras, facto que fez com que tenha ficado conhecido, juntamente com Vilfredo Pareto, também professor na Universidade de Lausanne, como fundador da escola matemática da Economia.Walras é também considerado um marginalista, na medida em que utilizou e desenvolveu nos seus estudos o conceito de utilidade marginal como fonte do valor dos bens e serviços de uma economia. O seu trabalho a este nível foi mais ou menos simultâneo com os de William Stanley Jevons e Carl Menger.No entanto, aquele que é considerado como principal contributo de Walras para a ciência económica é o seu trabalho ao nível da teoria do equilíbrio geral, ou seja, da forma como uma determinada economia na qual existe uma multiplicidade de bens pode atingir o equilíbrio geral. Embora não totalmente coroado de sucesso, os estudos de Walras a este nível partiram da criação de um sistema de equações simultâneas, em que o número de equações era igual ao de variáveis desconhecidas. Resolvido o sistema, obter-se-ia os valores das quantidades e preços de equilíbrio. A determinação individual da quantidade e do preço foi um dos maiores contributos do raciocínio de Walras.Walras ficou ainda conhecido pela definição de um processo mais prático para que um determinado mercado pudesse atingir o equilíbrio, tendo em conta que o equilíbrio geral conforme delimitado matematicamente poderia não ser exequível. Denominou o referido processo de "tâtonnement" (tactear), descrevendo-o como a sequência em que um preço era anunciado, provocando o surgimento de propostas por parte dos intervenientes que, pela sua interacção, fariam com que se atingisse um preço de equilíbrio.A sua principal obra foi Élements d'Économie Politique Pure, publicada em 1903, e que contém uma versão simplificada dos seus estudos realizados anteriormente (na última década do século XIX).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;SITES CONSULTADOS&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.infopedia.pt/$leon-walras"&gt;http://www.infopedia.pt/$leon-walras&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9on_Walras"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9on_Walras&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-7493430404119615064?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/7493430404119615064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/leon-walras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/7493430404119615064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/7493430404119615064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/leon-walras.html' title='LEON WALRAS'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkrJvMX_uDI/AAAAAAAAACQ/uUHAHahPpTs/s72-c/LeonWalras1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-1151594819907659947</id><published>2009-06-30T23:02:00.005-03:00</published><updated>2009-06-30T23:55:08.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MENGER'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ECONOMISTAS NEOCLASSICOS'/><title type='text'>CARL MENGER</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkrEh8RiY3I/AAAAAAAAACI/1iJZ8F_I94U/s1600-h/Menger.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353307194477667186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkrEh8RiY3I/AAAAAAAAACI/1iJZ8F_I94U/s320/Menger.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CARL MENGER&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Nova Sandec, 23 de fevereiro de 1840 — Viena, 27 de fevereiro de 1921) foi um economista austríaco, fundador da &lt;a title="Escola austríaca" href="http://www.libertarianismo.com/LibertyPedia/index.php/Escola_austr%C3%ADaca"&gt;escola austríaca&lt;/a&gt;. Desenvolveu uma teoria subjetiva do valor, a &lt;a title="Revolução marginalista" href="http://www.libertarianismo.com/LibertyPedia/index.php/Revolu%C3%A7%C3%A3o_marginalista"&gt;teoria da utilidade marginal&lt;/a&gt;, ligando-a à satisfação dos desejos humanos, e que refutou a &lt;a title="Teoria do valor-trabalho" href="http://www.libertarianismo.com/LibertyPedia/index.php/Teoria_do_valor-trabalho"&gt;teoria do valor-trabalho&lt;/a&gt;, desenvolvida pelos economistas clássicos &lt;a title="Adam Smith" href="http://www.libertarianismo.com/LibertyPedia/index.php/Adam_Smith"&gt;Adam Smith&lt;/a&gt; e &lt;a title="David Ricardo" href="http://www.libertarianismo.com/LibertyPedia/index.php/David_Ricardo"&gt;David Ricardo&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Menger nasceu a 28 de fevereiro de 1840 em Nova Sandec, na Galícia, território atualmente pertencente a Polônia. Seu pai era advogado e provinha de uma antiga família austríaca de artesãos, músicos, funcionários públicos e militares, a qual somente uma geração antes emigrara dos territórios alemães da Boêmia para as províncias do leste. Seu avô materno, comerciante da Boêmia que durante as guerras napoleônicas adquirira patrimônio considerável, comprara uma grande propriedade agrícola na Galícia ocidental. Foi ali que Carl Menger passou grande parte de sua juventude, presenciando, antes de 1848, ainda a fase final da servidão camponesa, que nessa região da Austria se conservou durante mais tempo do que em qualquer outra parte da Europa, exceto a Rússia. Juntamente com seus irmãos - Anton, que mais tarde escreveu sobre Direito e Socialismo, foi renomado autor do livro Das Recht auf den vollen Arbeitsertrag (O Direito à Plena Remuneração do Trabalho) e seu colega na Faculdade de Direito da Universidade de Viena, e Max, seu outro irmão, na época um conhecido parlamentar que escreveu sobre problemas sociais - Carl estudou nas Universidades de Viena (1859-1860) e Praga (1860-1863). Depois de seu doutoramento em Cracóvia, atuou primeiro como jornalista, escrevendo para os jornais - em Lemberg, e mais tarde em Viena - sobre assuntos diversos, mas nunca referentes apenas à Economia. Após alguns anos, entrou para o funcionalismo público administrativo no Departamento de Imprensa do Conselho de Ministros, ocupando o cargo que sempre representou uma posição especial no serviço público da Áustria e atraiu muitos homens de talento.&lt;br /&gt;Wieser conta que Menger um dia lhe relatou caber-lhe, entre outras coisas, a tarefa de escrever para um orgão oficial, a Wiener Zeitung, resenhas sobre a situação do mercado e que, ao estudar os relatório de mercado, se deu conta do marcante contraste existente entre as teorias tradicionais sobre os preços e os fatos que pessoas de experiência prática consideravam decisivos para a determinação dos preços. Não sabemos se foi essa razão original que levou Menger a dedicar-se ao estudo do problema da determinação dos preços, ou se - o que é mais provável - essa circunstância apenas imprimiu nova orientação aos estudos que já vinha fazendo desde os tempos de universidade. Entretanto, é difícil pôr em dúvida que de 1867/1868 até a data de publicação dos Princípios de Economia Política ele tenha trabalhado intensivamente na solução desses problemas e tenha protelado a publicação até o momento em que o sistema, como teoria, lhe parecera plenamente elaborado. &lt;/div&gt;&lt;a name="Princ.C3.ADpios_de_Economia_Pol.C3.ADtica"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Princípios de Economia Política&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Segundo se conta, Menger teria dito uma vez que escrevera os Princípios em um estado de excitação doentia. Dificilmente isso significa que sua obra seja o resultado de uma inspiração repentina, e que tenha sido planejada e escrita com grande pressa. Poucos são os livros que passaram por uma preparação mais cuidadosa do que esse, e raramente qualquer esboço de idéia foi planejado e seguido mais conscienciosamente em todas suas ramificações e detalhes. O pequeno volume editado na primavera de 1871 fora projetado de início como parte introdutória de uma obra mais extensa. Menger tratava as questões fundamentais, com relação a cuja solução não concordava com a opinião vigente, com a devida minuciosidade capaz de dar-lhe a certeza de estar construindo em terreno absolutamente seguro. Problemas tratados nessa "primeira parte, de natureza geral" (como se lê na página em que figura o título da obra): condições que levam à ação econômica, valor de troca, preços e dinheiro. Com base em anotações manuscritas de Menger - referidas por seu filho, após mais de 50 anos, na introdução à segunda edição - sabemos que a segunda parte da obra deveria tratar de juros, salários, renda, receita, crédito e papel-moeda", enquanto a terceira parte "aplicada" deveria tratar da teoria da produção e do comércio, e a quarta parte estaria destinada a crítica do sistema econômico vigente e à discussão de sugestões para a reforma econômica.&lt;br /&gt;Seu objetivo primordial, como está expresso no Prólogo do Autor, era desenvolver uma teoria homogênea sobre o preço, capaz de explicar todos os fenômenos relativos a preços e, sobretudo, a juros, salário e renda, com base em um enfoque unitário. Todavia, mais da metade do volume se ocupa com assuntos que só preparam o caminho para essa tarefa principal que imprimiu à nova Escola sua característica peculiar, ou seja, a concepção de valor, em seu sentido subjetivo e pessoal. E a esse ponto ele só chega após revisão profunda dos conceitos fundamentais que se impõem ao trabalho de análise dos fenômenos da vida econômica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;SITES CONSULTADOS&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.libertarianismo.com/LibertyPedia/index.php/Carl_Menger"&gt;http://www.libertarianismo.com/LibertyPedia/index.php/Carl_Menger&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Menger"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Menger&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-1151594819907659947?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/1151594819907659947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/pensadores-neoclassicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/1151594819907659947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/1151594819907659947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/pensadores-neoclassicos.html' title='CARL MENGER'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkrEh8RiY3I/AAAAAAAAACI/1iJZ8F_I94U/s72-c/Menger.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-3297211954807745076</id><published>2009-06-29T22:26:00.006-03:00</published><updated>2009-06-30T23:55:43.733-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ECONOMISTAS CLASSICOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='KARL MARX'/><title type='text'>KARL MARX</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkltFxKy-rI/AAAAAAAAABw/Pc3niCkWy0M/s1600-h/Marx.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352929577971940018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 282px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkltFxKy-rI/AAAAAAAAABw/Pc3niCkWy0M/s320/Marx.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KARL MARX&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Economista, filósofo e socialista alemão, Karl Marx nasceu em Trier em 5 de Maio de 1818 e morreu em Londres a 14 de Março de 1883. Estudou na universidade de Berlim, principalmente a filosofia hegeliana, e formou-se em Iena, em 1841, com a tese Sobre as diferenças da filosofia da natureza de Demócrito e de Epicuro. Em 1842 assumiu a chefia da redação do Jornal Renano em Colônia, onde seus artigos radical-democratas irritaram as autoridades. Em 1843, mudou-se para Paris, editando em 1844 o primeiro volume dos Anais Germânico-Franceses, órgão principal dos hegelianos da esquerda. Entretanto, rompeu logo com os líderes deste movimento, Bruno Bauer e Ruge.&lt;br /&gt;Em 1844, conheceu em Paris Friedrich Engels, começo de uma amizade íntima durante a vida toda. Foi, no ano seguinte, expulso da França, radicando-se em Bruxelas e participando de organizações clandestinas de operários e exilados. Ao mesmo tempo em que na França estourou a revolução, em 24 de fevereiro de 1848, Marx e Engels publicaram o folheto O Manifesto Comunista, primeiro esboço da teoria revolucionária que, mais tarde, seria chamada marxista. Voltou para Paris, mas assumiu logo a chefia do Novo Jornal Renano em colônia, primeiro jornal diário francamente socialista.&lt;br /&gt;Depois da derrota de todos os movimentos revolucionários na Europa e o fechamento do jornal, cujos redatores foram denunciados e processados, Marx foi para Paris e daí expulso, para Londres, onde fixou residência. Em Londres, dedicou-se a vastos estudos econômicos e históricos, sendo freqüentador assíduo da sala de leituras do British Museum. Escrevia artigos para jornais norte-americanos, sobre política exterior, mas sua situação material esteve sempre muito precária. Foi generosamente ajudado por Engels, que vivia em Manchester em boas condições financeiras.&lt;br /&gt;Em 1864, Marx foi co-fundador da Associação Internacional dos Operários, depois chamada I Internacional, desempenhando dominante papel de direção. Em 1867 publicou o primeiro volume da sua obra principal, O Capital. Dentro da I Internacional encontrou Marx a oposição tenaz dos anarquistas, liderados por Bakunin, e em 1872, no Congresso de Haia, a associação foi praticamente dissolvida. Em compensação, Marx podia patrocinar a fundação, em 1875, do Partido Social-Democrático alemão, que foi, porém, logo depois, proibido. Não viveu bastante para assistir às vitórias eleitorais deste partido e de outros agrupamentos socialistas da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiros trabalhos:&lt;br /&gt;Entre os primeiros trabalhos de Marx, foi antigamente considerado como o mais importante o artigo Sobre a crítica da Filosofia do direito de Hegel, em 1844, primeiro esboço da interpretação materialista da dialética hegeliana. Só em 1932 foram descobertos e editados em Moscou os Manuscritos Econômico-Filosóficos, redigidos em 1844 e deixa-os inacabados. É o esboço de um socialismo humanista, que se preocupa principalmente com a alienação do homem; sobre a compatibilidade ou não deste humanismo com o marxismo posterior, a discussão não está encerrada. Em 1888 publicou Engels as Teses sobre Feuerbach, redigidas por Marx em 1845, rejeitando o materialismo teórico e reivindicando uma filosofia que, em vez de só interpretar o mundo, também o modificaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marx e Engels escreveram juntos em 1845 A Sagrada Família, contra o hegeliano Bruno Bauer e seus irmãos. Também foi obra comum A Ideologia alemã (1845-46), que por motivo de censura não pôde ser publicada (edição completa só em 1932); é a exposição da filosofia marxista. Marx sozinho escreveu A Miséria da Filosofia (1847), a polêmica veemente contra o anarquista francês Proudhon. A última obra comum de Marx e Engels foi em 1847 O Manifesto Comunista, breve resumo do materialismo histórico e apelo à revolução.&lt;br /&gt;O 18 Brumário de Luís Bonaparte foi publicado em 1852 em jornais e em 1869 como livro. É a primeira interpretação de um acontecimento histórico no caso o golpe de Estado de Napoleão III, pela teoria do materialismo histórico. Entre os escritos seguintes de Marx Sobre a crítica da economia política em 1859 é, embora breve, também uma crítica da civilização moderna, escrito de transição entre o manuscrito de 1844 e as obras posteriores. A significação dessa posição só foi esclarecida pela publicação (em Moscou, 1939-41, e em Berlim, 1953) de mais uma obra inédita: Esboço de crítica da economia política, escritos em Londres entre 1851 e 1858 e depois deixados sem acabamento final.&lt;br /&gt;Em 1867 publicou Marx o primeiro volume de sua obra mais importante: O Capital. É um livro principalmente econômico, resultado dos estudos no British Museum, tratando da teoria do valor, da mais-valia, da acumulação do capital etc. Marx reuniu documentação imensa para continuar esse volume, mas não chegou a publicá-lo. Os volumes II e III de O Capital foram editados por Engels, em 1885 e em 1894. Outros textos foram publicados por Karl Kautsky como volume IV (1904-10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Marx era, antes de tudo, um revolucionário. Sua verdadeira missão na vida era contribuir, de um modo ou de outro, para a derrubada da sociedade capitalista e das instituições estatais por esta suscitadas, contribuir para a libertação do proletariado moderno, que ele foi o primeiro a tornar consciente de sua posição e de suas necessidades, consciente das condições de sua emancipação. A luta era seu elemento. E ele lutou com uma tenacidade e um sucesso com quem poucos puderam rivalizar. (...) Como conseqüência, Marx foi o homem mais odiado e mais caluniado de seu tempo. Governos, tanto absolutistas como republicanos, deportaram-no de seus territórios. Burgueses, quer conservadores ou ultrademocráticos, porfiavam entre si ao lançar difamações contra ele. Tudo isso ele punha de lado, como se fossem teias de aranha, não tomando conhecimento, só respondendo quando necessidade extrema o compelia a tal. E morreu amado, reverenciado e pranteado por milhões de colegas trabalhadores revolucionários - das minas da Sibéria até a Califórnia, de todas as partes da Europa e da América - e atrevo-me a dizer que, embora, muito embora, possa ter tido muitos adversários, não teve nenhum inimigo pessoal. "&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Críticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica ao pensamento de Marx iniciou-se desde a publicação de suas primeiras obras e prossegue - principalmente entre seus seguidores e intelectuais preocupados em conhecer, desenvolver e discutir a atualidade de suas idéias.&lt;br /&gt;Em &lt;a title="Miséria do historicismo (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Mis%C3%A9ria_do_historicismo&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;Miséria do historicismo&lt;/a&gt; (&lt;a title="1935" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1935"&gt;1935&lt;/a&gt;, &lt;a title="1944" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1944"&gt;1944&lt;/a&gt;), &lt;a title="Karl Popper" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Popper"&gt;Karl Popper&lt;/a&gt; discorda de Marx quanto à história ser regida por leis que, se compreendidas, podem servir para se antecipar o futuro. Segundo Popper, a história não pode obedecer a leis e a idéia de "lei histórica" é uma contradição em si mesma. Já em &lt;a title="A sociedade aberta e seus inimigos (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=A_sociedade_aberta_e_seus_inimigos&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;A sociedade aberta e seus inimigos&lt;/a&gt; (&lt;a title="1945" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1945"&gt;1945&lt;/a&gt;), Popper afirma que o &lt;a title="Historicismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Historicismo"&gt;historicismo&lt;/a&gt; conduz necessariamente a uma sociedade "tribal" e "fechada", com total desprezo pelas liberdades individuais.&lt;br /&gt;Todavia há dúvidas se Marx teria realmente baseado sua teoria em um "historicismo", nos termos colocados por Popper. Argumenta-se que Marx, seguindo uma tradição inaugurada por &lt;a title="Maquiavel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maquiavel"&gt;Maquiavel&lt;/a&gt; e &lt;a title="Hobbes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hobbes"&gt;Hobbes&lt;/a&gt;, busca nos interesses e necessidades concretas dos indivíduos, ao longo da História, a causa fundamental das ações humanas - em oposição às idéias políticas e morais abstratas. Ele não parece supor que esta busca de realização de interesses tenha conseqüências predeterminadas. Tal interpretação, provavelmente influenciada pelo &lt;a title="Evolucionismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolucionismo"&gt;evolucionismo&lt;/a&gt; &lt;a title="Darwinismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Darwinismo"&gt;darwinista&lt;/a&gt;, na &lt;a title="Exegese" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Exegese"&gt;exegese&lt;/a&gt; póstuma do pensamento marxiano, é creditada ao "papa" da &lt;a title="Social-Democracia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Social-Democracia"&gt;Social-Democracia&lt;/a&gt; alemã, &lt;a title="Karl Kautsky" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Kautsky"&gt;Karl Kautsky&lt;/a&gt;, no final do &lt;a title="Século XIX" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XIX"&gt;século XIX&lt;/a&gt;. A interpretação kautskista seria contestada, de várias formas, por &lt;a title="Eduard Bernstein" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduard_Bernstein"&gt;Bernstein&lt;/a&gt;, &lt;a title="Rosa Luxemburgo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rosa_Luxemburgo"&gt;Rosa Luxemburgo&lt;/a&gt;, &lt;a title="Lenin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lenin"&gt;Lenin&lt;/a&gt;, &lt;a title="Leon Trótski" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Leon_Tr%C3%B3tski"&gt;Trotsky&lt;/a&gt; e &lt;a title="Gramsci" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gramsci"&gt;Gramsci&lt;/a&gt;, entre outros.&lt;br /&gt;Popper considera Marx como "não-científico" também porque sua teoria não é passível de contestação. Uma teoria científica tem que ser falseável - caso contrário, é incluída no campo das &lt;a title="Crença" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cren%C3%A7a"&gt;crenças&lt;/a&gt; ou &lt;a title="Ideologia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ideologia"&gt;ideologias&lt;/a&gt;. Resta saber, é claro, se afirmações sobre &lt;a title="Fatos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fatos"&gt;fatos&lt;/a&gt; históricos, necessariamente únicos, podem ser, nos termos de Popper, falsificáveis.&lt;br /&gt;&lt;a title="Ludwig von Mises" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_von_Mises"&gt;Ludwig von Mises&lt;/a&gt;, em "Ação Humana – um tratado de Economia" (&lt;a title="1949" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1949"&gt;1949&lt;/a&gt;), demonstrou a impossibilidade de se organizar uma economia nos moldes socialistas, pela ausência do sistema de preços, que funciona como sinalizador aos empreendedores acerca das necessidades dos consumidores. Mises também refinou argumentos formulados por Eugen von Böhm-Bawerk na obra "Marxism Unmasked: From Delusion to Destruction".&lt;br /&gt;&lt;a title="Raymond Aron" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Raymond_Aron"&gt;Raymond Aron&lt;/a&gt;, em &lt;a title="O ópio dos intelectuais" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_%C3%B3pio_dos_intelectuais"&gt;O ópio dos intelectuais&lt;/a&gt;, (&lt;a title="1955" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1955"&gt;1955&lt;/a&gt;) criticou de forma agressiva os intelectuais seguidores de Marx e condenou a teoria da revolução e o &lt;a title="Determinismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Determinismo"&gt;determinismo&lt;/a&gt; histórico.&lt;br /&gt;&lt;a title="Eric Voegelin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eric_Voegelin"&gt;Eric Voegelin&lt;/a&gt; talvez seja um dos críticos mais severos de Karl Marx. No seu livro “Reflexões Autobiográficas” relata que, induzido pela onda de interesse sobre a Revolução Russa de 1917, estudou “O Capital” de Marx e foi marxista entre agosto e dezembro de 1919. Porém, durante seu curso universitário, ao estudar disciplinas de teoria econômica e história da teoria econômica aprendera o que estava errado em Marx.&lt;br /&gt;Voegelin afirma que Marx comete uma grave distorção ao escrever sobre Hegel. Como prova de sua afirmação cita os editores dos Frühschiften [Escritos de Juventude] de Karl Marx (Kröner, 1955), especialmente Siegfried Landshut, que dizem o seguinte sobre o estudo feito por Marx da “Filosofia do Direito” de Hegel:&lt;br /&gt;“Ao equivocar-se deliberadamente sobre Hegel, se nos é dado falar desta maneira, Marx transforma todos os conceitos que Hegel concebeu como predicados da idéia em anunciados sobre fatos”.&lt;br /&gt;Para Voegelin, ao equivocar-se deliberadamente sobre Hegel, Marx pretendia sustentar uma ideologia que lhe permitisse apoiar a violência contra seres humanos afetando indignação moral e, por isso, Voegelin considera Karl Marx um mistificador deliberado. Afirma que o charlatanismo de Marx reside também na terminante recusa de dialogar com o argumento etiológico de &lt;a title="Aristóteles" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teles"&gt;Aristóteles&lt;/a&gt;. Argumenta que, embora tenha recebido uma excelente formação filosófica, Marx sabia que o problema da etiologia na existência humana era central para uma filosofia do homem e que, se quisesse destruir a humanidade do homem fazendo dele um “homem socialista”, Marx precisava repelir a todo custo o argumento etiológico.&lt;br /&gt;Segundo Voegelin, Marx e Engels enunciam um disparate ao iniciarem o &lt;a title="Manifesto Comunista" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesto_Comunista"&gt;Manifesto Comunista&lt;/a&gt; com a afirmação categórica de que toda a história social até o presente foi a história da &lt;a title="Luta de classes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luta_de_classes"&gt;luta de classes&lt;/a&gt;. Eles sabiam, desde o colégio, que outras lutas existiram na história, como as &lt;a title="Guerras Médicas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_M%C3%A9dicas"&gt;Guerras Médicas&lt;/a&gt;, as conquistas de Alexandre, a &lt;a title="Guerra do Peloponeso" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Peloponeso"&gt;Guerra do Peloponeso&lt;/a&gt;, as &lt;a title="Guerras Púnicas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_P%C3%BAnicas"&gt;Guerras Púnicas&lt;/a&gt; e a expansão do &lt;a title="Império Romano" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Romano"&gt;Império Romano&lt;/a&gt;, as quais decididamente nada tiveram de &lt;a title="Luta de classes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luta_de_classes"&gt;luta de classes&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Voegelin diz que Marx levanta questões que são impossíveis de serem resolvidas pelo "homem socialista". Também alega que Marx conduz a uma realidade alternativa, a qual não tem necessariamente nenhum vínculo com a realidade objetiva do sujeito. Segundo Voeglin, quando a realidade entra em conflito com Marx, ele descarta a realidade.&lt;br /&gt;Finalmente, uma questão de ordem prática, iniciada décadas atrás, foi suscitada pelo &lt;a title="Stalinismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Stalinismo"&gt;stalinismo&lt;/a&gt;, notadamente os expurgos, os &lt;a title="Gulag" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gulag"&gt;gulags&lt;/a&gt; e o &lt;a title="Genocídio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Genoc%C3%ADdio"&gt;genocídio&lt;/a&gt; na antiga &lt;a title="União Soviética" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Sovi%C3%A9tica"&gt;União Soviética&lt;/a&gt;, que tiveram grande repercusão sobre o pensamento marxista europeu e os partidos comunistas ocidentais. Discutia-se até que ponto Marx poderia ser responsabilizado pelas diferentes "leituras" de sua obra (e respectivos efeitos colaterais) ou se tais práticas seriam resultantes de uma visão deturpada das idéias marxianas. Com o final da &lt;a title="Guerra fria" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_fria"&gt;guerra fria&lt;/a&gt;, o debate tornou-se menos polarizado. Todavia a discusão acerca do futuro do &lt;a title="Capitalismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo"&gt;capitalismo&lt;/a&gt; - ou da &lt;a title="Humanidade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Humanidade"&gt;Humanidade&lt;/a&gt; - prossegue.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx#cite_note-12#cite_note-12"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-3297211954807745076?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/3297211954807745076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/karl-marx-economista-filosofo-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/3297211954807745076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/3297211954807745076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/karl-marx-economista-filosofo-e.html' title='KARL MARX'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SkltFxKy-rI/AAAAAAAAABw/Pc3niCkWy0M/s72-c/Marx.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-3358214704565179984</id><published>2009-06-11T23:20:00.006-03:00</published><updated>2009-06-30T23:56:08.320-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONFERENCIA DE BRETTON WOODS'/><title type='text'>AS CONFERÊNCIAS DE BRETTON WOODS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;AS CONFERÊNCIAS DE BRETTON WOODS &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Definindo o Sistema Bretton Woods de gerenciamento econômico internacional, estabeleceram em Julho de &lt;/span&gt;&lt;a title="1944" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1944"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1944&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo. O sistema Bretton Woods foi o primeiro exemplo, na história mundial, de uma ordem monetária totalmente negociada, tendo como objetivo governar as relações monetárias entre Nações-Estado independentes.&lt;br /&gt;Preparando-se para reconstruir o &lt;/span&gt;&lt;a title="Capitalismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;capitalismo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; mundial enquanto a &lt;/span&gt;&lt;a title="Segunda Guerra Mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segunda Guerra Mundial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ainda grassava, 730 delegados de todas as 44 nações aliadas encontraram-se no Mount Washington Hotel, em Bretton Woods, &lt;/span&gt;&lt;a title="New Hampshire" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/New_Hampshire"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;New Hampshire&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, para a Conferência monetária e financeira das Nações Unidas. Os delegados deliberaram e finalmente assinaram o Acordo de Bretton Woods (Bretton Woods Agreement) durante as primeiras três semanas de &lt;/span&gt;&lt;a title="Julho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Julho"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;julho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de 1944. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;OS ACORDOS&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Definindo um sistema de regras, instituições e procedimentos para regular a política econômica internacional, os planificadores de Bretton Woods estabeleceram o &lt;/span&gt;&lt;a title="Banco Mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Mundial"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (International Bank for Reconstruction and Development, ou BIRD) (mais tarde dividido entre o &lt;/span&gt;&lt;a title="Banco Mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Mundial"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Banco Mundial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e o "Banco para investimentos internacionais") e o &lt;/span&gt;&lt;a title="Fundo Monetário Internacional" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_MonetÃ¡rio_Internacional"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fundo Monetário Internacional&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (FMI). Essas organizações tornaram-se operacionais em &lt;/span&gt;&lt;a title="1946" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1946"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1946&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, depois que um número suficiente de países ratificou o acordo.&lt;br /&gt;As principais disposições do sistema Bretton Woods foram, primeiramente, a obrigação de cada país adotar uma &lt;/span&gt;&lt;a title="Política monetária" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/PolÃ&amp;shy;tica_monetÃ¡ria"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;política monetária&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; que mantivesse a &lt;/span&gt;&lt;a title="Taxa de câmbio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Taxa_de_cÃ¢mbio"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;taxa de câmbio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de suas &lt;/span&gt;&lt;a title="Moeda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moeda"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moedas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; dentro de um determinado valor indexado ao dólar —mais ou menos um por cento— cujo valor, por sua vez, estaria ligado ao &lt;/span&gt;&lt;a title="Ouro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ouro"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ouro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; numa base fixa de 35 dólares por onça Troy, e em segundo lugar, a provisão pelo FMI de financiamento para suportar dificuldades temporárias de pagamento. Em &lt;/span&gt;&lt;a title="1971" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1971"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1971&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, diante de pressões crescentes na demanda global por ouro, &lt;/span&gt;&lt;a title="Richard Nixon" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Nixon"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Richard Nixon&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, então presidente dos Estados Unidos, suspendeu unilateralmente o sistema de Bretton Woods, cancelando a conversibilidade direta do dólar em ouro.&lt;/span&gt;&lt;a name="As_origens_do_sistema_Bretton_Woods"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;AS ORIGENS DO SISTEMA BRETTON WOODS&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As bases políticas do sistema Bretton Woods podem ser encontradas na confluência de várias condições principais: as experiências comuns da &lt;/span&gt;&lt;a title="Grande Depressão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_DepressÃ£o"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Grande Depressão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, a concentração de poder em um pequeno número de Estados e a presença de uma potência dominante querendo (e capaz de) assumir um papel de liderança.&lt;/span&gt;&lt;a name="As_experi.C3.AAncias_da_Grande_Depress.C"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;AS EXPERIÊNCIAS DA GRANDE DEPRESSÃO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Um alto nível de concordância entre os países sobre as metas e meios do gerenciamento econômico internacional facilitou em muito as decisões tomadas pela Conferência de Bretton Woods. A fundação daquele acordo foi uma crença comum no &lt;/span&gt;&lt;a title="Capitalismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Capitalismo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; intervencionista. Apesar de os países desenvolvidos diferirem quanto ao tipo de intervenções que preferiam para suas economias nacionais (a &lt;/span&gt;&lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FranÃ§a"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;França&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, por exemplo, preferia um maior planejamento e intervenção estatal, enquanto os Estados Unidos eram favoráveis a uma intervenção estatal mais limitada), todos, no entanto, baseavam-se predominantemente em mecanismos de mercado e na noção de propriedade privada.&lt;br /&gt;Assim, foram as semelhanças, mais do que as diferenças, que foram postas em evidência. Todos os governos participantes de Bretton Woods concordavam que o caos monetário do período entre-guerras forneceu valiosas lições.&lt;br /&gt;A experiência da Grande Depressão, quando a proliferação de controles e barreiras de comércio levaram ao desastre econômico, estava fresca na memória dos participantes. Os conferencistas esperavam evitar a repetição da debandada dos &lt;/span&gt;&lt;a title="Década de 1930" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DÃ©cada_de_1930"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;anos 30&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, quando os controles das trocas minaram o sistema internacional de pagamentos, base do comércio mundial. A política de "beggar-thy-neighbor" ("empobrece teu vizinho") dos governos dos anos 30—usando tarifas alfandegárias a fim de aumentar a competitividade de seus produtos de exportação e, assim, reduzir os déficits da balança de pagamentos—ocasionaram espirais &lt;/span&gt;&lt;a title="Deflação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DeflaÃ§Ã£o"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;deflacionárias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; que resultaram na diminuição da produção, &lt;/span&gt;&lt;a title="Desemprego" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Desemprego"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;desemprego&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; em massa e declínio generalizado do comércio mundial. O comércio nos anos 30 ficou restrito a blocos monetários (grupos de nações que empregavam uma moeda equivalente, como o bloco da "&lt;/span&gt;&lt;a title="Libra esterlina" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Libra_esterlina"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Libra esterlina&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;" do &lt;/span&gt;&lt;a title="Império Britânico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ImpÃ©rio_BritÃ¢nico"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Império Britânico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;). Esses blocos retardaram o fluxo internacional de capitais e as oportunidades de investimentos estrangeiros. Apesar de esta estratégia tender a aumentar o dinheiro arrecadado pelo governo a curto prazo, ela piorou drasticamente a situação a médio e longo prazo.&lt;br /&gt;Assim, para a economia internacional, todos os planificadores de Bretton Woods favoreceram um sistema relativamente liberal, um sistema que se baseasse primeiramente no mercado, com um mínimo de barreiras ao fluxo de comércio e capital privados. Apesar de não estarem inteiramente de acordo sobre a maneira de pôr em prática esse sistema liberal, todos concordavam com um sistema aberto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="Seguran.C3.A7a_econ.C3.B4mica"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;SEGURANÇA ECONÔMICA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Também com base nas experiências do período entre-guerras, os planificadores estadunidenses desenvolveram um conceito de segurança econômica—que um sistema econômico liberal internacional aumentaria as possibilidades de paz no pós-guerra. Um dos que viram tal segurança foi &lt;/span&gt;&lt;a title="Cordell Hull" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cordell_Hull"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cordell Hull&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, o secretário de Estado dos Estados Unidos de &lt;/span&gt;&lt;a title="1933" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1933"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1933&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; a 1944.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bretton_Woods#cite_note-0"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Hull acreditava que as causas fundamentais das duas guerras mundiais estavam na discriminação econômica e guerras comerciais. Especificamente, ele tinha em mente acordos bilaterais de controle de comércio e trocas da &lt;/span&gt;&lt;a title="Alemanha Nazi" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha_Nazi"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alemanha Nazi&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e o sistema de preferência imperial praticado pelo &lt;/span&gt;&lt;a title="Reino Unido" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reino Unido&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (pelo qual membros ou antigos membros do Império britânico beneficiavam de um status comercial especial). Hull argumentava que:&lt;br /&gt;Comércio sem obstáculos associado com paz; altas tarifas, barreiras comerciais e competição econômica injusta, com guerra... se conseguíssemos tornar o comércio mais livre... mais livre no sentido de menos discriminações e obstruções... de tal modo que um país não ficaria mortalmente invejoso de outro e os padrões de vida de todos os países pudessem crescer, eliminando com isso a insatisfação econômica que alimenta a guerra, teríamos uma chance razoável de paz durável.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bretton_Woods#cite_note-1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="O_surgimento_do_intervencionismo_governa"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O SURGIMENTO DO INTERVENCIONISMO GOVERNAMENTAL&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os países desenvolvidos também concordaram que o sistema econômico liberal internacional requeria intervencionismo do governo. Após a Grande Depressão, a administração pública da economia emergiu como uma atividade primeira dos governos de Estados desenvolvidos: emprego, estabilidade e crescimento eram então assuntos importantes da política pública. Com isso, o papel do governo na economia nacional ficou associado com a apropriação, pelo Estado, da responsabilidade de garantir a seus cidadãos um certo grau de bem-estar econômico. O welfare state (estado protetor) nasceu da Grande Depressão, que criou uma necessidade popular de intervencionismo estatal na economia, e das contribuições teóricas da escola econômica &lt;/span&gt;&lt;a title="John Maynard Keynes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Maynard_Keynes"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Keynesiana&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, que defendia a necessidade de intervenção estatal a fim de manter níveis adequados de emprego.&lt;br /&gt;Em âmbito internacional, essas idéias também surgiram da experiência dos &lt;/span&gt;&lt;a title="Década de 1930" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DÃ©cada_de_1930"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;anos 30&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. A prioridade dos objetivos nacionais, a ação independente nacional no período entre-guerras e o fracasso em perceber que esses objetivos nacionais não poderiam ser atingidos sem uma certa forma de colaboração internacional resultaram em políticas de estilo "empobrece teu vizinho" como alta tarificação e desvalorizações competitivas, que contribuíram para a queda da economia, instabilidade política doméstica e guerra internacional. A lição foi, como explica &lt;/span&gt;&lt;a title="Harry Dexter White (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Harry_Dexter_White&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Harry Dexter White&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, adepto do &lt;/span&gt;&lt;a title="New Deal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/New_Deal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;New Deal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e principal arquiteto do sistema Bretton Woods:&lt;br /&gt;a falta de um alto grau de colaboração econômica entre as nações industrializadas... resultará, inevitavelmente, em guerra econômica que será o prelúdio e instigador de guerra militar em uma escala ainda maior.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bretton_Woods#cite_note-2"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Para garantir a estabilidade econômica e a paz política, os Estados concordaram em cooperar para regular o sistema econômico internacional. O pilar da visão estadunidense do mundo pós-guerra era o comércio livre. Liberdade de comércio implicava tarifas baixas e, entre outras coisas, uma balança comercial favorável ao sistema capitalista.&lt;br /&gt;Assim, as economias de mercado mais desenvolvidas aceitaram a visão dos Estados Unidos de gerenciamento econômico internacional do pós-guerra, que foi concebido para criar e manter um sistema monetário internacional efetivo e encorajar a redução de barreiras ao comércio e ao fluxo de capital. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="O_surgimento_da_hegemonia_dos_Estados_Un"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O SURGIMENTO DA HEGEMONIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O gerenciamento econômico internacional baseava-se na potência dominante para dirigir o sistema. A concentração de poder facilitou o gerenciamento na medida em que reduziu o número de atores cujo acordo era necessário para o estabelecimento de regras, instituições e procedimentos e para levar a cabo o gerenciamento dentro dos sistemas em acordo. Esse líder foi os Estados Unidos da América. Como a potência com a economia e política mais avançadas do mundo, os EUA estavam claramente em uma posição ideal para assumir essa liderança.&lt;br /&gt;Os EUA emergiram da Segunda Guerra Mundial como a mais forte economia do mundo, vivendo um rápido crescimento industrial e uma forte acumulação de capital.&lt;br /&gt;Os EUA não haviam sofrido as destruições da Segunda Guerra Mundial, tinham construído uma indústria manufatureira poderosa e enriqueceram vendendo armas e emprestando dinheiro aos outros combatentes; na verdade, a produção industrial dos EUA em &lt;/span&gt;&lt;a title="1945" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1945"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1945&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; foi mais do que o dobro da produção anual dos anos entre &lt;/span&gt;&lt;a title="1935" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1935"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1935&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a title="1939" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1939"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1939&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Em comparação, a Europa e o Japão estavam dizimados militar e economicamente.&lt;br /&gt;Quando a Conferência de Bretton Woods aconteceu, as vantagens econômicas dos Estados Unidos eram indiscutíveis e esmagadoras. Os EUA tinham a maioria dos investimentos mundiais, da produção manufaturada e das exportações. Em 1945, os EUA produziam a metade de todo o &lt;/span&gt;&lt;a title="Carvão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CarvÃ£o"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;carvão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; mundial, dois-terços do &lt;/span&gt;&lt;a title="Petróleo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/PetrÃ³leo"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;petróleo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e mais do que a metade da &lt;/span&gt;&lt;a title="Eletricidade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eletricidade"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;eletricidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Os EUA eram capazes de produzir imensas quantidades de &lt;/span&gt;&lt;a title="Navio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Navio"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;navios&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Avião" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AviÃ£o"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aviões&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Automóvel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AutomÃ³vel"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;automóveis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Armamento" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Armamento"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;armamentos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Máquina" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MÃ¡quina"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;máquinas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, produtos químicos, etc. Reforçando a vantagem inicial—e assegurando a liderança dos EUA no mundo capitalista—os EUA detinham 80% das reservas mundiais de &lt;/span&gt;&lt;a title="Ouro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ouro"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ouro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e tinham não somente poderosas &lt;/span&gt;&lt;a title="Forças Armadas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ForÃ§as_Armadas"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Forças Armadas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, mas também a &lt;/span&gt;&lt;a title="Bomba atômica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bomba_atÃ´mica"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bomba atômica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Na condição de maior potência mundial e uma das poucas nações não afetadas pela guerra, os EUA estavam em posição de ganhar mais do que qualquer outro país com a liberação do comércio mundial. Os EUA teriam com isso um mercado mundial para suas exportações, e teriam acesso irrestrito a matérias-primas vitais.&lt;br /&gt;Os EUA não eram somente capazes de, mas também queriam, assumir essa liderança. Apesar de os EUA terem mais ouro, mais capacidade produtora e mais poder militar do que todo o resto do mundo junto, o capitalismo dos EUA não poderia sobreviver sem mercados e aliados. &lt;/span&gt;&lt;a title="William Clayton (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=William_Clayton&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;William Clayton&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, o Secretário de Estado assistente para Assuntos Econômicos, foi uma das várias personalidades influentes na política estado-unidense que colocaram em evidência esse ponto: "Precisamos de mercados—grandes mercados—por todo o mundo, onde poderemos comprar e vender."&lt;br /&gt;Houve várias previsões de que a paz traria de volta a depressão e o desemprego devido ao término da produção bélica e ao retorno dos soldados ao mercado de trabalho. Entre as dificuldades econômicas estava um aumento abrupto da inquietude trabalhista. Determinado a evitar uma catástrofe econômica equivalente à da década de 1930, o presidente &lt;/span&gt;&lt;a title="Franklin D. Roosevelt" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Franklin_D._Roosevelt"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Franklin D. Roosevelt&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; viu a criação de uma ordem pós-guerra como uma maneira de garantir a prosperidade dos EUA. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="A_carta_do_Atl.C3.A2ntico"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A CARTA DO ATLÂNTICO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Durante a guerra, os Estados Unidos da América imaginaram uma ordem econômica mundial pós-guerra na qual os EUA pudessem penetrar em mercados que estivessem previamente fechados a outros blocos, bem como abrir novas oportunidades a investimentos estrangeiros para as empresas estado-unidenses, removendo restrições de fluxo de capital internacional.&lt;br /&gt;A &lt;/span&gt;&lt;a title="Carta do Atlântico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_do_AtlÃ¢ntico"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carta do Atlântico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, esboçada em &lt;/span&gt;&lt;a title="Agosto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agosto"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;agosto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;a title="1941" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1941"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1941&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; durante o encontro do presidente Roosevelt com o primeiro-ministro britânico &lt;/span&gt;&lt;a title="Winston Churchill" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Winston_Churchill"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Winston Churchill&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; em um navio no &lt;/span&gt;&lt;a title="Atlântico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AtlÃ¢ntico"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Atlântico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; norte, foi o mais notável precursor à Conferência de Bretton Woods. Assim como &lt;/span&gt;&lt;a title="Woodrow Wilson" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Woodrow_Wilson"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Woodrow Wilson&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; antes dele, cujos "&lt;/span&gt;&lt;a title="Quatorze pontos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quatorze_pontos"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quatorze pontos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;" (Fourteen Points) delinearam os objetivos dos Estados Unidos para o pós-guerra da &lt;/span&gt;&lt;a title="Primeira Guerra Mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeira Guerra Mundial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, Roosevelt lançou uma série de objetivos ambiciosos para o mundo pós-guerra antes mesmo de os EUA entrarem na &lt;/span&gt;&lt;a title="Segunda Guerra Mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segunda Guerra Mundial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. A carta do Atlântico afirmou o direito de todas as nações a igual acesso ao comércio e à matéria-prima. Além disso, a carta apelou pela liberdade dos mares (um objetivo principal da política estrangeira estado-unidense desde que a &lt;/span&gt;&lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FranÃ§a"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;França&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e o &lt;/span&gt;&lt;a title="Reino Unido" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reino Unido&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ameaçaram navios estado-unidenses nos anos &lt;/span&gt;&lt;a title="1790" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1790"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1790&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;), o desarmamento dos agressores e o "estabelecimento de um amplo e permanente sistema de segurança geral."&lt;br /&gt;Quando a guerra aproximava-se do fim, a Conferência de Bretton Woods foi o ápice de dois anos e meio de planejamento da reconstrução pós-guerra pelos Tesouros dos EUA e Reino Unido. Representantes estado-unidenses estudaram com os colegas britânicos a reconstituição do que tinha estado faltando entre as duas guerras mundiais: um sistema internacional de pagamentos que permitisse que o comércio fosse efetuado sem o medo de desvalorizações monetárias repentinas ou flutuações selvagens das taxas de câmbio — problemas que praticamente paralisaram o capitalismo mundial durante a Grande Depressão.&lt;br /&gt;Na ausência de um mercado europeu forte para os bens e serviços estado-unidenses, pensava a maior parte dos políticos, a economia dos EUA seria incapaz de sustentar a prosperidade que ela alcançara durante a guerra. Além disso, os &lt;/span&gt;&lt;a title="Sindicato" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sindicato"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sindicatos de trabalhadores&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; tinham aceitado a contragosto as restrições impostas pelo governo aos seus pedidos durante a guerra, e eles não queriam esperar mais tempo por mudanças, principalmente depois que a inflação afetara as escalas de salários de maneira violenta (no final de 1945, já havia acontecido greves importantes nas indústrias de &lt;/span&gt;&lt;a title="Automóvel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AutomÃ³vel"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;automóvel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, eletricidade e aço).&lt;br /&gt;Financiador e conselheiro autoindicado de presidentes e congressistas, &lt;/span&gt;&lt;a title="Bernard Baruch" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bernard_Baruch"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bernard Baruch&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; resumiu o espírito de Bretton Wood no início de 1945: se pudermos "eliminar o subsídio ao trabalho e à competição acirrada nos mercados exportadores," bem como prevenir a reconstrução de máquinas de guerra, "oh boy, oh boy, que prosperidade a longo termo nós teremos."&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bretton_Woods#cite_note-3"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Assim, os Estados Unidos vão usar sua posição predominante para restaurar uma economia mundial aberta, unificada sob controle dos EUA, que deu aos EUA acesso ilimitado a mercados e matéria-prima&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-3358214704565179984?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/3358214704565179984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/as-conferencias-de-bretton-woods.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/3358214704565179984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/3358214704565179984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/as-conferencias-de-bretton-woods.html' title='AS CONFERÊNCIAS DE BRETTON WOODS'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-6837810504030656963</id><published>2009-06-11T23:08:00.005-03:00</published><updated>2009-06-30T23:56:27.938-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PADRAO OURO'/><title type='text'>PADRÃO - OURO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Padrão-ouro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O padrão-ouro foi o sistema monetário cuja primeira fase vigorou desde o &lt;/span&gt;&lt;a title="Século XIX" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/SÃ©culo_XIX"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;século XIX&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; até a &lt;/span&gt;&lt;a title="Primeira Guerra Mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeira Guerra Mundial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. A teoria pioneira do padrão-ouro, chamada de &lt;/span&gt;&lt;a title="Teoria quantitativa da moeda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_quantitativa_da_moeda"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;teoria quantitativa da moeda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, foi elaborada por &lt;/span&gt;&lt;a title="David Hume" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Hume"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;David Hume&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; em 1752, sob o nome de “modelo de fluxo de moedas metálicas” e destacava as relações entre moeda e níveis de preço (base de fenômenos da inflação e deflação).&lt;br /&gt;Cada banco era obrigado a converter as notas bancárias por ele emitida em ouro (ou prata), sempre que solicitado pelo cliente. A introdução de notas bancárias sem esse lastro, causou escândalos na &lt;/span&gt;&lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FranÃ§a"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;França&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Com o padrão-ouro, utilizado principalmente pela Inglaterra, o sistema conseguiu estabilidade e permaneceu até o término da &lt;/span&gt;&lt;a title="I Guerra Mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/I_Guerra_Mundial"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I Guerra Mundial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. No Brasil e outros paises periféricos, o sistema não foi adotado por se achar que a presença desses países e seus problemas de financiamento, desestabilizariam o sistema. Dessa forma, a circulação de papéis-moeda foi feita pelo chamado sistema de "&lt;/span&gt;&lt;a title="Curso forçado" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Curso_forÃ§ado"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;curso forçado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;".&lt;br /&gt;Durante a &lt;/span&gt;&lt;a title="Primeira Guerra Mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeira Guerra Mundial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, a maioria dos países abandonou o padrão-ouro, principalmente devido às expansões monetárias e fiscais realizadas por eles durante a guerra, as quais desequilibraram enormemente o &lt;/span&gt;&lt;a title="Comércio internacional" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ComÃ©rcio_internacional"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;comércio internacional&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Em uma segunda fase, o sistema consistia, basicamente, na adoção, por parte das instituições financeiras de cada país que aderisse ao arranjo, de um preço fixo de sua moeda em relação ao ouro, e da conversabilidade ouro ao dólar. Desse modo, as autoridades deveriam exigir dos bancos e demais instituições monetárias que negociassem seus passivos respeitando esse preço fixo em relação ao ouro, como forma de estabilizar a &lt;/span&gt;&lt;a title="Economia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;economia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Em termos internacionais, o padrão-ouro significou a adoção de um regime cambial fixo por parte de praticamente todos os grandes países comerciais de sua época. Cada país se comprometeu em fixar o valor de sua moeda em relação a uma quantidade específica de ouro, e a realizar políticas monetárias, de compra e venda de ouro, de modo a preservar tal paridade definida.&lt;br /&gt;Operando no regime de padrão-ouro, o banco central de cada país mantém grande parte de seus ativos de reserva internacional sob a forma de ouro. As diferenças entre as reservas de ouro sob a propriedade de cada país refletia, portanto, as suas necessidades comerciais. Pois, nesse padrão, os fluxos de ouro financiavam os desequilíbrios nas balanças de pagamentos de cada país. Se um país fosse deficitário em sua &lt;/span&gt;&lt;a title="Balança de pagamentos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BalanÃ§a_de_pagamentos"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;balança de pagamentos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, isto é, se a soma de bens e serviços importados do exterior fosse superior à soma de bens e serviços exportados ao mesmo, o país deveria corrigir o déficit exportando ouro. Os países superavitários, por sua vez, tornavam-se importadores de ouro.&lt;br /&gt;As “regras do jogo” prevalecentes no sistema de padrão-ouro eram simples: a quantidade de reservas de ouro do país determinava, portanto, a sua oferta monetária. Se um país fosse superavitário em sua &lt;/span&gt;&lt;a title="Balança de pagamentos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BalanÃ§a_de_pagamentos"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;balança de pagamentos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, deveria importar ouro dos países deficitários. Isso elevaria sua oferta interna de moeda, levando a uma expansão da base monetária, o que provocaria um aumento de preços que, no final das contas, tiraria competitividade de seus produtos nos mercados internacionais, freando assim, novos superávits. Já se o país fosse deficitário na balança comercial, exportaria ouro, sofreria contração monetária, seus preços internos baixariam e, no final das contas, aumentaria a competitividade de seus produtos no exterior.&lt;br /&gt;Em resumo, o padrão-ouro visava uma situação de equilíbrio na &lt;/span&gt;&lt;a title="Economia internacional" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_internacional"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;economia internacional&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de modo que cada país mantivesse uma base monetária consistente com a paridade cambial, mantendo assim uma balança comercial equilibrada.&lt;br /&gt;A segunda fase do padrão-ouro, que se baseava no acordo de &lt;/span&gt;&lt;a title="Bretton Woods" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bretton_Woods"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bretton Woods&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, terminou quando os EUA abandonaram o acordado no início dos anos 70, por causa das necessidades de financiamento crescentes causadas pela &lt;/span&gt;&lt;a title="Guerra do Vietnã" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_VietnÃ£"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Guerra do Vietnã&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Nesse período o padrão-ouro também não pode ser seguido pelo Brasil e outros países similares, que adotaram formas de cunho forçado e alternativas como crawling peg, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-6837810504030656963?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/6837810504030656963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/padrao-ouro-o-padrao-ouro-foi-o-sistema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/6837810504030656963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/6837810504030656963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/padrao-ouro-o-padrao-ouro-foi-o-sistema.html' title='PADRÃO - OURO'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-5781050860621031102</id><published>2009-06-03T00:38:00.005-03:00</published><updated>2009-06-30T23:56:42.639-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ADM SMITH'/><title type='text'>ADAM SMITH</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SiXwfCdDsfI/AAAAAAAAAAw/RZysYqVQStY/s1600-h/adam_smith_1.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342940948970320370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SiXwfCdDsfI/AAAAAAAAAAw/RZysYqVQStY/s320/adam_smith_1.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;ADAM SMITH&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o pai da economia moderna e é considerado o mais importante teórico do Liberalismo Econômico. Autor de “Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das Nações”, a sua obra mais conhecida e que continua a ser uma obra de referencia para. gerações de economistas, procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos apenas pelo seu próprio interesse egoísta, promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica. Adam Smith acreditava que a iniciativa privada deveria deixar-se agir livremente, com pouca ou nenhuma intervenção governamental. A livre competição entre os diversos fornecedores levaria forçosamente não só à queda do preço das mercadorias, mas também a constantes inovações tecnológicas. Adam Smith analisou a divisão do trabalho como um fator evolucionário poderoso a propulsionar a economia. A idéia central de Adam Smith em A Riqueza das Nações é de que o mercado, aparentemente caótico, na verdade é organizado e produz as espécies e quantidades de bens que são mais desejados pela população. Um mercado livre produzirá bens na quantidade e no preço que a sociedade espera. Isto acontece porque a sociedade, na procura de lucros, irá responder às exigências do mercado. Adam Smith ainda escreve: “cada individuo procura apenas seu próprio ganho”. Porém, é como se fosse levado por uma mão invisível para produzir um resultado que não fazia parte da sua intenção… Perseguindo seus próprios interesses, frequentemente promove os interesses da própria sociedade, com mais eficiência do que se realmente tivesse a intenção de fazê-lo”. Adam Smith explica que a “mão invisível” não funcionaria adequadamente se existissem impedimentos ao livre comércio. Ele era, portanto, um forte oponente aos altos impostos e às intervenções do governo, que afirmava resultar numa economia menos eficiente, e assim fazendo gerar menos riqueza. Contudo, Adam Smith reconhecia que algumas restrições do governo sobre a economia são necessárias. Este conceito de “mão invisível” foi baseado numa expressão francesa, “laissez faire”, que significa que o governo deveria deixar o mercado e os indivíduos livres para lidar com os seus próprios assuntos.&lt;br /&gt;Adam Smith, o famoso economista e filósofo escocês, nascido numa pequena cidade portuária na margem norte da enseada de Firth of Forth no mar do Norte, próxima a Edimburgo. Embora desconhecida a data do seu nascimento foi batizado a 5 de Junho de 1723 em Kirkcaldy. Filho de outro Adam Smith e da sua segunda mulher Margarete Douglas. Seu pai era fiscal da alfândega e sua mãe era filha de um bem aquinhoado proprietário de terras. Em sua época o Reino Unido (Inglaterra unida à Escócia desde 1707) vivia o período de grande atividade marítima que antecedeu a Revolução Industrial. Com a idade de 15 anos, Smith iniciou os estudos na Universidade de Glasgow, estudando filosofia moral com o "inesquecível" (como lhe chamou) Francis Hutcheson. Em 1740 entrou para o Balliol College da Universidade de Oxford, mas como disse William Robert Scott, "o Oxford deste tempo deu-lhe pouca ajuda (se é que a deu) para o que viria a ser a sua obra" e acabou por abdicar da sua bolsa em 1746. Em 1748 começou a dar aulas em Edimburgo sob o patronato de Lord Kames. Algumas destas aulas eram de retórica e de literatura, mas mais tarde dedicou-se à cadeira de "progresso da opulência", e foi então, em finais dos anos 40, que ele expôs pela primeira vez a filosofia econômica do "sistema simples e óbvio da liberdade natural" que ele viria a proclamar no seu Inquérito sobre a natureza e as causas da riqueza das Nações. Por volta de 1750 conheceu o fantástico David Hume, que se tornou num dos seus mais próximos amigos.&lt;br /&gt;Em 1751, Smith foi nomeado professor de lógica na Universidade de Glasgow, passando em 1752 a dar a cadeira de filosofia moral. Nas suas aulas, cobria os campos da ética, retórica, jurisprudência e política econômica ou ainda "polícia e rendimento". Em 1759 publicou a sua "Teoria dos sentimentos morais", uma das suas mais conhecidas obras, incorporando algumas das suas aulas de Glasgow. Este trabalho, que&lt;br /&gt;estabeleceu a reputação de Smith durante a sua própria vida, refere-se à explicação da aprovação ou desaprovação moral. A sua capacidade de argumentação, fluência e persuasão, mesmo que através de uso da retórica estão ali bem patenteados. Ele baseia a sua explicação, não como o terceiro Lord Shaftesbury e Hutcheson tinham feito, num "sentido moral", nem (como David Hume) com base num decisivo sentido de utilidade, mas sim na simpatia. Tem havido uma controvérsia considerável quanto a saber se há ou não uma contradição ou contraste entre a ênfase de Smith na simpatia como motivação humana fundamental&lt;br /&gt;em "sentimentos morais", e o papel essencial do auto-interesse na "Riqueza das Nações". Este parece colocar mais ênfase na harmonia geral dos motivos e atividades humanas sob uma providência benigna no primeiro livro, enquanto que no segundo livro, apesar do tema geral da "mão invisível" promovendo a harmonia de interesses, Smith encontra mais ocasiões para apontar causas de conflitos e o egoísmo estreito da motivação humana.&lt;br /&gt;Smith começava agora a dar mais atenção à jurisprudência e à economia nas suas aulas, e menos às suas teorias de moral. Esta idéia é reforçada pelas notas tomadas por um dos seus alunos em cerca de 1763, mais tarde editadas por Edwin Cannan aulas de justiça, polícia, rendimento e armas, 1896 e pelo que Scott, que o descobriu e publicou, descreve em "Um esboço inicial de parte da Riqueza das Nações" ("An early draft of part of the Wealth of Nations"), datado de 1763.&lt;br /&gt;No final de 1763, Smith obteve um posto bem remunerado como tutor do jovem duque de Buccleuch e deixou o cargo de professor.&lt;br /&gt;De 1764 a 1766 viajou com o seu aluno, sobretudo em França, onde veio a conhecer líderes intelectuais como Turgot, d’Alembert, André Morellet, Helvétius e, em particular, François Quesnay, o principal nome na escola fisiocrática da economia, cuja obra, ele respeitava muito. Depois de regressar a casa para Kirkcaldy, dedicou muito do seu tempo nos 10 anos seguintes à sua magnum opus, que surgiu em 1776.&lt;br /&gt;Em 1778 recebeu um posto confortável como comissário da alfândega da Escócia e foi viver com a sua mãe em Edimburgo. Faleceu aí, a 17 de Julho de 1790, depois de uma doença dolorosa. Tinha aparentemente dedicado uma parte considerável dos seus rendimentos a Numerosos atos secretos de caridade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-5781050860621031102?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/5781050860621031102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/adam-smith-e-o-pai-da-economia-moderna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5781050860621031102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/5781050860621031102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/adam-smith-e-o-pai-da-economia-moderna.html' title='ADAM SMITH'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SiXwfCdDsfI/AAAAAAAAAAw/RZysYqVQStY/s72-c/adam_smith_1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1054152489876603163.post-6206288433580533200</id><published>2009-06-03T00:18:00.006-03:00</published><updated>2009-06-30T23:33:44.688-03:00</updated><title type='text'>DAVID RICARDO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SiXvl_t2JWI/AAAAAAAAAAk/KAee6TtGQ6s/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342939968982885730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SiXvl_t2JWI/AAAAAAAAAAk/KAee6TtGQ6s/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;DAVID RICARDO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em Londres a 18 de Abril de 1772. Era o terceiro de 17 filhos de uma família holandesa de classe média, descendentes de judeus expulsos de Portugal. Pouco tempo antes de David nascer, o seu pai migrou da Holanda para Inglaterra onde negociou na Bolsa de Valores e foi bem sucedido. David viveu durante alguns anos na Holanda com outros elementos da família, onde completou parte da sua instrução primária. David Ricardo entrou para a bolsa inglesa, demonstrou grande aptidão, tornando-se mais tarde um corretor bem sucedido. Aos 21 anos converteu-se ao protestantismo unitarista e casou-se com uma jovem quacre originando desentendimentos familiares. Prosseguiu suas atividades na bolsa e em poucos anos ficou rico o bastante para se dedicar aos estudos, especialmente a matemática, química e geologia e adquiriu uma propriedade rural. Em 1799, após ter lido a Riqueza das nações de Adam Smith passou a interessar-se por questões de economia. Entre 1809 e 1815 publicou alguns panfletos sobre a questão do preço do ouro, protecionismo na agricultura e os seus efeitos sobre os preços agrícolas, os lucros do capital e o crescimento econômico. A partir de então dedicou-se a escrever um tratado teórico geral sobre a economia, os Princípios, tendo sido publicado em 1817, constituindo-se assim um marco teórico decisivo para o desenvolvimento da economia política clássica. Em 1815, David Ricardo já era considerado o economista mais importante de toda a Grã-Bretanha, graças ao seu conhecimento prático sobre o funcionamento do sistema capitalista. Foi muito influente na polemica discussão sobre a questão das corn laws, isto é, da importação de trigo estrangeiro pela Inglaterra. David Ricardo, como eterno defensor do livre comércio internacional, era a favor da importação. Foram várias as divergências com economistas mais conservadores, como Malthus, os quais temiam ver o sustento dos trabalhadores britânicos sob o poder de países estrangeiros, potenciais inimigos. Neste mesmo ano, David Ricardo publicou toda a sua tese liberal em “Ensaio sobre a Influência do Baixo Preço do Cereal sobre o Lucro do Capital”. Em 1817 publicou a sua grande obra “Princípios de Economia Política e Tributação”. Este livro consagrou Ricardo como o grande nome da Economia Política Clássica, junto com Adam Smith, dominando a economia não apenas de Inglaterra, mas de todo o mundo ocidental por muitas décadas, até o aparecimento do marxismo e do marginalismo (os quais foram muito influenciados pela obra de David Ricardo). Ricardo também se envolveu em questões políticas, tendo sido representante do distrito irlandês de Portalington na Câmara dos Comuns do Parlamento do Reino Unido. Ali defendeu um conjunto de posições liberais tanto em matérias políticas (o voto secreto, o sufrágio universal) como em temas econômicos (a liberdade de comércio). Morreu prematuramente a 11 de Setembro de 1823, tendo deixado incompleta uma obra em que trabalhava. As suas obras atingiram vastas áreas da economia, tais como: política monetária, teoria dos lucros, teoria da renda fundiária e da distribuição, teoria do valor e do comércio internacional, sendo que muitas destes temas permanecem atuais nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEORIAS DE DAVID RICARDO&lt;br /&gt;Como conseqüência do avanço técnico verificado na época, após a Primeira Revolução Industrial em que a introdução de máquinas provocou alterações nos processos produtivos e modificações radicais a nível de relacionamento social em virtude da transformação do artesão em proletário, verificou-se uma mudança radical na relação entre o meio urbano e o meio rural inglês. Este ciclo econômico ocasionava, de tempos em tempos, as crises no comércio, reduzindo o lucro dos empresários que como conseqüência gerava desemprego, piorando cada vez mais a situação das massas urbanas. Logicamente toda esta situação levou a grande agitação por parte dos trabalhadores. Estes encontravam-se perante uma situação de miséria, o que fez com que na época aumentasse a taxa de mortalidade. Segundo Ricardo, a aplicação conjunta de trabalho, maquinaria e capital no processo produtivo gera um produto, este divide-se pelas três classes da sociedade: propriedades de terra (sob a forma de renda da terra), trabalhadores assalariados (sob a forma de salários) e os arrendatários capitalistas (sob a forma de lucros de capital). O papel da ciência econômica seria determinar as leis naturais que orientassem essa distribuição. Para David Ricardo o equilíbrio poderia ser alcançado com a aplicação das suas teorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEORIA DO VALOR – TRABALHO&lt;br /&gt;Enquanto que para Adam Smith o valor das mercadorias era determinado pela quantidade de trabalho que essas mercadorias poderiam comprar, designando-se por teoria do valor trabalho comandado, para David Ricardo o valor da troca das mercadorias era determinado pela quantidade de trabalho necessário à sua produção, não dependia da abundância, mas sim do maior ou menor grau de dificuldade na sua produção ficando, assim, conhecida por teoria do valor do trabalho incorporado. Os preços das mercadorias são, então, proporcionais ao trabalho nelas incorporado. Para David Ricardo a teoria dos preços não é mais do que uma teoria de preços relativos, ou simplesmente de razões de troca entre diferentes mercadorias. David Ricardo considerava como fontes do valor de troca a escassez e a quantidade de trabalho. A escassez explica o valor de troca das mercadorias não reprodutíveis, enquanto que a quantidade de trabalho explica o valor de troca de mercadorias reprodutíveis. Para Ricardo a economia deveria preocupar-se com as mercadorias reprodutíveis, por serem estas a esmagadora maioria das mercadorias que se trocam em economia, em virtude deste pensamento a escassez deixa de ser importante para a economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEORIA DA DISTRIBUIÇÃO/TEORIA DA RENDA&lt;br /&gt;Como se determina a prestação a pagar ao proprietário fundiário pela disponibilidade do uso da terra? Esta é a principal questão a colocar-se relativamente à renda “diferencial” (aquela que resulta da diferente fertilidade das terras e da concorrência dos empresários para a sua exploração). A questão colocada anteriormente encontra-se relacionada com outra que é a seguinte: Qual é o papel da renda fundiária na economia? A resposta a esta última questão permite uma melhor compreensão dos mecanismos econômicos da sociedade capitalista. Ao analisar estas duas questões, David Ricardo apresentou um modelo de repartição de rendimentos com implicações importantes sobre o crescimento econômico e política econômica. Foram três as hipóteses consideradas por David Ricardo para a elaboração do seu modelo de repartição de rendimentos:&lt;br /&gt;• A lei dos rendimentos decrescentes reflete que para conseguir quantidades adicionais iguais de um bem, a sociedade tem de utilizar quantidades crescentes de fatores. Se existirem rendimentos decrescentes na produção de um bem, o custo de oportunidade de produzir unidades sucessivas do mesmo bem é cada vez maior.&lt;br /&gt;• A lei malthusiana da população. A população cresce ou diminui de acordo com a disponibilidade de alimentos. Dessa forma, os salários tendem a permanecer no nível de subsistência, sempre que eles se afastam desse nível, verifica-se a lei do crescimento demográfico, aumentando ou diminuindo a oferta de trabalhadores.&lt;br /&gt;• O móbil do crescimento do produto e, assim, dos investimentos, encontra-se no lucro, mais propriamente no lucro por unidade de capital investido. Para David Ricardo a seqüência e correlação destas três hipóteses ocasionou o aparecimento do estado estacionário, em que a produção na economia deixa de crescer. Ou seja, a pressão demográfica leva à utilização de mais terras, sendo as mais férteis as, inicialmente, mais cultivadas pelos empresários, o que leva a que, estas se tornem cada vez menos férteis, com conseqüência de tal fato, a taxa de lucro torna-se cada vez menor e a renda cada vez mais elevada. Assim, cultivando novas terras (menos férteis), tem que se aumentar a quantidade de trabalho para se produzir os mesmos bens, aumentando assim o seu valor e consequentemente o salário natural também. Os proprietários das melhores terras, vendem os produtos a um preço superior ao seu custo de produção, constituindo a diferença, a renda diferencial. Perante tal situação, David Ricardo combate todo este pessimismo com a sua idéia de liberdade de comércio. A importação levaria a que os empresários não fossem obrigados a utilizar terras menos produtivas, e deste modo a um aumento de renda e redução da taxa de lucro. Desta forma a taxa de lucro não desceria e o estado estacionário poderia ser evitado. Note-se que esta liberdade de comércio não conviria aos proprietários fundiários que veriam os seus rendimentos reduzirem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEORIA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL&lt;br /&gt;Esta teoria de David Ricardo informa-nos das vantagens do comércio entre as nações. Na sua época, este economista participou ativamente numa polemica sobre se a Inglaterra deveria praticar o livre-cambismo, liberdade de trocas internacionais com sete eliminações de direitos alfandegários protetores, ou protecionismo, com a supressão de impostos sobre importações e com a exclusão de entraves administrativos à liberdade de comércio entre as nações. David Ricardo, pelo que anteriormente já foi exposto, foi um defensor dos empresários e um importante defensor do livre-cambismo. 2.3.1 Princípio da vantagem comparativa e a sua análise segundo David Ricardo. Ricardo foi o primeiro economista a argumentar que o comércio internacional poderia beneficiar dois países, mesmo que um deles produzisse todos os produtos de forma mais eficiente, um país não precisa de ter uma vantagem absoluta na produção de um determinado produto. Pois dois países poderiam beneficiar do comércio mútuo se cada um tivesse uma vantagem comparativa na produção de qualquer produto. David Ricardo explica a sua teoria usando um exemplo envolvendo Portugal e Inglaterra e apenas dois bens, vinho e roupa, decidiu medir todos os custos relativos de produção, expressos em horas de trabalho.&lt;br /&gt;A partir deste estudo, Ricardo provou que cada país seria beneficiado caso se especializassem no produto onde detém maior vantagem comparativa, o produto total global de cada bem aumenta, melhorando a situação de todos os países envolvidos nas trocas internacionais, pois menores seriam os custos de produção, os salários de subsistência dos trabalhadores e em conseqüência os lucros seriam os maiores possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SITES CONSULTADOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Ricardo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;http://www.vestibular1.com.br/revisao/teorias_economicas.doc&lt;br /&gt;http://www.unisinos.br/ihu/uploads/publicacoes/edicoes/1158330491.25pdf.pdf&lt;br /&gt;http://cogitoergosun.no.sapo.pt/ecopol2sem.pdf&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1054152489876603163-6206288433580533200?l=economiafinancas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiafinancas.blogspot.com/feeds/6206288433580533200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/economistas-classicos-1776-1850.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/6206288433580533200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1054152489876603163/posts/default/6206288433580533200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiafinancas.blogspot.com/2009/06/economistas-classicos-1776-1850.html' title='DAVID RICARDO'/><author><name>ECONOMIA E FINANÇAS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16476581352626353135</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_X5SEIraGW4M/SiXvl_t2JWI/AAAAAAAAAAk/KAee6TtGQ6s/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
